fulinaíma

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



Celebrando a transição para um novo ano, a Revista Diversos Afins alcança 40 edições. Diante do continuar de nossa jornada, contemplamos:
- a arte erotizada de Wagner Willian
- os percursos poéticos de Rui Almeida, Zenilda Lua, Beatriz Bajo, Luís Garcia e Graça Pires
- uma entrevista com o poeta Daniel Mazza
- dedos sensíveis de prosa em Carmélia Aragão e Daniela Mendes
- os relatos cinéfilos de Larissa Mendes e André de Leones
- as vias musicais de Pedro Morais e Julian Casablancas

Que 2010 seja um ano de renovadas leituras!
http://diversos-afins.blogspot.com/
Saudações,
Fabrício Brandão & Leila Andrade – LEVEIROS
Organismo - Dialogos Poéticos dia 13 em Ensaios

CONCEITO_PROCESSO_PULSÃO. Um post no Facebook. Um poema. Uma intersecção fonética. Um dilema. Uma reflexão. Mais uma intromissão despretensiosa. Outra criação. Criatura coletiva. Brincadeira. Desconhecidas vozes a tecerem cadeia semântica em verso e prosa. Outro post no Facebook. Mais uma centelha criadora. Invasora. Novo eco. Repletos significados fundidos. Relações-pensamento. Telepática comunicação em teclas. Visceral experiência reflexivo-sensorial. Viagem fantástica ao imaginário dos sentidos. Mais posts. Mais fusões. Compulsivos registros conexos. Caótico amálgama. Amplexos. Imagens-conceito expressas em palavras densas rasgadas. Movimento sinuoso em texturas sonoras rítmicas, melódicas. Palco. Refletores de sentidos humanos. Ser todas as maneiras. Instigar sentidos por todos os lados. Transgredir todas as possibilidades da relação humana. Fundir essências. Organismo uno. Denso. Multifacetada expressão. Diálogos poéticos em eterna expansão.
ENCONTRO. Ninguém se conhecia pessoalmente. A comunicação se deu por interferências em posts no Facebook. Compulsivamente os autores invadem a intimidade um do outro. Pós-posts. Shala e Pontes se conhecem casualmente no sarau Criar, na casa de Omar Marzagão. Apresentam Palatos – música de Pontes com antropofagia poética de Shala – no Sarau Eletrônico do Tico Santa Cruz, na internet. A mistura de Línox e Shala, nos textos do Facebook, continua cada vez mais intensa e orgânica. Mais posts. Pontes e Línox se conectam em carne, osso e som no sarau Na Varanda, na casa de Shala. Pontes e Shala continuam a parceria com Todo dia dois e Revelar, e apresentam Palatos no Corujão da Poesia, na Letras e Expressões do Leblon. Quando se dão conta, têm material denso o suficiente para dar luz à criatura. Surge o convite de Tavinho Paes para participarem do CEP 20.000. Os três se encontram ao vivo. Naturalmente a trama é costurada. Do começo das intersecções virtuais à apresentação no Sergio Porto, são três vertiginosos meses de mergulho poético. Visceral antropofágico sistema multidimensional orgânico. Valorização da palavra. Criação de imagens densas a partir de textos e sons. A voz como instrumento. Único. Lúdico. Lógico. Abstrato. Simbiótico. Semiótico. Metafísico. Quântico. Semântico. Onírico. Organismo. Parido.
CONCRETIZACÃO. Três seres de branco. Três macbooks em três suportes em acrílico transparente em forma de U. Três bancos idem. Seres sentados. Luz branca a criar universo transdimensional. Palavras a conduzir vozes em partitura sinuosa imprevisível. Improvável construção imagética visceral. Cada voz a atuar em um espectro sonoro distinto com timbres e tensões próprias em sobreposição. Vozes a criar densa esfera sonora rica em nuances e texturas. Movimentos diversos em obra modular. Fusão orgânica a conduzir imagens fantásticas na mente. Frenética viagem de palavras e sons a estimular imaginação criadora.
SHALA: VOZ-EMOÇÃO. O primeiro contato com a arte se dá em 1978, aos quatro anos, quando entra para a Escola sem Paredes, onde começa a ter experiências teatrais, musicais e de estímulo a criação de poesia falada. Aos seis anos, quando aprende a escrever, edita livrinhos caseiros com as primeiras poesias autorais e começa a estudar balé. Seu pai toca violão e tem muitos amigos músicos, entre eles o compositor Ruy Maurity e a intérprete de samba Vânia Carvalho. Assim, participa das madrugadas de cantoria e começa a querer estudar piano, o que acontece ao completar sete anos. Continua a cantar ao som do violão do pai até que, aos 10 anos, no ano de 1984, vai morar nos Estados Unidos, onde faz parte do coral da Waldorf School of Boston e aprende a tocar flauta transversa e doce, na mesma escola. Ainda nesse ano, participa de um espetáculo da Companhia de Mistérios e Novidades, dirigida por Lígia Veiga (que já tinha sido sua iniciante nas artes na Escola sem Paredes), que está em temporada em Boston. Em 1998 continua os estudos de balé e faz teatro amador no Brookline High Schoool - Boston. De volta ao Brasil, em 1989, faz aulas de percussão e, em 1990, participa do grupo de teatro amador do Colégio Bahiense. No ano de 2005 começa a fazer parte de um grupo de estudos de filosofia com Francisco Dzialowski (mestre pela PUC- RJ). Em 2008, volta a estudar artes cênicas, fazendo parte do grupo de estudos de interpretação do diretor de teatro Delson Antunes e em encontros individuais com a atriz Camila Amado – a qual apresenta suas poesias e que a incentiva a trabalhar a arte em torno das palavras. Em 2009 participa do workshop de interpretação para cinema do preparador de atores Sérgio Penna, onde tem a oportunidade de declamar um poema autoral, culminando com o primeiro sarau Na Varanda, em sua casa, no encerramento do curso. Conhece o ator e compositor Daniel del Sarto e juntos escrevem um poema. Surge a vontade de musicar seus escritos.
LÍNOX: VOZ-REFLEXÃO. Nascido e criado em Petrópolis. Sem precedentes de músicos na família, o primeiro contato ativo com a música vem por volta dos 10 anos. Aos 12, a primeira bateria, e, junto com ela, as primeiras bandas: Infenel, Space Frogs etc. Aos 13, muda-se para o Rio de Janeiro e, juntamente com Davi Moraes, Zé Ricardo, Gitto Sales, Modesto Jr., monta o Fibra de Vida - primeiro trabalho como profissional. A banda dura uns sete anos. Gravam um disco pela Warner em 1990. De 89 a 92, Línox, Zé e Davi integram paralelamente a banda de Moraes Moreira. Como baterista, alguns trabalhos como freelancer (Cláudio Zolli, Milton Guedes, Nivaldo Ornelas etc). Mas o fato é que há uma vontade forte de mudança, vontade de tudo, de nada, e as maiores certezas da vida se tornavam cada vez mais fluidas. Poesia e Filosofia, o segundo grande encontro da existência. Foi por intermédio de uma amiga que começa a freqüentar um grupo de estudo de filosofia com o falecido filósofo deleuziano Cláudio Ulpiano, que o conduz a um prazeroso mergulho na arte, no pensamento e durante, os 3 anos de encontros diários, acorda um desejo visceral de escrever e naturalmente musicar as próprias palavras. Em meados de 95 cria o Personagens, um projeto-conceito musical com o cantor Paulo Loureiro e, futuramente, com o pensador e diretor de teatral André Monteiro (também pertencente ao grupo do Ulpiano). Numa busca de trazer o Rep (Ritmo e Poesia) para sua essência, ampliando as possibilidades de ritmo e de poesia em uma atmosfera bem brasuca, o Personagens dura aproximadamente quatro anos. Em 2000, começa a esboçar o primeiro trabalho solo e, em janeiro de 2002, juntamente com Marcelo Mariano (Baixista), Newton Cardoso (Teclados) e Lincoln Novaes (Guitarras), produz o CD Línox, - com 12 canções inéditas pelo selo-estúdio Fibra Records. Em 2006 lança POSITIVO, seu segundo CD, produzido por Christiaan Oyens. De lá pra cá, esteve envolvido com vários projetos paralelos e continua a escrever, compor, produzir e cantar.
PONTES: VOZ-PULSÃO. Cantor, compositor, redator, violonista e baixista, aos sete anos de idade tem os primeiros contatos com poemas e literatura. Nesta época desenvolve o gosto pela escrita e o encanto pelo imaginário das palavras. Aos nove, estuda violão e piano por um ano. Aos 13 anos começa e produzir poemas e ingressa na companhia de teatro amador do Instituto Santa Teresa, em Lorena, SP. Por quatro anos participa de festivais de poesia e teatro pelo interior de São Paulo. Aos 15, começa no violão como autoditada. MPB e Bossa Nova como alicerces. Aos 18 anos, estuda harmonia e improvisação com Dalmo C. Mota. Neste período, ingressa na faculdade de Comunicação e descobre a fotografia. Por 18 anos, divide-se entre os ofícios de redator e músico. Em 1999, lança seu primeiro CD Ponto de Partida, trabalho solo e autoral. Em 2001, ingressa na Assessoria de Comunicação do SESC Rio e muda radicalmente o foco de atuação. Mergulho profundo em questões sociais. Intensa reflexão sobre a sociedade contemporânea. Sociologia. Antropologia. Filosofia. Quatro anos dedicados a integrar processos e pensamentos institucionais articulados entre diversas áreas de atuação. Em 2004, lança o CD Urbanodrama, produzido e arranjado pela banda Arsenal, na qual toca baixo. Neste período, aprimora a técnica ao estudar contrabaixo com Benjamin Bentes. A partir de 2006 coordena o Núcleo de Criação do SESC Rio e aprofunda os processos de criação coletiva. Concentra a atuação na concepção de conceitos, filmes e textos institucionais. Em 2007 passa também a integrar a banda Inominável Mundo como baixista. Nesse mesmo ano começa aulas de canto com Vera do Canto e Mello. Em 2008 lança o show Bossapontes e cria a Pontes Comunicação e Arte para fomentar processos de criação coletiva, o pulsar de idéias, ideais e atitudes pelo planeta, e propor amplo diálogo entre os diversos setores da sociedade, onde a comunicação é ferramenta principal ao propagar de consciências. Para 2009 prepara o CD autoral Vital Fusão.
PONTES COMUNICAÇÃO E ARTE
55 21 8878 3459 / 3563 6372 .
CNPJ:09.531.206/0001-12/INSC.MUN.: 430.462-4
"A palavra como matriz conceitual criadora."
Já se apresentaram no CEP 20.000, Corujão da Poesia, Arte em Andamento, Sarau IBAM. Algumas dessas performances estão registradas no canal: www.youtube.com/organismo9
A apresentação no Corujão do Leblon, mais intimista, encontra-se em: http://www.youtube.com/watch?v=rMRrf4rnxbc

Um comentário:

*Mundo Particular* disse...

Olá vim retribuir sua visita e agradecer por fazer parte dele...desde já faço parte do seu >..
Um abraço!!!

CAMPOS DOS GOYTACAZES

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