fulinaíma

domingo, 10 de maio de 2009



EXPLICANDO A MORTE PARA CRIANÇAS DE SEIS ANOS

Esse é o título de uma peça do meu amigo Sérgio Mello. Acho o título bonito pra caralho. E esse desenho é do Carcarah que ele fez pro cartaz da peça. E também é bonito pra caralho. Tava até minutos atrás conversando com a minha amiga Dramaturga Paulinha Chagas que veio aqui em casa me entrevistar pra um site de Dramaturgia que ela tá produzindo. E a gente tava exatamente falando sobre a peça "Uma pilha de pratos na cozinha" que é uma peça que trata sobre o tema da mortalidade. Dia desses tava assistindo "Two and half men" e em determinado momento o Jake pergunta pro Charlie: "O que é que tá acontecendo com meu pai?" e Charlie responde : "Não é nada demais. Crise de meia-idade". Jake então pergunta: "O que é isso?" Charlie responde : "é quando o homem começa a encarar a sua mortalidade" Jake que tem 12 anos, pensa um pouco e diz: "Sei como é. Tive isso o ano passado. Vou falar pro meu pai que isso só dura o tempo das férias". Bem, mas porque tô falando isso? É porque tava exatamente falando isso no programa "Móbile" da Tv Cultura ontem à noite. E como iria explicar isso para uma criança de seis anos, Sérgio Mello? Que aquelas coisas que estavam ali não vão estar mais. Que as coisas assim como as pessoas e as sensações e suas crenças e suas vontades, tudo isso morre um dia, como você, como o seu cachorro, como o seu encantamento.
Eu não consigo explicar sequer pra mim mesmo. Mas acredito cada vez mais nisso. Porque vejo as coisas acontecerem.




confesso
poema em linha reta
prefiro

tabacaria
é muito disperso
por ser perverso
quero outras linguagens
sagaranagens
na certa

metáforas
só brazilíricas
de joão cabral a bandeira
pedra no fundo do poço
ou então
drummond ou ferreira

poesia
melhor brasileira
na flor da pele
ou do osso

fantastic bordel brazílis

trafego entre o erótico sócio político
não tenho vergonha de ser crítico
muito pelo contrário
otário é aquele que é cego
tem olhos mas inda não vê
eu tenho orgulho do que carrego
e levo pra dentro de você

esta cidade ainda cabe
no extrato do submundo
ou em qualquer curral clandestino
o poço aqui tá no fundo
- e quem sabe do seu destino –
?
arturgomes
http://carnavalhagumes.blogspot.com/


O Coisa Ruim

me querem manso
cordeiro
sangrado
no festim dos canibais

me querem
otário
serviçal
salário apertado no bolso
cego mudo boçal

me querem acuado
rabo entre as pernas
medroso
um verme
pegajoso

ma seu sou
osso duro de roer
caroço
faca no pescoço
maremoto
tufão
furacão
mas eu sou cão
ladro mordo
ínsito a revolta deuses
toco fogo na cidade

qual Nero
devasto o lero lero
entro em campo
desempato

eu sou o que sangra
um poeta nato

Ademir Assunção
http://zonabranca.blog.uol.com.br/

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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