segunda-feira, 14 de setembro de 2009











Não sei se foi o texto
A cerca de arame farpado
O deserto de areias quentes
O pântano imaginário

Bingo! Câmara pode autorizar reabertura
Projeto polêmico, com argumentos contundentes a favor e contra.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pode aprovar nesta semana a liberação do funcionamento dos bingos no país. O relator da proposta, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), argumenta que o fechamento de bingos, cassinos e casas de jogos de azar provocou enormes prejuízos à sociedade e ao Estado brasileiro.
O fechamento dos bingos gerou a demissão de um número enorme de empregados, de acordo com estudo realizado pela Força Sindical, que apontou o fechamento de 320 mil postos de trabalho depois da proibição. Atualmente, mesmo proibido, algumas casas de bingos continuam funcionamento clandestinamente sem arrecadar impostos, segundo o deputado Regis de Oliveira.
"O bingo, como qualquer outra atividade econômica, é uma fonte de arrecadação de impostos: só com as taxas para regulamentar o setor, a arrecadação seria de aproximadamente R$ 230 milhões", diz ele. O relator acredita que a reabertura de cassinos vai ajudar a "fomentar" a indústria do turismo no país e será um poderoso instrumento de desenvolvimento e crescimento das regiões pobres e carentes do Brasil." Segundo ele, a legalização dos jogos "diminuiria significativamente a corrupção, principalmente na esfera policial, fortalecendo os órgãos incumbidos da segurança da população".

eu queria inventar outras palavras
outras flores outras selvas outras árvores
e subir nos seus pés
e preparar ninhos e leitos
no mistério impenetrável e verde
das folhas impregnadas de sol...

queria inventar outras espécies
de algas e de corais e outros mares
cheios de perigos e coloridos abissais
e coisas de afundar mesmo a cabeça e nadar
e beijar a pele com gosto de sal e de líquen
nos nossos corpos úmidos graves e líricos...

queria chegar até você com sonhos
e com históriascom cantigas de roda
bobagens e cílios
cheia de manha e de manhãs
e papoulas e desalinhos
cheia de mim e de lírios...

queria chegar até você
reinventada em outros trens.

adriana coelho

ManiFesto : O Que Não Precisamos

não precisamos de bandidos
não precisamos de guerras
não precisamos de ódio
não precisamos de metalúrgicos
não precisamos de pedagogos
não precisamos de sociólogos
não precisamos de psicólogos padres e pastores
não precisamos de engenheiros arquitetos médicos e telepizzas
não precisamos de intelectuais
não precisamos de generais
não precisamos de choques
não precisamos de reis castelos e coca-colas
não precisamos do senado da câmara dos deputados estaduais
não precisamos de planos objetivos e metas
não precisamos de economistas estatísticos e bolsas de valores
não precisamos de pistas advogados e legistas
não precisamos de marqueteiros
não precisamos de diabos e leões de chácaras
não precisamos de turistas e fast-food
não precisamos de jornais
não precisamos de revistas
não precisamos de faustão nem sílvios nem santos
não precisamos ficar parados diante da tv contando o tempo para o fim
não precisamos mais dizer que isso é assim sempre assim e será assim
não precisamos ficar repetindo sempre repetindo as mesmas e mesmíssimas palavras
o planeta não precisa dos humanos
não somos nada precisos
temos tudo isso e o desperdício

amor é amor
estamos perto do fim

fernando cisco zappa

4 comentários:

Úrsula Avner disse...

Olá, quero agradecer o carinho de sua visita e interesse em seguir o " Sempre poesia ". Um grande abraço.

glória disse...

muito bom tudo isso aqui. depois, passarei com calma. um abraço!

Adriana Karnal disse...

o amor é tudo isso...e tbm concordo,pra que marketeiros???
muito bom!!!

Ines Motta disse...

Retribuindo a visita. Um pouso, uma breve espiada, que o tempo me chama.
Volto. Porque gostei do sítio.
Digo, gostei muito!

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná