segunda-feira, 31 de agosto de 2009















Poemas de Mil Compassos Vol. 01 (álbum/2009).
Neste ano de 2009, enfim, o livro “Poemas de Mil Compassos” com organização de Elenilson Nascimento foi publicado, com participação de 51 poetas de todas as partes, inclusive de Portugal. Agora, de repente, não mais que de repente, surge o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 01” com alguns desses poemas e um monte de bônus tracks.
E como disse o Waldick Garrett no livro: “Escritores são artistas e artistas não entram em extinção!”. Confira abaixo o tracklist:
1. PERNA - Érika Machado
2. ALGUMA POESIA – Artur Gomes
3. URGÊNCIA - Maurício Zerk
4. INQUIETAÇÃO - Gaspar Silva
5. MELANCOLIA - Sueli Aduan
6. GATAMIA - Leandra Lil
7. BALADAS & SUSPIROS NO CARCÉRE DE INSIGHTS - Elenilson Nascimento
8. SE HÁ PAZ, SEI QUE O FAZ - Daniel Matos
9. ENTRE A VIDA E A MORTE - Eliane Silvestre
10. VOOS DA ALMA - Andréia de Oliveira
11. MEU DELEITE DERRAMADO - Ricardo Vieira
12. DE ONDE VEM A POESIA? - Brunno Andrade
13. COMENDO PEDRA - Márcio Mello Bônus Tracks:
14. ESCREVA SUA HISTÓRIA - Toni Garrido
15. AUTO-INTERPRETAÇÃO - Elenilson Nascimento
16. DIÁLOGO ONÍSSORO - Cabeza Marginal
17. ME DIGA, FRANCISCA - Marina Lima
18. SECADOR, MAÇÃ E LENTE - Érika Machado
19. NOBRE VAGABUNDO - Márcio Mello
20. CAPITU - Zélia Ducan
21. FILTRO SOLAR - Pedro Bial
22. SAMBA DE VERÃO/GAROTA DE IPANEMA - Marcos Baô
23. SONETO DO AMOR TOTAL/SAMBA EM PRELÚDIOO - Vinícius de Moraes c/ part. Quarteto em Cy
download CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora.
E AQUI e conheça os autores.
artwork: Elenilson Nascimento/Ewerton Thiago/Hugo Rafael Soares
fonte: Poemas de Mil Compassos
Alucinações InterpoÉticas

o que é que mora
em tua boca Bia
um Deus um anjo
ou muitos dentes claros
como os olhos do diabo
e uma estrela como guia
?

o que é que arde
em tua boca Bia
azeite sal pimenta e alho
résteas de cebola
carne crua do k ralho
um cheiro azedo de cozinha
tua boca é como a minha
?

o que é que pulsa
em tua boca Bia
mar de eternas ondas
que covardes não navegam
rios de águas sujas
onde os peixes se apagam
?

ou um fogo
cada vez mais Dante
como este em minha boca
de poeta/delirante
nesta noite cada vez mais dia
em que acendo os meus infernos
em tua boca Bia
?

artur gomes
http://multiartecultura.blogspot.com

Loucos Somos Nós
A Nação Goytacá lançará breve a campanha Loucos Somos Nós, em prol do hospital João Vianna, instituição que cuida de deficientes mentais, e que passa no momento por precárias situações financeiras. O hospital João Vianna tem como mantenedora a Liga Espírita de Campos, que por não comungar dos mesmos dogmas de quem no momento dirige o governo municipal, tem tido problemas em receber os repasses financeiros a que tem direito por convênio.

Projeto Urbanidades - Sesc Campos
Dia 3 setembro 2009 - 19:00h
Eixo Instinto R Rock And Roll
participação especial: Artur Gomes
produção: Wellington Cordeiro







Projeto MultiArte
Oficina Cine Vídeo Teatro Poesia















Alucinações InterpoÉticas
o que é que mora
em tua boca Bia
um Deus um anjo
ou muitos dentes claros
como os olhos do diabo
e uma estrela como guia
?
o que é que arde
em tua boca Bia
azeite sal pimenta e alho
résteas de cebola
carne crua do k ralho
um cheiro azedo de cozinha
tua boca é como a minha
?

o que é que pulsa
em tua boca Bia
mar de eternas ondas
que covardes não navegam
rios de águas sujas
onde os peixes se apagam
?
ou um fogo
cada vez mais Dante
como este em minha boca
de poeta/delirante
nesta noite cada vez mais dia
em que acendo os meus infernos
em tua boca Bia
?

artur gomes
http://multiartecultura.blogspot.com/


pontal.foto.grafia


Aqui, redes em pânicopescam esqueletos no mar esquadras - descobrimento espinhas de peixe convento cabrálias esperas relento escamas secas no pratoe um cheiro podre no AR


caranguejos explodem mangues em pólvora Ovo de Colombo quebrado areia branca inferno livre - Rimbaud - África virgem carne na cruz dos escombros trapos balançam varais telhados bóiam nas ondas tijolos afundando náufragos último suspiro da bomba na boca incerta da barra esgoto fétido do mundo grafando lentes na marra imagens daqui saqueadas Jerusalém pagã visitada Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Jesus Cristo não passou por aqui


Miles Davis fisgou na agulha Oscar no foco de palha cobra de vidro sangue na fagulha carne de peixe maracangalha que mar eu bebo na telha que a minha língua não tralha? penúltima dose de pólvora palmeira subindo a maralha punhal trincheira na trilha cortando o pano a navalha fatal daqui Pernambuco Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Mallarmè passou por aqui.


bebo teu fato em fogo punhal na ova do bar palhoças ao sol fevereiro aluga-se teu brejo no mar o preço nem Deus nem sabre sementes de bagre no portoa porca no sujo quintal plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal
?


conheço Pessoa confesso poema em linha reta prefiro tabacaria
é muito disperso por ser perverso quero outras linguagens
sagaranagens na certa metáforas só brazilíricas de joão cabral a bandeira pedra no fundo do poço ou então drummond ou ferreira poesia melhor brasileira na flor da pele ou do osso


quero dizer que ainda arde
tua manhã em minha tarde
a tua noite no meu dia
tudo em nós que já foi feito
com prazer inda faria

quero dizer que ainda é cedo
ainda tenho um samba/enredo
e tudo em nós é carnaval
é só vestir a fantasia

quero ser teu mestre/sala
e você porta bandeira
quando chegar na quarta/feira
a gente inventa outra fulia


quero botar no seu Orkut
um negócio sem vergonha
um poema descarado
ta chegando fevereiro
e meu rio de janeiro
fica lindo mascarado



quero botar no seu e-mail
um negócio por inteiro
eu não sou zeca baleiro
pra ficar cantando a mamma
que ainda tem medo do papa



meu negócio é com a mina
que me trampa quando trapa
meu negócio é só com a mina
que me canta ouvindo rappa


terça-feira, 25 de agosto de 2009










Divulgação Cultural Semanal
Quarta-Feira – 26 de agosto
Elvis não Morreu: Noite do Vinil homenageia o Rei do Rock
Elvis Aaron, ou melhor Elvis Presley – o rei do Rock, nasceu em 8 de janeiro de 1935, em uma pequena cabana no Mississipi, e faleceu em 16 de agosto de 1977, em uma mansão em Memphis, Tennessee. Pelas muitas conquistas e vitórias, a vida de Elvis é uma fascinante história. Mesmo atualmente, 30 anos após a sua morte, ainda há muita gente que afirma: Elvis não morreu!
Talvez por causa de sua origem humilde, Elvis sempre foi aceito pelos seus fãs como "um deles", uma honra que fama, riqueza ou celebridade nenhuma pode mudar. Elvis deu acesso sem precedentes e sincero aos seus fãs durante toda sua vida, fãs estes que tornaram impossível que ele tivesse uma vida normal.
Embora Elvis Presley tenha morrido em 1977, com apenas 42 anos de idade, o seu nome, a sua música e a sua imagem ainda chamam a atenção do público. O período após sua morte foi marcado por controvérsias, idolatria, ridicularização e comercialismo: policiais discutiram o papel das drogas na sua morte, organizações musicais homenagearam suas conquistas, a mídia ridicularizou os fãs e os exploradores fizeram muito dinheiro com tudo isso. Das manchetes dos jornais até o topo dos prêmios e das homenagens, Elvis continuou a ser notícia. A morte não foi o fim da carreira de Elvis, foi apenas um marco de outra fase.
As histórias de que Elvis está vivo e a enorme quantidade de publicidade que rodeia essa situação ajudaram a redesenhar o Elvis histórico em um herói folclórico norte-americano com suas particularidades e significado simbólico como Davy Crockett ou Wyatt Earp. Como um ícone, Elvis Presley pode evocar inúmeras idéias, inclusive rebeldia, sucesso, excesso e a glória e os problemas da fama. Como um herói folclórico, ele inspira casos e mais casos e histórias exageradas e manipuladas para ilustrar qualquer uma dessas idéias.

Nos anos desde sua morte, Elvis Presley tem sido extremamente homenageado e muito criticado. Em alguns momentos, um símbolo poderoso de revolução, em outras, uma piada nacional, embora sempre lembrado como o Rei do Rock. A sua coroa está intacta, apenas um pouco gasta pelas críticas, pela exploração e pela publicidade. É um título adequado porque mostra o tamanho de uma carreira extraordinária e porque nos faz lembrar de música - seu verdadeiro legado à cultura norte-americana.

Noite do Vinil
Quarta-feira, 26 de agosto a partir das 22h
Taberna Dom Tutti
Rua das palmeiras, 13
http://www.noitedovinil.blogspot.com/
Contato:
Wellington Cordeiro - 99697840

Quinta-Feira – Dia 27 de agosto
Projeto Urbanidades no SESC Campos

Apresentação da banda Eixo Nacional

O SESC Rio apresenta o 2º módulo do projeto Urbanidades com um roteiro que reúne música, exposições, cinema, esporte e literatura como expressão das diferentes manifestações urbanas reforçando as várias possibilidades de sobrevivência das culturas.
A sinestesia, ou seja, mistura de várias sensações é uma linguagem bastante explorada nas produções artísticas contemporâneas. O presente trabalho parte desta proposta, em que estímulos sonoros verbais e visuais são produzidos durante uma performance interativa. Nela, um ator, um dj e um grafiteiro, criam simultaneamente um ambiente em que a palavra é ouvida, vista, falada e sentida. Textos de autores diversos e improvisações poéticas são pontuados por músicas e ruídos eletrônicos, enquanto um artista plástico transforma em imagem, através do grafite, aquilo que é ouvido. Os textos falam de questões comuns ao universo Hip Hop como injustiça social, violência urbana e a solução desses conflitos.
Nesta quinta-feira, dia 27 de agosto às 19h será a vez da banda Eixo Nacional se apresentar no SESC Campos. A banda surgiu em 2006, em Campos-RJ, graças a vontade de tocar de cada um dos integrantes e também graças ao skate; esporte que proporcionou o encontro dos músicos. A banda tem como base o hardcore. Mas busca sempre um diferencial; misturando as influências de cada integrante em suas composições formam um som autêntico e original.
Contatos:
Water – 98792538
Betinho – 98448063
Wellington - 99697840
Artur Gomes - 8816-0872
http://arturgomes.videopoesia.blogspot.com/



fotos: wellington cordeiro e ingrid monteiro










Poemas de Mil Compassos
Com seleção de Elenilson Nascimento para a coleção Literatura Clandestina a Editora Clube dos Autores, está lançando em Salvador, a Antologia Poemas de Mil Compassos, com 51 poetas brasileiros, entre eles este que voz escreve. Veja aqui http://associaodosblogueirosdesocupados.blogspot.com/
Urbanidades
Dia 27 agosto 19:horas
Eixo Nacional Skate Rock
Participação Especial: Artur Gomes
Local – Sesc Campos

não. não bastaria a poesia deste bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.
não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigemno tal circo voador.
não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.
não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e um cheiro de fêmea no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos
não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.
In Couro Cru & Carne Viva
Prêmio Internacional de Poesia - Quebec - Canadá 1987
traduzido para o Espanhol por Leo Lobos e Cristiane Grando
Gravado pelo autor ao som de guitarras de Fil Buc para o CD
Poemas de Mil Compassos - seleção Elenilson Nascimento
para a Coleção Literatura Clandestina


segunda-feira, 24 de agosto de 2009



Nação Goytacá
Associação de Arte e Cultura, Esporte e Lazer – Nação Goytacá
SEDE PROVISÓRIA: Rua Joaquim Nabuco, 21 – Campos dos Goytacazes - RJ

ATA DE ASSEMBLÉIA DE FUNDAÇÃO
às dezesseis horas do dia vinte e dois de agosto de dois mil e nove, na sede provisória situada a Rua Joaquim Nabuco, 21 – Campos dos Goytacazes – RJ, conforme assinaturas constantes nesta ata, foi oficialmente aberta a ASSEMBLÉIA GERAL DE FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE ARTE E CULTURA, ESPORTE E LAZER NAÇÃO GOYTACÁ, com sede domicílio e foro na cidade de Campos dos Goytacazess – RJ, com duração ilimitada.
Os presentes elegeram para presidir os trabalhos ARTUR GOMES e para secretariar AUCILENE FREITAS DE SOUZA.
Agradecendo a sua indicação, o presidente dos trabalhos apresentou a pauta, passando a ordem do dia. Iniciaram-se os debates sobre a proposta do Estatuto que, depois de analisada e modificada, foi aprovada por todos os presentes. Segue, anexo, o ESTATUTO em sua íntegra.
De acordo com o ESTATUTO SOCIAL todos os presentes a esta Assembléia Geral são considerados sócios fundadores e, portanto, membros natos da Assembléia Geral de Sócios.
Após o tempo necessário para inscrição de chapas e candidatos, foi iniciada a votação como determina o Estatuto. Foram eleitos para o CONSELHO DIRETOR, com mandato de 22 de agosto de 2009 até 22 de agosto de 2011. os diretores e demais.
A Secretaria Executiva ficou assim constituída:
Presidente, Vice-Presidente, Secretário, 2º Secretário e Tesoureiro.
O Conselho Fiscal eleito na mesma ocasião e pelo mesmo período de mandato, ficou assim constituído: titulares e suplentes, que foram, imediatamente, empossados em seus respectivos cargos.
Ficou assim constituída:
DIRETORIA EXECUTIVA
Artur Gomes – Presidente ...................................................................
Romualdil Dias Braga – Vice-Presidente ...................................................................
Aucilene Freitas de Souza – Secretária ...................................................................
Adriana Medeiros de Brito – 2ª Secretária ...................................................................
Ingrid de Melo Monteiro – Tesoureira ...................................................................
CONSELHO FISCAL
Wellington Cordeiro – Titular ..................................................................
Alexandro Chagas Florentino – Titular ..................................................................
Mauricio Matos de Souza – Titular ..................................................................
Luiz de Souza Ribeiro Filho – Suplente ..................................................................
Márcio de Aquino Freire –Suplente ..................................................................
Álvaro de Siqueira Manhães – Suplente ..................................................................

Nada mais havendo para ser tratado, o presidente dos trabalhos deu por encerrada a Assembléia e eu, Aucilene Freitas de Souza, lavrei e assinei a presente Ata, seguida das assinaturas do presidente dos trabalhos e dos Diretores Eleitos.

Campos dos Goytacazes, 22 de Agosto de 2009.
............................................................................
Aucilene Freitas de Souza
Secretária da Mesa
..........................................................................
Artur Gomes
Presidente dos Trabalhos





Componentes da Diretoria da Nação Goytacá tomando posse e assinando a Ata da Assembléia dia 22 de agosto de 2009 na Taberna D
Tutty.















































































domingo, 23 de agosto de 2009



Nação Goytacá Elege Diretoria

Em Assembléia realizada na tarde do último sábado dia 22 de agosto de 2009, na Rua das Palmeiras 13, em Campos dos Goytacazes, a Associação de Arte e Cultura Esporte e Lazer, n Nação Goytacá, elegeu a sua primeira Diretoria para um mandado de 2 anos de acordo com o seu Estatuto.
Terminada a Assembléia a Diretoria foi empossada e o Caldeirão Cultural rolou pela noite/madrugada a dentro na Taberna D Tutty, com as Bandas Eixo Nacional Skate Rock e Evolução da Espécie com intervenções poéticas dos poetas Artur Gomes e Adriano Moura

Diretoria Eleita

A primeira Diretoria da Nação Goytacá está assim constituída:
Presidente - Artur Gomes
Vice Presidente – Romualdo Braga
Secretária – Aucilene Freitas
Segunda Secretária – Adriana Medeiros
Tesoureira – Indrid de Mello Monteiro

Conselho Fiscal
Titulares:
Wellington Cordeiro
Alexandro Florentino
Maurício D Tutty

Suplentes:
Luiz de Souza Ribeiro Filho
Márcio de Aquino
Álvaro de Siqueira Manhães

Além da Diretoria Executiva, dentro das atribuições que o Estatuto da ONG Nação Goytacá confere ao seu Presidente, Artur Gomes, nomeou outros sócios fundadores, para as seguintes funções:

Diretor de Patrimônio - Harlem Pinheiro
Diretor Cultural – Adriano Moura
Diretor de Arte – Wellington Cordeiro
Diretor de Esporte – Water da Silva Klein
Diretor de Comunicação – Vítor Menezes
Diretora de Educação e Pesquisa – Vera Vasconcellos
Diretoras de Ações Sociais – Loana Rios e Mariângela Dias
Diretor Jurídico – Fernando M. Silva


terça-feira, 18 de agosto de 2009



ARTUR GOMES.
Entrevista de Jiddu Saldanha.
Traducción: Leo Lobos.

Artur Gomes es un poeta que se mueve a la velocidad de su erotismo, un liberta­rio, con una sed poética– antropófaga. Dueño de un estilo único y con talento extremo para decir sus poemas en público el viene coleccionando fans por el Brasil y el exte­rior. Influenciando multitudes de jóvenes poetas en Río de Janeiro y contribuyendo fuerte­mente para la cultura del país.
- Leyendo tus poemas me encontré con una cuestión semejante a Hilda Hilst. No escribes una poesía “fácil”, entonces te pregunto: ¿Escribes para tener lectores? -

Claro que escribo para tener lectores, como Hilda Hilst también que­ría tenerlos. La dificultad, creo, está en la cuestión de los lenguajes poéti­cos. No creo que mi poesía sea difícil. Tal vez la falta de lectura de poesía sea el factor que dificulte a la mayoría de los lectores captar en su esencia el mensaje del poeta.

– Para muchos poetas posees una óptima forma de decir poemas, de las mejores que ya se vio por ahí. ¿Hablar poemas es también un oficio?

 – Hablar poesía, es un ejercicio que practico cotidiana­mente desde el instante en que me descubrí poeta. Si ser poeta es un oficio, hablar poemas, para mí también lo es. Se que con esta comunica­ción directa, el poema se torna más accesible al otro, que deja de ser lector para ser oyente. El sentido auditivo le permite una emoción que la lectura silenciosa no proporciona.

– Tengo curiosidad en saber, el Artur Gomes que escribe los poemas es el mismo que los habla. ¿Existen “auras” diferentes en cada momento de tu actividad artística?  

 El acto de la crea­ción, es un instante solita­rio, en que el poeta se encuentra con los conflictos inherentes a todo ser humano, es cuando está en comunión consigo, y al mismo tiempo en comunión con todos. En este instante no existe mucho en que pensar, a no ser, dejar al imagina­rio fluir y a la escritura brotar en el papel, o en la tela del computador. Ahora el acto de hablar el poema requiere otras prácti­cas. En mi caso tiendo a no teatralizar el texto, y si dotar el habla de una sonoridad compatible con el drama o el humor pertinente que está contenido en la palabra escrita. En este momento el poeta deja de ser poeta, para tornarse actor.

– Además de poeta eres también un gestor/productor, haciendo puente para otros artistas y ayudando a eventos de gran importancia nacional como la “Bienal de Campos”, o “Festival de Campos – Poesía Hablada”, o el “Concurso de cuentos José Cândido de Carvalho”. ¿ Queda tiempo para tirar maní a los monos?

 – Tú me haces recordar una bella canción de Car­los Careqa, “No de maní a los monos”, presente en su disco “Los hombres son todos iguales”. Todas estas actividades son rea­liza­das con un intenso placer, si así no fuese no valdría la pena. Lo que más importa en este caso es la posibilidad de colocar la poesía en primer lugar, lo que para mi es una tarea diaria. Los monos que esperen por el maní… (risas).

– ¿“Fulinaíma” y “Sagarana” son conceptos inspira­dos en Guimarães Rosa y Mário de Andrade? ¿O es una especie de diálogo filosófico‐poético con la juventud brasilera tan carente de contacto con artistas viscerales?  

– Por instinto natural, siempre me gusto jugar con las palabras, re‐inventar unas y otras, no es simple­mente hacer una relectura. Pero si, intentar crear a través de ellas algunas otras. Tengo la certeza que los contactos con la música y el teatro contribuirán decidida­mente para desa­rrollar todavía más esa práctica.
Tanto Fulinaíma como Sagarana son frutos que crecieron de proyectos desa­rrolla­dos con el objetivo de una re‐creación volcada para esos pila­res de la cultura brasilera contemporánea. La crea­ción de Fulinaíma se la debo a mi cercano colabora­dor el músico Naiman. Ella nace cuando todavía estaba en escena en São Paulo con el proyecto “Retazos Inmortales de Serafim”, a pesar que su foco está centrado en Oswald de Andrade, es con la mezcla macunaímica de Mário de Andrade que pensa­mos adobar nuestra comida. En tanto Sagarana, nace con la crea­ción del poema Saragaranagens, que es un pedido de bendición al maestro Guimarães Rosa.

– Antes de destacarse como un maestro de la palabra ya eras conocido como artista visual. Háblanos un poco de tu trabajo en esta área.

– En 1983, aún en Campos, cree el proyecto Muestra Visual de Poesía Brasilera, que es una “exposición gráfico visual” con los lenguajes experimentales que pudimos conocer a partir del modernismo. A partir de ahí comencé a estrechar contacto con grandes poetas del país y del exte­rior que ya hace algún tiempo trabaja­ban con poesía visual y otros lenguajes experimentales donde la visualidad estaba presente. Este proyecto tubo varios desdoblamientos y a cada exposición de acuerdo con el objetivo que intentá­ba­mos alcanzar definía las característi­cas de la poesía que íbamos a exponer. Considero este trabajo bien singular en mi producción poética. Aunque es con la palabra escrita con la que procuro colocar mi condición de poeta en este mundo.

- ¿A quién lees?

– En poesía leo una infinidad de poetas conocidos o no, por cuenta del “Festival de Campos de Poesía Hablada”, y a nuestros maestros Drummond, João Cabral, Oswald y Mário de Andrade, Paulo Leminski, Mário Faustino, Torquato Neto, Murilo Mendes, Baudelaire, Augusto y Haroldo de Campos, Mallarmé, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Manoel de Barros, Ferreira Gullar, Hilda Hilst y Ana Cristina César. Acabe de leer el libro Plano de Vuelo, de Ademir Antonio Bacca.

- ¿A quién conside­ras hoy el primer equipo de la poesía en el Brasil?  

– Es muy difícil definir ese primer equipo. Aunque tene­mos también de una forma subterránea, una decena de grandes poetas en plena productividad como Tanussi Cardoso, Marcus Vinicius Quiroga, Helena Ortiz, Antônio Cícero, Aclyse de Mattos, Aricy Curvello, Dalila Teles Veras, Ademir Assunção, Fabiano Calixto, Diana de Hollanda, Zhô Bert­holini, Lau Siqueira, y por ahí sigue… Es una producción aún restringida a una ciudad o a una región de cada uno de esos poetas, pero de gran calidad.

– ¿Quién es Artur Gomes por Artur Gomes?

 – Un ser, social, erótico, religioso, sagarânico y fulinaímico, preo­cupado con las cuestiones humanas de los seres que habitan este convulsionado planeta.

ALGUNA POESÍA

no. no basta­ría la poesía de tranvía
que desbarranca luna en mis pestañas
en un trapecio de pendientes donde la solapa
cargada de asaltantes en sus arcos
hiriendo la fría noche como un golpe
que va haciendoel amor entre las líneas.

no. no basta­ría la poesía cristalina
para las niñas que están rasgándo
se el cuerpo intentando lasuerte
en cada puerta del metro.
y nosotros poetas desvendando palabritas
vamos danzando en el vértigo de este circovola­dor.

no. no basta­ría toda risa por las plazas
ni el amor que las palomas tejen por los trigales
los pája­ros despedazándose en los ventanales
y las mujeres cuidando a sus críos.

no basta­ría delirar Copacabanay
esta cosa de sal que no me engaña
la luna en la carne cortando una seducción gay
y un olor de fémina en el aire devora­dor
aparentando rea­lismo hipermoderno,
en un cuerpo de ángel que no fue mi dios quien hizo
ese gusto de cosa del infierno
como probar el amor al aire libre
en una cósmica y profana poesía
entre las piedras y el mar de Arpoa­dor
una mixtura de hechizo y fantasía
en altas olas de misterios que son nuestros

no. no basta­ría toda poesía
que yo traigo en mi alma un tanto puerca,
esta pos­tal con una imagen parecida a Lorca:
un tranvía aterrizando allá en la Urca
y esta ciudad recostándose en el agua
en mis demoliciones
pues si el Cristo redentor dejase la piedra
con certeza nunca más reza­ría el padrenuestro
y con certeza solo haría con mis huesos poesía.

EL BUEY MANCHADO

Levanta mi buey levanta
que es hora de viajar
despierta buey todo
buey debe luchar.
Y…allá va el buey
con sus ojos tris­tes
hecho madre cansada
del camino, de la vida,
cargando dolor
cabizbajo
con miedode ser el primero
en enfrentar el puñalo la horca.

Allá va el buey del arado
buey de carro
buey de carga
buey de cerca
buey de yugo
buey de cuerda
buey de prado
buey de corte.

Buey negro
buey blanco
Allá va el buey manchado…
allá va el buey

en su conciencia
triste, solita­rio
ojeando a los que pasan
con miedo de alzar su voz
su bufaral oído de los otros.

Allá va el buey
en su paso manso,
danza en la contra‐danza
con la certeza que la esperanza
es mucho más que aquello
que le fue predestinado.

Allá va el buey‐manchado…
allá va el buey…buey Antonio

buey Juana buey María
buey Juan.
Buey Thiago
Buey Ferreira
Buey Drummondel
Buey Bandeira,
y tantos
que conoci que sabiendo o no sabiendo
cada buey tiene su fin.
Allá va el bueycon su gesto manso

en el equilibrio manco
que me inspira y desespera…
va para el cofre,

él sabe eso.
Va al matadero
él sabe eso.
Va a la balanza
y sin ser equilibrista
ya conoce su destino.
allá va el buey‐manchado…

Y allá va el buey
por las líneas del tren
en los vagones de fierro.
Cargado
de marcas en el cuerpo
y agonía en su corazón.

Levanta mi buey levanta
que es hora de viajar
despierta buey todo
buey debe luchar…

Levanta mi buey opera­rio
buey de martirio y de sala­rio
buey de pala y de hora­rio
buey de la amarra en el cuello
buey de carne, buey de hueso
servido al plato de la serpiente
buey de lama
buey de foso
buey indigesto e indigente.

levanta mi buey de fardo
buey de cerca
buey de carga
buey de yugo
buey de cuerda
buey de fuerza
buey de farsa
buey de farra
de venganza
buey de fiesta
buey de hierro
levanta mi buey destino
buey pavesa
espanta‐pájaro
buey de paño
levanta mi buey de paja
buey de circo
buey de sueño
buey salvaje
buey de plano
levanta mi buey de barra

buey de guerra
buey de berro buey de barro.

Levanta mi buey manchado
hombre payaso enmascarado
máscara de ani­mal y desengaño
ningún hombre des­almado
se mostrará con nuestra cara
se cubrirá con nuestros paños

Levanta mi buey de plata
buey de plato
buey de llanto
buey de clavo
alambre de púas
buey de carga y de arado
buey Juan des­empleado
de terno infierno y de corbata
buey sin libro
buey sin acta
buey de zafra
buey de cofre
buey de carta
buey de corte:
buey de carne herida
mugiendo de sur a norte,
buey que nace para la vida

y que engorda para la muerte.

Traducción: Leo Lobos y Cristiane Grando
http://www.santiagoinedito.cl/

Esfinge

o amor
não e apenas um nome
que anda por sobre a pele
um dia falo letra por letra
no outro calo fome por fome

e que a pele do teu nome
consome a flor da minha pele

cravado espinho na chaga
como marca cicatriz
eu sou ator ela esfinge
clarisse/beatriz

assim vivemos cantando
fingindo que somos decentes
para esconder o sagrado
em nosso profanos segredos
se um dia falta coragem
a noite sobra do medo

na sombra da tatuagem
sinal enfim permanente
ficou pregando uma peça
em nosso passado presente

o nome tem seus misterios
que se esconde sob panos
o sol e claro quando nao chove
o sal e bom quando de leve
para adoçar desenganos
na língua na boca na neve

o mar que vai e vem
não tem volta
o amor e a coisa mais torta
que mora lá dentro de mim
teu ceu da boca e a porta
onde o poema não tem fim

artur gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com/





Vídeo filmado em Bento Gonçalves com a participação de Érica Ferri.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009



Artur Gomes em Espanhol
Artur Gomes es un poeta que se mueve a la velocidad de su erotismo, un liberta­rio, con una sed poética– antropófaga. Dueño de un estilo único y con talento extremo para decir sus poemas en público el viene coleccionando fans por el Brasil y el exte­rior. Influenciando multitudes de jóvenes poetas en Río de Janeiro y contribuyendo fuerte­mente para la cultura del país.
- Leyendo tus poemas me encontré con una cuestión semejante a Hilda Hilst. No escribes una poesía “fácil”, entonces te pregunto: ¿Escribes para tener lectores? -
Claro que escribo para tener lectores, como Hilda Hilst también que­ría tenerlos. La dificultad, creo, está en la cuestión de los lenguajes poéti­cos. No creo que mi poesía sea difícil. Tal vez la falta de lectura de poesía sea el factor que dificulte a la mayoría de los lectores captar en su esencia el mensaje del poeta.
caldeirão cultural

Eixo Nacional Skate Rock, Instinto R
Reubes Pess Poesia & Baratos Afins
Dia 22 agosto 20:00
Local: Taberna D Tutty
Rua das Palmeiras, 13
Campos dos Goytacazes

Urbanidades
Dia 27 agosto 18:00h
Local: Sesc Campos
Eixo Nacional Skate rock
participação especial: Artur Gomes

TROPOFONIA
Belo Horizonte ...um laboratório de sons e palavras...
17/08 Jean-Jacques Rousseau
Entrevista com o Tabata Morelo
"Como los primeros motivos que hicieron hablar al hom­bre fueron las pasiones, sus primeras expresiones fueron los tropos. El lenguaje figurado fue el primero en nacer, el sentido propio fue encontrado el último. Sólo se llamó a las cosas por su nombre verdadero cuando se les vio bajo su verdadera forma. Al principio sólo se habló en poesía: a nadie se le ocurrió razonar más que mucho tiempo después"
segunda-feira às 23h
Rádio UFMG Educativa 104,5. Ouça aqui
RADIO – ARTE – SONIDOS – PALABRAS – SILENCIOS – AUTORES
TROPOFONIA
UN LUGAR, UN NO LUGAR, UNA EXPERIENCIA DEL LENGUAJE
http://www.tropofonia.com.ar/

jura secreta 6
o que passou
não ficará já foi
a menina dos meus olhos
roubou a tua menina
e levou para festa do boi
fosse um Salgado Maranhão
nosso batismo de fogo
25 de março
e o morro queimando em chamas
no canto pro tempo nascer

o amor que a gente faria
o sol acabou de fazer

Artur Gomes
http://goytacity.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


fotos: artur gomes























































































































Projeto MultiArte
1. Descrição

Tendo com ponto de partida a poesia(Mãe das Arte Manhas), como disse o poeta tropicalista Torquato Neto, e com o olhar atento para a globalidade do universo terrestre que habitamos, onde a tecnologia cada vez mais nos oferece possibilidades infinitas para brincarmos com a palavra poética e transformá-la em som , em imagem, em corpo gráfico ou plástico, tendo assim uma obra de arte inserida no mundo moderno que vivemos,

Toda Arte para quem produz, é um exercício de Experimentação, experimentar o experimental: como bem disse o poeta baiano Waly Salomão.
Hoje filmes produzidos com câmeras fotográficas digitais invadem o universo on-line do Planeta se transformando em uma potente ferramenta, sendo ao mesmo tempo um objeto de Arte mas também um importante veículo de informação, denúncia, crítica e alerta constante para a situação de flagelo em que se encontra o planeta Terra,.

Sendo a Internet um veículo de alcance incalculável a veiculação de vídeos/arte por esta via vem se tornando uma excelente vitrine para quem ainda não conseguiu o seu espaço no Mercado de Trabalho convencional, ou até mesmo para aqueles que querem experimentar a possibilidade de produzir com o seu trabalho uma linguagem que só estas ferramentas possibilitam.

O objetivo de uma Oficina de Vídeo.Teatro é além de produzir fomentar a produção de vídeos tendo como foco o exercício cênico em si, poder também oferecer a seus integrantes as informações básicas de como lidar com uma câmera digital e extrair dela todas as possibilidades áudio/visuais que ela nos ofereça, contribuindo de forma definitiva para a inclusão desses alunos nesse novo Mercado de Trabalho que se abre sem limites ou fronteiras.

Hoje vivemos o Tempo da reciclagem, e a Arte no Brasil e no Mundo vem se reciclando desde os anos 60 do século passado. Aqui o Tropicalismo na música, nas Artes Plásticas ou no Cinema é um bom exemplo da collagem que podemos fazer com a palavra/escrita/sonora/imagética. Oswald de Andrade com a sua poesia fragmentada, os seus Retalhos, já fazia cinema com poesia. A música tropicalista de Caetano e Gil e a poesia também Tropicalista de Torquato Neto, já profetizavam esse tempo multimidiático do agora.

O objetivo da Oficina de Vídeo.Arte possibilitar a qualquer possível aluno, o aproveitamento dessa ferramenta disponível, chamada câmera fotográfica digital, bem como orientá-lo na utilização positiva desse potente veículo de comunicação universal chamado Internet, possibilitando a sua inclusão no mundo moderno, oferecendo-lhe condições para a sua inclusão nos movimentos sócio-culturais ampliando os seus conhecimentos e a sua própria Educação, Cidadania e Civilidade.

2. Plano de ação
Público Alvo:
Jovens e Adultos interessados em Arte de uma forma geral

Primeiros Passos:
Oferecer noções gerais aos integrantes da Oficina sobre Vídeo. Teatro Poesia. Com o objetivo de montar com eles um Trabalho de Teatro, onde eles possam não só atuar, bem como criar roteiros, filmar, fotografar e divulgar todo o processo de criação, tendo a cidade de Cardoso Moreira, com suas características geográficas, turísticas e históricas, como cenário para os produtos de Vídeo.Teatro.Poesia que surgirão da Oficina.

Mostrar ao aluno noções de postura, concentração e sensibilização, expressão corporal, e elementos fundamentais para a fala, e a encenação, para o seu exercício experimental de ator oferecendo-lhe exercícios, jogos dramáticos, possibilitando-os o aprendizado do fazer teatral, e ao mesmo tempo oferecendo-lhes noções de como se portar diante de uma câmera.

Exercícios para criação de roteiros a partir de textos escolhidos, contos, crônicas, poesia.
Aguçar no aluno as suas curiosidades no sentido de pesquisar ou criar ambientes para locações.
Orientar o aluno para a execução do que foi proposto no roteiro, edição corte, finalização postagem do vídeo nos espaços disponíveis na Internet.

Poéticas Fulinaímicas
Tecidos sobre a pele
Terra,
antes que alguém morra
escrevo prevendo a morte
arriscando a vida
antes que seja tarde
e que a língua
da minha boca
não cubra mais tua ferida

entre/aberto
em teus ofícios
é que meu peito de poeta
sangra ao corte das navalhas
e minha veia mais aberta
é mais um rio que se espalha

amada de muitos sonhos
e pouco sexo
deposito a minha boca no teu cio
e uma semente fértil
nos teus seios como um rio
o que me dói é ter-te
devorada por estranhos olhos
e deter impulsos por fidelidade

ó terra incestuosa
de prazer e gestos
não me prendo ao laço
dos teus comandantes
só me enterro à fundo
nos teus vagabundos
com um prazer de fera
e um punhal de amante

minha terra
é de senzalas tantas
enterra em ti
milhões de outras esperanças
soterra em teus grilhões
a voz que tenta – avança
plantada em ti
como canavial que a foice corta
mas cravado em ti
me ponho a luta
mesmo sabendo - o vão
estreito em cada porta
usina
mói a cana
o caldo e o bagaço
usina
mói o braço
a carne o osso
usina
mói o sangue
a fruta e o caroço
tritura suga torce
dos pés até o pescoço
e do alto da casa grande
os donos do engenho controlam:
o saldo e o lucro

Goitacá Boy
ando por são paulo meio araraquara
a pele índia do meu corpo
concha de sol da minha veia
em sua carne clara
juntei meu goitacá seu guarani
tupy or not tupy
não foi a língua que ouvi
na sua boca caiçara
para falar para lamber para lembrar
de sua língua arco íris litoral como colar de uiara
é que eu choro como a chuva curuminha
mineral da mais profunda lágrima que mãe chorara
para roçar para cumer para tocar
na sua pele urucun de carne osso
minha língua tara
sonha lamber do seu almoço
e ainda como um doido curuminha
a lamber o chão que restou da Guanabara

Alguma Poesia

não.
não bastaria a poesia de algum bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa
carregada de pivetes nos teus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos

não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador

não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos

não.
não bastaria delirar copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e um cheiro de fêmea no ar devorador
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa mistura de feitiço e fantasia
entre as pedras e o mar do arpoador
em altas ondas de mistérios que são vossos

não.
não bastaria toda poesia que eu trago
em minha alma um tanto porca
este postal com uma imagem meio lorca
um bondinho aterrisando lá na urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos
Artur Gomes
poeta.ator.vídeomaker.produtor cultural


Jazz Free Som Balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia
ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez
ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midinigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre minha musa Odara
ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte
Terra de Santa Cruz

ao batizarem-te
deram-te o nome: puta
posto que a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em
ferro
ouro
prata
rios
peixes
minas
mata
deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme

salve-lindo pendão que balança
entre as pernas abertas da paz
tua nobre sifilítica herança dos rendevouz
de impérios atrás

meu coração é tão hipócrita
que não janta
e mais imbecil que ainda canta:
ou
viram no Ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta.

fosse o brazil mulher das amazonas
caminhasse passo a passo
disputasse mano a mano
guardasse a fauna e a flora
da fome dos tropicanos
ouvisse o lamentos dos peixes
jandaias araras e tucanos
não estaríamos assim
condicionados
aos restos do sub-humano

só desfraldando a bandeira tropicalha
é que a gente avacalha
com as chaves dos mistérios
desta terra tão servil:
tirania sacanagem safadeza
tudo rima uma beleza
com a pátria mãe que nos pariu
bem no centro do universo
te mando um beijo ó amada
enquanto arranco uma espada
do meu peito varonil
espanto todas as estrelas
dos berços do eternamente
pra que acorde toda esta gente
deste vasto céu de anil
pois enquanto dorme o gigante
esplêndido sono profundo
não vê que do outro mundo
robôs te enrrabam ó mãe gentil!

telefonaram-me
avisando-me que vinhas
na noite uma estrela
ainda brigava contra
a escuridão
na rua sob patas
tombavam homens indefesos
esperei-te 20 anos
até hoje não vieste à minha porta
- foi u m puta golpe

o poeta estraçalha a bandeira
raia o sol marginal Quinta feira
na geléia geral brazileira
o céu de abril não é de anil
nem general é my brazil

minha verde/amarela esperança
portugal já vendeu para a frança
é o coração latino balança
entre o mar de dólar do norte
e o chão dos cruzeiros do sul

o poeta esfrangalha a bandeira
raia o sol marginal Sexta feira
nesta porra estrangeira e azul
que a muito índio dizia:

meu coração marçal tupã
sangra tupi & rock in roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná

o sonho rola no parque
o sangue ralo no tanque
nada a ver com tipo dark
muito menos com punk
meu vício letal é baiafro
com ódio mortal de yank

ó baby a coisa por aqui não mudou nada
embora sejam outras siglas no emblema
espada continua a ser espada
poema continua a ser poema
Jura secreta 81

ainda a tarde
onde tudo no teu corpo arde
e entro
porta entre mar de pêlos
e dentro
a sílaba da palavra
grita
o canto
explode como gozo intenso
e suspenso o grito
que sustenta a fala
vaza
pelos teus cabelos
pelas tuas coxas
pelas tuas costas
e nas encostas
litoral que estamos
salvador
não fica mais ali
defronte o farol
é barra
o mar já engole os peixes
e peixes
não moram mais no mar
eu grito
porque tenho fome
e canto porque tenho sede
de amor de fogo e sexo
escrevo porque não me calo
e falo que calar não posso
só dia em que este mar for nosso
descanso
minha profana escridura
na carne crua do teu colo
Artur Gomes
Dia D
,
furai
a pele das partículas dos poemas
viemos das gerações neoabstratas
assistindo a belos filmes de Godart
inertes em películas de Truffaut
bebendo apocalipse de Fellini
em tropicâncer genocidas de terror
,
sangrai
a tela realista dos cinemas
na pele experimental do caos urbano
,
tragai
Dali pele entre/ossos
Glauber rugindo entriDentes
na língua do veneno
o gozo da serpente
nos frascos insensíveis de isopor
,
caímos no poder do vil orgânico
entramos no curral os artefatos
na porta de entrada os artifícios
na jaula sem saída os mesmos pratos

Lunática

um gato noturno
atira pedra nas estrelas
palavra e mais palavras
na carne da princesa

onde o pincel não bate
onde o papel não toca
o gato noturno lambe a barriga
bem perto da virilha
e
trepa no muro mais próximo
tentando alcançar o outro lado da lua
em seu instante letal
de desespero e solidão


Funk Dance Funk

a noite inteira inVento Joplin na fagulha
jorrando Cocker na fornalha
funkrEreção fel fala
Fábio
Parada de Lucas é logo ali
trilhando os trilhos centrais do BraZil

rajadas de sons cortando os ínfimos
poemas sonoros foram feitos para os íntimos
conkretude versus konkrEreção
relâmpagos no coice do coração

quando ela canta Eleonora de Lennon
Lilibay seqüestra a banda no castelo de areia
quando ela toca o esqueleto de Lorca]
salta do som enquanto houver
e Federika ensaia o passo
que aprendeu com Mallarmé

PunkrEreção punkada
onde estão nossos negrumes
nunkrEreção negróide nada
descubro o irado Tião Nunes
para o banquete desta zorra
e vou buscar em Madureira
a fina flor do pau pereira

antes que barro vire borra
antes que festa vire forra
antes que marte vire morra
antes que esperma vire porra

ó baby a vida é lume
ó mather a vida é gume
ó lady a vida é life

Artur Gomes
fulinaíma produções:
http://carnavalhagumes.blogspot.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2009



Insanamente Lúcido

Já que em Campos Sucupira dos Goytacazes, a onda agora é Proibir, Matar, poesia, crítica, opinião, cantemos então esta canção: É Proibido Proibir, como fez Caetano há 41 anos atrás num tempo de trevas, escuridão, obscurantismo e ditadura, que infelizmente neste país de bostas ainda não acabou. Quando eu afirmo com todas as letras que Democracia no Brasil é uma instituição falida, querem me esquartejar e espalhar meus destroços pelos postes da cidade. Só nos resta pensar e agir da mesma forma como em tantas outras décadas, com metralha nas palavras, carNAvalha, fogo nos palácios, poesia guerrilha, universo de trincheiras. Num País, num Estado, numa cidade, mergulhados num lamaçal de corrupção onde os Detritos Federais, Estaduais, Municipais exalam mal cheiro pelos 4 ventos, calar não posso, cantar eu posso, e assim eu faço.

É Proibido Proibir
Caetano Veloso

A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta
Há o porteiro, sim...
E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças
Livros, sim...
(falado)
Caí no areal na hora adversa que Deus
concede aos seus para o intervalo
em que esteja a alma imersa em sonhos que são Deus.
Que importa o areal, a morte, a desventura, se com Deus me guardei
É o que me sonhei, que eterno dura e esse que regressarei.
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças
Livros, sim...
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Couro Cru & Carne Viva
sal gado
mar de fezes
batendo nas muralhas
do meu sangue confidente
quem botou o branco
na bandeira de Alfenas
só pode ser canalha
na certa se esqueceu das orações
dos penitentes
e da corda que estraçalha
com os culhões de Tiradentes
meu coração
é tão hipócrita que não janta
e mais imbecil que ainda canta:
ou
viram no ipiranga
as margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta.

Artur Gomes
http://arturgomesvideopoesia.blogspot.com/

terça-feira, 11 de agosto de 2009



ABBEY ROAD
Esquina, marco histórico, crossroad: há quarenta anos atrás era lançado ao mundo o derradeiro álbum da maior banda de Rock de todos os tempos: intitulado Abbey Road, o nome da rua em Londres onde se encontram os estúdios da EMI e onde foi gravado o disco,os Beatles fizeram sua despedida com toques de genialidade. Afastados dos palcos desde 1966, quando decidiram por fim às turnês,cansados da horda de adolescentes barulhentas que queriam tudo,menos a música ,os Beatles investiram nas possibilidades criativas dos estúdios de gravação. E assim passaram a lançar singles e álbuns com os mais diversas orientações,apontando tendências,inovando e ajudando a formatar o que hoje conhecemos por rock’n’roll.Leitor ou leitora,empreste seus ouvidos para uma mídia (se possível, vinil!) e mergulhe naquele final de década.Durante seis meses os caras engendraram canções que podem ser consideradas divisores de águas dentro da própria banda,dessa vez não com a disposição anárquica do White Album,mas com meticuloso senso de “mudança de cenário”. É sabido que na dinâmica interna dos Beatles,Lennon e McCartney detinham a prioridade nas composições,em parceria ou não,enquanto que Harrison ficava com o espaço remanescente de um disco,mas isso não impediu que Abbey Road fosse produzido na maior parte como um disco conceitual,em que as canções se entrelaçavam,dando prosseguimento à viagem sonora. Come Together,que abre o disco, bluesy com a slide de Lennon, deságua na belíssima Something do subestimado George, e na versão original (vinil) o lado A finda com os vertiginosos acordes de She’s so heavy desaparecendo num corte súbito. Ali também foi inaugurado o uso de sintetizadores Moog, bem colocados (Here comes the sun,também de George Harrison), bem longe do bombardeio de saturação do progressive-rock, ,que viria dali a alguns anos e junto a guitarras cujos timbres até hoje é difícil de emular,ouça-se o duelo final das três guitarras (Lennon,Mc Cartney e Harrison) na emblemática The End.Eric Clapton disse,na sua autobiografia,que hoje o que a indústria do disco despeja nas prateleiras é noventa por cento de lixo. Não discordo da porcentagem nem da constatação da perversa ideologia comercial totalmente descompromisada com a Arte. Alguns dizem que a música dos Beatles deu um certo toque de humanidade às pessoas, e que em certo tempo da história musical recente tivemos alguns nichos de criatividade,como o Rock que se concretizou naquela época,e hoje segue seu caminho de pedras e balanço.“And in the end the love you take is equal to the love you make.”The End,Lennon-McCartney
luizz ribeiro
grafismo: marco valença

AMOR É MORA
(que viva o quanto quiser, morra quando for a hora)

O amor me deve quilômetros de combustíveis para ir além. E eu lhe devo milhares de memórias que falsamente confesso que não tenho, trilhares de lençóis de lágrimas que eu juro que jamais verti, tectônicas viagens, mente e corpo, que absolutamente finjo que não vivi e mais, muito mais: surreais miragens que, eu sei, foram verdadeiras; mas porém o amor me nega seu esteio, quando eu não sigo a regra e, talvez confuso ou inocente, como não lhe nego nada, nada dele acoberto. O amor me deve absurdos de milênios, se eu fosse contar em tempos. Mas o amor me deve, deve, deve. Vê-de: o amor me mede onde eu somente peço: dê-me.
[ Jogo de palavras, lavras que pago ou deixo? Larvas em que nado e eu nem peixo? É muito fácil, pelo menos para mim, enunciar palavras e formar frases e cortar versos e fazer que alguém, qualquer alguém – não que preciso seja a minha pessoa amada – que alguém acredite que meu dizer, que o meu escrito, que o meu prazer ou meu grito, ou o meu grito de prazer – que acredite que isso (assim, de repente, sem mais nem menos), seja uma verdade universal. Então tá! Então tal.
Ah eu que sou devoto não me devo nada e nem a ninguém ou a nada, deixa eu te dizer: já chorei tudo o que tinha para aguar, já penei tudo o que teria para peneirar, faço versos rudes porque estou cansado de pensar. E de cru basta o meu corpo nu e solitário nesta cama, coisa ilesa de qualquer perigo ou crença, mas também imenso em sua solidão monumental. Da qual só sabe mesmo é esta criatura que sabe que muito ama, e que agora vos fala!
Falou.

Marco Valença
http://olhonolho.blogspot.com/
http://www.flickr.com/photos/marcovalenca
Poeta parceiro!
Tenho lido, ouvido e visto seus trabalhos, pelos links do mundo. E com isso lido, não olvido e visto seus oráculos, além dos trinks e do mundo. meu abraço de irmão poeta, primo do lúdico palhaço. quem faz rir, quem faz chorar, não meça: somos todos únicos, tomos e fascículos de um cúmulo, que gargalha frente aos túmulos dos ridídulos.

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná