quinta-feira, 18 de junho de 2009




Hoje, 19 de junho, sexta, 22h30, você tem um encontro marcado no Cemitério. E vai ser um encontro daqueles!Muita música e poesia com os show dos "Benditos Energúmenos" e "Radicais Livres" e ainda um discotecagem de primeira do Matheus Pacheco (pra gente dançar muito). Como se não bastasse hoje é Ponto de Encontro do FILO no Cemitério que fica à Rua João Pessoa, 103 (entre a Quintino e J.K). R$10,00. Esperamos você!
Um pouco sobre os trabalhos da noite: BENDITOS ENERGÚMENOS No início de 2002 éramos os Malditos Energúmenos. Alguns shows depois, adotamos o nome de Benditos Energúmenos. Lembramos sempre que Benditos são os poetas e nós somos amigos com vontade de levar uma poesia de qualidade ao público. Pra quem não conhece, o trabalho é simples: muita poesia com muita música. A música fica por conta do competente Júlio e Vitor Delallo (guitarra e violancelo)as poesias ganham voz de Christine Vianna. O resultado é um trabalho de responsa que a banda tem o maior orgulho de apresentar. Resumindo, o show é um diálogo entre a linguagem poética e a linguagem musical, resgatando as origens da poesia e projetando os textos para um contexto contemporâneo e urbano. O repertório é composto principalmente por poesia londrinense. O nome de alguns Benditos: Augusto Silva, Bernardo Pellegrini, Célia Musili, Karen Debértolis, Marcelo Montenegro, Márcio Américo, Maurício Arruda Mendonça, Marcos Losnak, Mário Bortolotto, Rogério Ivano, Rodrigo Garcia Lopes, Torquato Neto, Leminski. Os Benditos Energúmenos já se apresentaram em Curitiba (Perhapiness), Rio de Janeiro, em vários Sescs de São Paulo e outras paragens londrinenses. Já a banda RADICAIS LIVRES existe desde 2006, tendo se apresentado em diversos festivais e mostras literárias da cidade. É formada por Herman Schmitz, no vocal; Júlio Delallo na guitarra; Renato Alves no baixo e André Bartalo na bateria. Contou com a participação do artista plástico Fernando Martinez que influenciou esteticamente o trabalho. "Quando você vê a Cor Do Dinheiro" é o nome do show baseado em poema do escritor Herman Schmitz. O autor trabalha a linguagem poética com música e propõe transes oraculares em cena, com temas atuais. A idéia é fazer com que a música intervenha na palavra falada e escrita, em mini-contos, que são mini-fábulas urbanas do cotidiano.
a virtude
Torquato Neto
a) A virtude
é a mãe do vício
conforme se sabe;
acabe logo comigo
ou se acabe.

b) A virtude
e o próprio vício - conforme
se sabe - estão no fim,
no início da chave.
c) Chuvas da virtude, o vício,
conforme se sabe;
é nela própriamente que eu me ligo,
nem disco nem filme:
nada, amizade.
Chuvas de virtude: chaves.

d) (amar-te/ a morte/ morrer:
há urubus no telhado
e carne seca é servida:
um escorpião encravado
na sua própria ferida,
não escapa:
só escapo pela porta de saída).

e) A virtude, a mãe do vício
como eu tenho vinte dedos,
ainda, e ainda é cedo:
você olha nos meus olhos
mas não vê nada, se lembra?

f) A virtude mais o vício:
início da minha
transa, início, fácil, termino:
"como dois mais dois são cinco"
como Deus é precipício, durma,
e nem com Deus no hospício (durma)
nem o hospício é refúgio. Fuja.

(em "Os Últimos Dias de Paupéria" Org. Wally Salomão
e Ana Maria S. de Araújo Duarte Ed. Max Limonad, 1982)

* site de Torquato Neto.

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