domingo, 10 de maio de 2009



Marcelo Montenegro Dá A Dica:


Em julho estréia na MTV a série que eu tô escrevendo, junto com a Fernanda D´Umbra e mais uma puta equipe bacana. Tem sido uma experiência legal. Trabalho pesadíssimo. As filmagens começaram e semana passada vi algumas cenas. Bateu uma sensação boa. Há algo de louco nisso. Eu sempre gostei de séries. Sempre gostei de TV. Algumas séries têm pra mim o mesmo impacto que o cinema. Que a literatura. A música. Ah, a música. Recentemente eu e a Kátia resolvemos assistir Família Soprano de cabo a rabo. Desde a primeira temporada. Ela nunca tinha visto e bem, Soprano e Seinfeld, pra mim, são obras primas. Estão alguns patamares acima das outras – Deadwood fungando no cangote. Eu tinha visto as três primeiras temporadas pela TV e alguns episódios esparsos da quarta e da quinta. Ainda não tinha assistido a última. Do caralho rever tudo, cronologicamente. James Gandolfini é gênio.

Eu, que sempre falo, de um lado, que os extras de DVD estão entre as maiores invenções da humanidade – mantenho de pé o plano de um dia lançar um DVD da Bedrock Vídeo com 1 minuto de filme e 1 hora e meia de extras –, e, de outro, que os extras são subutilizados como linguagem, tenho que admitir: até nisso os Sopranos conseguem ser brilhantes, com um vídeo dedicado à importância da trilha sonora na série, “A música em The Sopranos”. Um cara da Rolling Stone entrevista, entre outros, um dos criadores da série, a produtora musical e Steven Van Zandt – que tocava com o Bruce Springsteen e faz o impagável consiglieri de Tony, Silvio Dante. Podia falar um monte de coisa sobre a série, o que seria chover no molhado. Mas deixo aqui registrado meu apreço por um detalhe. Que, à parte os episódios, os finais de alguns episódios são, por si só, pequenas obras primas. A ponto d´eu usar direto a expressão “final tipo Sopranos”. Porque eles não usam e/ou não fazem concessões à piada exata ou à amarração redentora. Eles te tiram do filme e o devolvem à vida de um modo muito fudido. Seja tocando Ottis Reding seja com os créditos escorrendo na tela em silêncio total.


Marcelo Montenegro


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