fulinaíma

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010







I Fórum Vale Poético
13 a 28 março no Vale do Paraíba
Maiores informações: valepoetico@gmail.com

jura secreta 104

cachorro doido por ser de agosto
e ter o gosto de morder o ventre/lua
quando nua te desejo praia

lanço a rede em teu olhar
te engravido arraia
e te mergulho mar

Artur Gomes
http://juras-secretas.blogspot.com/
SampleAndo
o poema pode ser um beijo em tua boca carne de maçã em maio um tiro oculto sob o céu aberto estrelas de neon em vênus refletindo pregos no meu peito em cruz na paulista consolação da na água branca barra funda metal de prata desta lua que me inunda num beijo sujo como a estação da luz
nos vídeos/filmes de TV eu quero um clipe nos teus seios quentes uma cilada em tuas coxas japa como uma flecha em tuas costas índia ninja gueixa eu quero a rota teu país ou mapa teu território devastar inteiro como uma vela ao mar de fevereiro molhar teu cio e me esquecer na lapa

Lady Gumes African's Baby
meto meus dedos cínicosno teu corpo em fossa proclamando o que ainda possa vir a ser surpresa porque amor não tem essade cumer na mesa é caçador e caça mastigando na floresta todo tesão que resta desta pátria indefesa ponho meus dedos cínicos sobre tuas costas vou lambendo bostas destas botas NeoBurguesas porque meu amor não tem essa de vir a ser surpresa é língua suja grossa visceral ilesa pra lamber tudo que possa vomitar na mesa e me livrar da míngua dessa língua portuguesa.

antLírica
eu não sou zen muito menos zhô nem tão pouco zapa nem ando na contra capa do teu disquinho digital não alinho pela esquerda nem à direita do fonema vôo no centro/viagem olho rasante/miragem veia pulsante/poema

PÁTRIA(R)MADA
só me queira assim caçado mestiço vadio latino leão feroz cão danado perturbando o seu destino
e só me queira encapetado profanando àqueles hinos malandro, moleque, safado depravando os seus meninos
só me queira enfeitiçado veloz, macio, felino em pêlo nu depravado em sua cama sol a pino
e só me queira desalmado cão algoz e assassino duplamente descarado quando escrevo e não assino

Gomes&Gumes

todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes de um eu não digo os nomes da outra não mostro os lumes se um corta com palavras a outra com corte mesmo se um é produto da fala a outra do ódio a esmo
todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes e um amor cego nas asas brilhante de vagalumes se em um a linguagem é sacana na outra o corte é estrume todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes
se em um peixe é palavra na outra o brilho é cardume é fio estrela na lavra mal cheiro vício costume de um eu não digo os nomes da outra não mostro os lumes
se em um a coisa é sagrada ofício provindo das vísceras na outra a fé é lacrada hóstia servida nas missas se em um é cebola cortada aroma palavra carniça na outra o ferro, é tempero fé cega - fome amolada– poema é só desespero

Poema dois
a tarde morre quando estou de frente ao cais
quando estou de frente ao cais a tarde não morre a noite faz
arturgomes
In carNavalha Gumes, Brazilîrica Pereira: A Traição das Metárforas, Couro Cru & Carne Viva e 20 Poemas com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção com Sabor de Campos

Nenhum comentário:

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná