terça-feira, 30 de junho de 2009







Virada Cultural Solidária

Dia 12 julho domingo das 15:00h
Dia 13 julho 20:00h
Dia Internacional do RockLocal
Local : Shooping Estrada
Ao Avyador do Rock Luizz Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=SG1cG5HvyTM&feature=channel_page

Blog IN Rock, Blues, MPB, Reggae,
Teatro, Poesia & Baratos Afins

participações: Lolô, Cris Dalana, França, Álvaro Manhães, Ângelo Nani, Bia Reis, Nelsinho Meméia(Blues Band Vidro), Reubes Pess Band, Evolução das Espécie, Adriana Medeiros, Grupo de teatro Nós na Rua(São João da Barra, Lene Moraes, Renato Arpoador, Leo Navarro, Dalton Freire, Artur Gomes, Fernando Guru, Harlem Pinheiro, Matheus Nicolau, Betinho Assad, Tribalion, Wellington Cordeiro e Adriano Lopes.

Na produção: Romualdo Braga, Wellington Cordeiro, Gustavo Rangel, Nick Ferreira, Leo Navarro, Nelsinho Meméia, Alexandro Florentino, Harlem Pinheiro e Artur Gomes

O CAMPO DE BATALHA É VOCÊ

Muitas pessoas vivenciam a Arte como se fossem uma espécie de cientista crazy que dispensasse as cobaias e inoculasse tudo nelas próprias. Digo isto porque há uns dias estava trabalhando em uma nova música com uns amigos e compreendi q não pode haver exagero no rock ‘n’ roll ou coisa q o valha; excesso é confissão da perda do poder da mensagem, fica só a forma, mas a conceito é também sem dúvida baixar o bambu! Fazer o que então? Procurar o lirismo ácido, o ceticismo crédulo, as contradições unitárias, como uma convocação ao incêndio das idéias, partindo para cima do princípio da indignação que anda quase totalmente perdido por aí. E eu achando que só era a representação de bons ou maus momentos, ou qualquer expectativa e a constatação de que padecemos por nossa própria responsabilidade.

SÓ PRA (A)VARIAR: A GRANA OU A UTOPIA

Nem todas as pessoas se rendem à correnteza comercial da música, ou da arte em geral, e sei que isso é benéfico pela manutenção da diversidade. Se a unanimidade é burra, deve haver vida inteligente no alternativo. Respiro no ambiente musical da planície goytacá pelo menos há duas décadas, em meio ao embate “daqueles que vendem e trazem o público" e o seu contrário, traduzida por cantores e bandas cuja preocupação maior é instigar a sensibilidade do ouvinte, muitas vezes dopado pelo ideário oriundo da mídia gorda e por essa lógica, temos que arremedar ou sucumbir. O critério mercadológico para se escolher o que se deve tocar ou não é primo-irmão da censura mais ascórbica, pois sutilmente quem dança é a liberdade de expressão e a inventividade. Mas nem tudo está perdido, baby: pergunte aos poetas blogueiros, bandas que gravam em estúdios caseiros usando o democrático poder da moderna tecnologia, mantendo assim um canal direto de duas vias com seu público. Como Raulzito já dizia, "tem que acontecer alguma coisa neném, parado é que não dá pra ficar...”.

Luizz Ribeiro
http://paralapahtones.blogspot.com/

...rubro desmazelo entre-quebrando a asa da palavra...

é tinto o astro que cansa de vagar
sobre o penhasco enroscado do verso
carrasco da palavra torta que corta a folha
da melhor estória
cabaça rebentada no talo do momento
as loucuras traquinando entre os gemidos
até a mordida mais rouca das estrelas no céu da boca
despencando todo certeza esfarelada
ofuscamentos enforcamentos
que não alcançam os pedidos ebulidos
pretéritos bulidos de delírios
de lírios que foram colhidos com os mesmos dedos
suaves, contando os apagamentos do sol engolido
que vai rasgando a garganta das frágeis memórias
estremecendo os vazios assombrados
pela chuva que não se vai
todo o firmamento se curva aos silêncios brilhantes do tempo
que mora na insensatez dolorida
como um delicado sangramento
grudam-se as peles eriçadas
e todos os eles são longas lambidas
laterais medidas de encaixe
que vão gastando as salivas e os peitos
doces recortes quase mosaico decote de eus
tão nus, entornando os desejos
nos meneios, nos seios do instante que se enrugam
esvaziando os sentidos róseos de todos os nós
dentro da sala de espelhos

Beatriz Bajo
http://lindagraal.blogspot.com/

EntriDentes 3
olhei a cara do tempo
ela estava fechada
não falava nada
pensei as sagaranagens
que o tempo fazia comigo
peguei do tempo o umbigo
rasguei na ponta da faca
a tua cara de vaca
sangrei
sem nenhum remorso
porque isso o tempo não tem
agora o tempo sorri
me mostra os dentes da boca
e a tua cara de louca
é a minha cara também
Artur Gomes


PONTAL.FOTO.GRAFIA

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras - descobrimento
espinhas de peixe convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e
um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem mangues em pólvora
ovo de colombo quebrado
areia branca inferno livre
rimbaud - áfrica virgem
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
jerusalém pagã visitada
atafona.pontal.grussaí
as crianças são testemunhas:
jesus cristo não passou por aqui

miles davis fisgou na agulha
oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui pernambuco
atafona.pontal.grussaí
as crianças são testemunhas:

mallarmé passou por aqui.
bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

artur gomes










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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná