segunda-feira, 21 de setembro de 2009



LANÇAMENTO – MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO
“O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo.”
Por Elenilson Nascimento

Muito antes de publicar o meu primeiro livro “Palavras Faladas Fadadas Palavras” (editado de forma independente em 2002) eu já tinha ouvido vários outros autores dizerem que o romance e o conto estavam mortos, pois ninguém mais parece querer dar importância à literatura. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Proust, Joyce, Kafka, Henry James, o nosso Machado, Eça, Fernando Pessoa (um pouco mais tarde) – todos eles comentaram a mesma coisa.
Porém, o fato é que a televisão e as revistas de variedades engoliram a literatura como um novo “boom” orquestrado por muitos escritores e alguns editores. Mas o humor é uma tradição da inteligência (por isso a maioria de escritores no Brasil é tão séria). Uso a ironia e até o cinismo como forma de enfrentar a estupidez. Acho que a vida passou a ser puro treinamento. Os mamíferos mastigam lixo quase 24 horas por dia em frente à televisão e depois falam de liberdade, sensibilidade, justiça, amor e tantos outros conceitos que não compreendem.
Por isso mesmo, com orgulho, o meu novo livro “Memórias de um Herege Compulsivo” (*na gaveta desde 2006 e ignorado pela maioria das editoras), enfim, acaba de sair do forno, pois em meio a um elenco de desonestos, camuflados de honradez, de educadores falsificados, postulando o conhecimento dos incautos, precisamos mais do que nunca divulgar CULTURA. Mas precisamos de muita consciência política. Se não for assim, diremos que cada país tem os 509 anos que merece.

“E a vida se encaminha para a sala dos martírios em que ninguém se revolta, se há um caos em sair deste script maldito e previsto por um diretor onipotente e onisciente que sabe que deixou para a humanidade a sua dor e a sua ira, já que o seu projeto de “amor” foi concebido e que acabou, por meio de nós, numa cruz, então todos pagamos porque pecamos em torno deste homem que sequer conhecemos – intuímos a sua presença porque o que nos resta, sem ela? O mal, mas o que é depois de tudo isso, o mal?”
“Memórias de um Herege Compulsivo” é um livro inquieto e demasiadamente desesperado. São 30 contos em 303 páginas. É o tipo de livro atípico. Alguns dos contos também já foram publicados em algumas antologias. Como é o caso de “Virgem por conveniência” (in Antologia de Contos de Autores Contemporâneos e também Contos Eróticos), “O homem que se espremia no traje da cor do mundo” (in Contos Fantásticos), “O dia em que a terra parou, no dia em que ele surtou”; “A perfeição é só uma ilusão de óptica” e também “O segredo” (todos os três, in Contos Perversos).
Outros, porém, são tão vivos que chegam a pulsar e pular das páginas, como é o caso de “Todo mundo amplia a paranóia que cria”, “Os ombros dos nossos escombros”, “Caos estreitos”, “Para onde olham os olhos de Terri Schiavo?” e “O menino que queria ser Waly Salomão” incluso na antologia Blog de Papel. Já o conto “O vendedor de picolé que amava Capitu” ganhou um prêmio de revelação em 2007 e já havia sido publicado através de um projeto cultural pela Petrobrás.

2 comentários:

glória disse...

Boa indicação! Ontem, através do Trevisan, estava relendo Piva. Os "malditos" são tão criação livre, tão vida em altas doses! Literatura é para além da palavra, é pulsação.
Ate mais!

Nazare disse...

E como é q faz pra comprar esse livro? Tem em todas as livrarias???

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