fulinaíma

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

cantores amigos

se o segundo sol não veio
não fique triste não desanime
vem pra sampa ouvir lenine
pernambuco grande sertão
sertão aqui grande mar

se o segundo sol não veio
vem ouvir danilo monteiro
seu som paulista mineiro
garoa é adonirar

se o segundo sol não veio
não espere ele chegar
vem ouvir renato gama
nhocuné sua chama
naiman sim um mineiro
paulista carapiá

se o segundo sol não veio
de onde estiver pegue o trem
vem ouvir carlos careqa
meter o ferro na boneca
grande filho de ninguém

se o segundo sol não veio
não perca enfim a esperança
vem ouvir madan como criança
e tom zé sagaranear

se o segundo sol não veio
vem ouvir zélia cantando desse fruto
edvaldo santana de olho no viaduto
colocando voz na ferida
cantor é filho da vida
quanto mais sangra
mais quer cantar

meio amor essa veraCidade
não tem paixão por quem chora
adoniram foi embora
o choco no samba agora
no rock blues no cinema
o abc diz quem fez
cantor de soul diadema
oi nós aqui outra vez

artur gomes
http://arturgomesvideopoesia.blogspot.com



se eu canto
pouso a língua entre os dentes
rente
onde a saliva espraia
pele espuma arraia
algas de algum mar
distante
ondas de um pulsar
instante
em que 0 sol
nave metal aclara
areia
como se fosse
pele
conchas em tua
boca lua
nua dentro do mar
sereia
o canto
cravado na lua cheia
sangue
pulsante na tua veia
quando
piso na tua praia

arturgomes
http://arturgomesvideopoesia.blogspot.com/



A Noite do Vinil vai resgatar algumas coletâneas da MPB que saíram em vinil, principalmente na década de 1980, nesta quarta-feira, dia 5 de agosto. Globo de Ouro, Verão 84, MPB 80, MPB Shell, Programa Especial e Brilho da MPB, estão entre as preciosidades. Nestas coletâneas poderemos conferir clássicos da MPB como Planeta Água, Canteiros, Ouro de Tolo, Eu nasci a dez mil anos atrás, Lá vem o Brasil descendo a ladeira, Mas que nada, entre outros. Será a oportunidade de ouvir numa mesma noite, artistas como Amelinha, Sandra Sá, Zé Ramalho, Jane Duboc, Leci Brandão, Eduardo Duzek, Zezé Motta, Oswaldo Montenegro, Jessé, Baby Consuelo, Joice, Guilhermew Arantes, Rosana, Boca Livre, Walter Franco, Fagner, Raul Seixas, Belchior, Rita Lee, Marcos Vale, Toquinho, Moraes Moreira, Jorge Ben Jor, Alceu Valença, Zé Rodrix, Beth Carvalho, Wanderley Cardoso, Moacyr Franco, Roberto Leal, Jane & Herondy, Absyntho, Barão Vermelho, Pepel Gomes, Grafite, Rádio Táxi, entre outros. Então fica o convite:
Taberna Dom Tutti
Rua das Palmeiras, 13 – atrás do churrasquinho do Luiz na 28 de março.
A partir das 22h



Coincidência...????

Bom, a família Calil, do Distrito de Vila Nova, entrou para a História de Campos dos G. pela porta dos fundos...Um deles, o Thiago Calil já passeou de camburão da PF, como protagonista da Operação Cinqüentinha...
Pode ser coincidência...Pode não ser...Mas vejam que interessante a publicação do DO, de 31.07.2009, em sua página 08...Ao que parece, os laços da família com a administração municipal são mesmo fortes...Ou será que não...?

Processo Administrativo nº 2.09/2443-0
Objeto: Inexigibilidade de Licitação
Elementos Característicos: Contratação de profissional de qualquer setor artístico.
Partes: Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Philipe Viana Calil.
Referente: Show da Banda Novo Céu em Murundu.
Preço: 1.100,00
Data: 13/06/2009

Processo Administrativo nº 2.09/2619-0
Objeto: Inexigibilidade de Licitação
Elementos Característicos: Contratação de profissional de qualquer setor artístico.
Partes: Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Philipe Viana Calil.
Referente: Show da Banda Novo Céu no Carvão.
Preço: 1.100,00
Data: 14/06/2009

http://atrolha.blogspot.com/



Ministério Público entra com ação contra Paulo Maluf para devolução de R$ 300 milhões aos cofres públicos
Do UOL Notícias Em São Paulo http://www.uol.com.br/

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, ajuizou no início da noite desta segunda-feira (3) ação civil pública contra o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, pedindo a devolução de mais de R$ 300 milhões.

Segundo a ação, a quantia foi desviada em superfaturamento de obras públicas, ilegalmente remetida ao exterior e utilizada para a compra de ações da Eucatex, em um esquema fraudulento envolvendo doleiros e "laranjas".

Acusação alcança membros da família Maluf

Investigação tem 55 mil documentos, em 277 volumes, e denuncia superfaturamento de preços das obras da avenida Água Espraiada (Jornalista Roberto Marinho) e do Túnel Ayrton Senna, durante a gestão Maluf na Prefeitura de SP (1992-96)

A ação é proposta ainda contra a mulher de Maluf, Sylvia; os filhos Flávio, Otávio, Lígia e Lina; a ex-nora Jacquelline de Lourdes Coutinho Torres, ex-mulher de Flávio; três empresas off-shore sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas, e a Eucatex, empresa da família Maluf. O suposto esquema é investigado pelo Ministério Público desde julho de 2001.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Paulo Maluf declara que "não tem e nunca teve conta no exterior" e que o aumento de capital da Eucatex "foi feito em 1997, de forma legal e juridicamente perfeita, e aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários". "Esta ação é mais uma invencionisse do promotor Sílvio Marques", diz o texto.

Na ação, os promotores de Justiça Sílvio Antonio Marques e Saad Mazloum afirmam que, entre 1993 e 1998, o hoje deputado federal Paulo Maluf desviou cerca de US$ 160 milhões dos cofres públicos municipais, por meio de superfaturamento de preços das obras da avenida Água Espraiada (hoje avenida Jornalista Roberto Marinho) e do Túnel Ayrton Senna, ambas realizadas quando Maluf era prefeito de São Paulo (1992-96). Segundo a promotoria, Maluf recebeu recursos indevidamente até dois anos depois de ter deixado o cargo.

Dinheiro no exterior

De acordo com o Ministério Público, o dinheiro foi remetido ilegalmente para contas secretas no exterior, especialmente em bancos dos Estados Unidos, Suíça, Inglaterra, Ilhas Jersey, França e Luxemburgo, por meio de empresas offshore controladas por familiares de Maluf. Entre 1997 e 1998, a maior parte desse dinheiro retornou ao Brasil, na forma de investimento.

Documentos enviados pelos países em que as operações foram realizadas mostram, segundo o MP, que fundos de investimento controlados pelas empresas offshore da família Maluf adquiriram ações da Eucatex. Outros valores foram repatriados por meio de empréstimo, compra de valores mobiliários e pagamento de adiantamento a contrato de exportação, todos favorecendo a empresa. A operação movimentou mais de US$ 165 milhões, cerca de R$ 310 milhões.A movimentação foi rastreada com a colaboração de governos estrangeiros, por meio de cooperação jurídica internacional. Na ação, os promotores pedem a repatriação e devolução desse valor, bem como o congelamento de bens dos envolvidos no Brasil e nas Ilhas Jersey.


Do jornalismo cultural
Por Julio Daio Borges, in Digestivo Cultural

Onde está o jornalismo cultural? Não nos jornais. Nem nas revistas. Não no mainstream editorial, pelo menos. Se as publicações tradicionais têm de embarcar no crescimento das classes C e D, com capas de atores globais, efemérides de meados do século passado e realizadores do tempo da velha indústria, jornalistas que não querem repetir os mesmos assuntos, nem ceder à pressão dos releases (e das assessorias) e pautar o que há de relevante (e está na ordem do dia), correm para os veículos independentes. Se em outras décadas, uma publicação como o Pasquim, que fazia 100 mil em banca, era considerada “nanica”, fazer algumas dezenas de milhares hoje é quase um recorde (que alguns “grandes” jornais, inclusive, custam a alcançar). Por consequência, revistas fora do circuito estão dando um banho no “jornalismo cultural” alquebrado de jornalões e outras publicações acomodadas em banca. Mais um exemplo é a Revista Florense, editada por Renato Henrichs e Vanderlei Venturin (arte). Na última edição, de inverno (número 22), tem-se Sérgio Augusto sobre Capitão Marvel, Ana Maria Bahiana sobre os novos vampiros no cinema, Luís Antônio Giron sobre Wagner Moura e Ruy Castro sobre a história o disco, entre outros jornalistas. Ainda desfilam, pela Florense, Cássio Loredano, Sergio Faraco e Gustavo Dudamel, entre outros artistas. É raro um exemplar aleatório, de qualquer publicação tradicional, que ofereça tanto para ler. O chamado “valor agregado”, expressão da qual muita gente não gosta, está saindo do mainstream editorial, que tenta, desesperadamente, concorrer com televisão e internet. Além de perder a batalha do modelo de negócio – acelerada pela crise –, pelo visto está perdendo também a do jornalismo (que tanto alardeia saber fazer).

http://sergiovilar.blogspot.com/

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A Máquina de Ser, de João Gilberto Noll
Milton Ribeiro

Eu teria tudo para gostar de João Gilberto Noll. Ele escreve indiscutivelmente muito bem, tem uma voz pessoal, distinta e acho-o muito inteligente nas entrevistas — cheguei a fazer anotações durante algumas para não esquecer de respostas especialmente brilhantes. Como se não bastasse, ele é portoalegrense como eu e, como eu, ainda vive na cidade. Mais: com surpreendente freqüência, vejo-o entrar nas mesmas sessões de cinema que eu e, na penúltima, ainda na fila do ingresso, pude observá-lo abrir a bolsa para pegar A Máquina de Ser com uma cara que interpretei de como de desaprovação. Ele lia a página 114… Mas Noll é uma pessoa reservada; ou seja, nossa “relação” nunca irá evoluir para o diálogo.

Comecei dizendo que teria tudo para gostar de seus livros e sigo confessando estar cansado de seu narrador, sempre na primeira pessoa do singular. “Há pouco tempo descobri que o meu protagonista é sempre o mesmo”, disse ele à Entrelivros. Puxa, ele descobriu isto só há pouco tempo?

Este narrador é alguém que observa-se na solidão e daí parte. Nesta coletânea de 24 contos, houve momentos de entusiasmo e de decepção e não é casual que os momentos mais satisfatórios foram aqueles em que Noll conseguiu afastar-se do protagonista que conta a história.

O que me incomoda é que tal narrador solitário leva a história a situações previsíveis, ao menos para mim, que conheço quase toda a obra do gaúcho. Imaginem que quando ele parte de sua solidão para um situação maior, consigo prever até a linguagem que ele vai utilizar para se encalacrar lá. Fica chato e nem a prosa inventiva do autor me salva do enfado.

Li algumas outras opiniões e ninguém parece ter restrições a este narrador e nem dizem que os contos são bastante desiguais. Deve ser um problema meu. Belos contos que demorarei a esquecer são O berço, Alma naval, Noturnas doutrinas, Rudes romeiros, Biombos, Na divisa, A máquina de ser e Na correnteza. Como disse acima, são contos onde o eterno narrador de Noll ou está excepcionalmente de folga - caso de O berço - ou está em conflito com outros personagens.

Porém, ao menos minha relação de melhores contos de A Máquina de Ser está de acordo com quase todas as outras listas, o que me faz pensar se não está todo mundo enjoado do tal narrador.

Num livro tão bem escrito por Noll e bem cuidado pela Nova Fronteira, acho inconcebível que a segunda metade da “orelha”, escrita por Paulo Scott, não tenha sido censurada. É inútil ler aquele amontoado de adjetivos e analogias que só serve para dar a impressão de que trata-se de um ajuntamento mal costurado de histórias sobre todos os temas do mundo, o que não é absolutamente verdade.

http://miltonribeiro.opsblog.org/

Regina Viana, a Deus...
Luiz de Aquino

Naquele tempo de eu-menino, uma pessoa já era quase velha na casa dos trinta anos. Talvez tenha vindo de Balzac a primeira defesa da mulher madura, por exemplo. Nos meus quarenta e sete anos, Bernardo Elis chamou-me de jovem e, ato contínuo, questionou-me se eu era ainda um jovem. Foi a primeira vez que me dei conta de que o envelhecimento estava adiado.

Manhã de quinta-feira, 23 de julho, Sandra me telefona e, entre soluços, tenta contar que Regina se foi. Sim, esclareceu ela, Regina Viana. Entendi que a amiga chegou ao ápice da dor, justo ela que vencera tantos outros momentos. Nenhum novo fato se deu para precipitar o desfecho, apenas o somatório das angústias superara o nível de tolerância.

Conheci-a durante a campanha política de 1982. Era a primeira campanha com sabor (ou consciência) de liberdade desde aquele fatídico primeiro de abril de 1964. Não nos bastava derrotar o regime do arbítrio, mas demonstrar a intensidade da insatisfação popular, e isso se deu. Deu-se também aqui em Goiás.

Desde então, firmou-se entre nós uma bela amizade. E amizade nunca vem só, por isso tornamo-nos um grupo amplo e feliz, com os percalços naturais nas relações entre as pessoas. E Regina era um pólo, ou o centro da circunferência.

Algumas vezes, descobríamos amigos comuns, como Cláudio André, o poeta pintor. Em Pirenópolis, que Regina e a mana Stela escolheram, achamos mais pontos de ligação de nossos passados em comum. Stela radicou-se lá, Regina também construiu sua casa... Por tempos, editou o jornal O Pireneus, onde publiquei boa parte das minhas crônicas (por estes dias, cuido de selecionar textos sobre Pirenópolis, com vistas a um novo livro). Foi também em O Pireneus que Lucas, meu filho, ao lado de sua amiga Clara Luna (ele, então, ainda infante, e ela no começo da adolescência) exercitaram-se como jornalistas mirins, entrevistando José Mendonça Teles.

Lucas, aos seis anos, encontrou em Pedro, então com doze, o primeiro “amigo grande”. Pedro, filho de Regina, mudou-se para o plano superior aos quinze anos. Desde então, a mãe se vestiu da tristeza da ausência, traje de alma de que mãe alguma se desfaz. As dores de mãe foram mais fortes que o advento do avonato: uma semana antes nasceu Lavínia, filha de Carol. As fotos estão no Orkut, em sua página que se mantém aberta e ativa, como Regina Viana. Ou seja, nem mesmo essa passagem precocemente forçada a afasta de nós.

Regina, você não esperou... Festejou a chegada de Lavínia, sim, fez belas fotos (copiei aquela das quatro gerações, entre outras) e partiu. Nem me permitiu levar o Gabriel para conhecer a futura namorada. Também não gostei da última visita, essa que lhe fiz naquele final de tarde, na capelinha onde você parecia dormir em paz (finalmente em paz), enquanto a dor se expandia em nós.

E você, recém chegada à casa dos cinquent’anos, tão jovem...
Enfim, Regina, ficamos todos com caras de patetas inúteis. Em mim ficaram muitas perguntas, muitas intenções de conversas inacabáveis, aquelas que desenvolvíamos em torno de bons goles de cerveja e boa verve. Espere por nós, então. Pouco a pouco, vamos nos reunindo outra vez, do lado daí.

Luiz de Aquino

http://discutindoliteraturacronicas.blogspot.com/

(poetaluizdeaquino@gmail.com) é escritor e jornalista, membro da Academia Goiana de Letras.

ATENTA-VOS, NOBRES CAVALHEIROS DAS LETRAS...

“Atenta-vos, nobres cavalheiros das letras, nesse reino das linhas tortas! Por onde quer que olhem edificam-se as academias de papel do saber cristalizado dos números e títulos a glorificar o contingente dos ignóbeis e inconscientes aliados do rei. Mais difícil do que enfrentar os dragões da ignorância dos que nada sabem, é lutar contra o descaso educacional que realimenta, fomenta e perpetua as chagas do poder. O que podes contra eles? Apenas persistam. Escrever é introduzir os germes das ideias inacabadas que pairam nos ventos dos insanos desejos de liberdade. Avante! Empunhem em suas espadas os versos da resistência.”

Andréia de Oliveira

http://poemademilcompassos.blogspot.com/


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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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