fulinaíma

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Overcoming Skate Vídeo

Família do Skate se junta a Nação Goytacá
e a Pro Beach Vollei na campanha Loucos Somos Nós
em prol do Hospital João Vianna. –

Dia 26 setembro 2009

19:00 Furdunço Etílico - Semana da Imprensa
20:00h Lançamento da Campanha Loucos Somos Nós
22:00h Avyadores do Brazyk - a volta
+ Eixo Nacional + Rock Blues Poesia
+ Graffiti & Outros Baratos Afins

http://overcomingskateblog.blogspot.com

o delírio é a lira do poeta
se o poeta não delira
sua lira não profeta

arturgomes
Nação Goytacá
http://multiartecultura.blogspot.com


Que Centenário Cara Pálida?
escute meu chapa um poeta não se faz com versos
torquato neto


Pronome pessoal e intransferível
Grande nome da Tropicália, o poeta suicida Torquato Neto ganha biografia não autorizada pela viúva
João Bernardo Caldeira

Poeta errante, marginal e eloqüente, Torquato Neto encerrou sua trajetória fulminante ao suicidar-se com apenas 28 anos. Sua obra completa foi reunida recentemente e lançada nos dois volumes do livro Torquatália (Rocco), organizado pelo jornalista Paulo Roberto Pires. A história de vida, no entanto, permanecia inédita. A biografia Pra mim, chega (Casa Amarela), do jornalista Toninho Vaz - que será lançada hoje, na Livraria da Travessa, em Ipanema, às 20h, com direito a leitura de poemas -, preenche uma lacuna 33 anos após a sua morte.

O percurso do poeta e autor de letras musicadas por Caetano Veloso (Mamãe Coragem e Minha namorada), Gilberto Gil (Louvação, Geléia geral), Jards Macalé (Let's play that), Edu Lobo (Lua nova, Pra dizer adeus) e João Bosco (Fique sabendo) vai finalmente ser contado. Autor da biografia Paulo Leminski - O bandido que sabia latim (Record), Toninho Vaz, curitibano de 57 anos, mais uma vez pesquisou a vida de um poeta ímpar e polêmico. Ele diz que procurou contar a história de Torquato sem ocultar nada, vasculhando gaveta por gaveta. Pretendia mostrar a importância de Torquato para a cultura brasileira e também tentar responder a uma pergunta jamais respondida: o que levou o poeta - que deixou família em Teresina sonhando tornar-se diplomata, mas acabou ajudando a fundar a Tropicália - a desistir de viver?

- Quando comecei a fazer a biografia, as pessoas me perguntavam: como foi a morte de Torquato e a divisão com os tropicalistas? Quando ele se separou do movimento, perdeu amigos, parceiros e intérpretes. Depois se isolou, ficou deprimido e se matou - conta o jornalista.
Retratando todos os ângulos, como a condição bissexual de Torquato, Toninho tenta responder à questão recorrendo ao depoimento da cantora Nana Caymmi, que comenta no livro uma tentativa frustrada de suicídio do poeta: ''Ficamos todos preocupados, pois o estado de saúde dele era grave. Para mim, ficou claro que era uma paixão pelo Caetano. Todos ali falavam disso''.

O livro também traz declarações de Aderbal, companheiro de Torquato, no qual ele diz ter flagrado os dois juntos e ainda que o rompimento se deu por uma decisão de Dedé Gadelha, então esposa de Caetano. Também consultado por Toninho, o cantor baiano negou tudo: ''Se você perguntar se nós éramos namorados, amantes ou coisa assim, eu posso garantir: não!''.

A narrativa de Pra mim, chega mostra também que Torquato sempre teve uma tendência para a auto-destruição, pois bebia muito e tomava calmantes em seus últimos anos. Conversas sobre suicídio com amigos eram recorrentes ao longo de sua vida. O biógrafo revela que, quando internado no Hospital Odilon Galotti, no Engenho de Dentro, no Rio, o poeta foi diagnosticado ''extra-oficialmente'' como esquizofrênico, o que lhe daria uma propensão ainda maior para a depressão.

Talvez pela presença de detalhes tão delicados na vida de Torquato, Dedé Gadelha, Gal Costa, Maria Bethânia, Waly Salomão (morto em 2003) e Gilberto Gil se recusaram a dar depoimento sobre o amigo. A viúva do poeta, Ana Maria Duarte (com quem Torquato teve um filho, Thiago), não autorizou a publicação da biografia quando contactada pela editora que estava a cargo do projeto, a Record, que desistiu de levá-lo à frente. Toninho sabe que Ana poderá entrar na Justiça para mandar recolher os exemplares.

- Ela me criticou publicamente dizendo que estou tentando fazer sensacionalismo big brother. Mas qual é o problema de mostrar que ele era homossexual? Além disso, o livro não se prende a isso - defende o jornalista, que fez parte do cenário da contracultura sessentista curitibana.

Discussões à parte, Pra mim, chega não se detém por muitas folhas nos casos que suscitam polêmica. As mais de 250 páginas mostram, por exemplo, o começo em Teresina, quando, aos 11 anos, pediu de presente para os pais as obras completas de Shakespeare. Pediria as de Machado de Assis, poucos anos depois, logo se mostrando uma pessoa culta e, como a maioria dos grandes autores, completamente inapto para ''as matemáticas''.
Comprometido com a vida





PESSOAL INTRANSFERÍVEL
(Torquato Neto)

escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. é o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. nada no bolso e nas mãos. sabendo: perigoso, divino, maravilhoso. poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. difícil é não correr com os versos debaixo do braço. difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. e sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, "herdeiro" da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus. e fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. citação: leve um homem e um boi ao matadouro. o que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. adeusão.

fonte: http://diegodemoraes.blogspot.com/


Um comentário:

Adriana Karnal disse...

Artur,
Li teu post em meu blog apenas hoje...que legal que estarás em Bento Gonçalves. gostei muito do teu jeito de escrever...Seguimos falando...

CAMPOS DOS GOYTACAZES

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná