fulinaíma

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pontal no Pontal


Artur Gomes, Yve Carvalho e Sidney Navarro retomam a partir de amanhã o espetáculo “Pontal”, em sua última semana à foz do Paraíba.
Após a estréia em lua crescente, a segunda semana de lua cheia, o espetáculo “Pontal” volta amanhã à cena, no Bar do Bambu, em Atafona, onde fica ainda na sexta e no sábado, sempre com entrada livre e a partir das 21h. Em contraponto à lua minguante, a peça terá o invulgar reforço de Artur Gomes no elenco. Também co-autor, o poeta e ator campista desaguará toda sua conhecida visceralidade na foz do rio Paraíba do Sul, ao lado de Yve Carvalho e Sidney Navarro.
(Aluysio Abreu Barbosa) http://fmanha.com.br/
Uma coletânia contemplando textos de Aluysio Abreu Barbosa, Artur Gomes , Adriana Medeiros e Kapi, sob direção de Kapi e produzido por Aluysio. Espetáculo que veio a termo baseado nas poesias inspiradas no delta do Paraíba, onde o bar do Bambú, um espaço que é a materialização da anarquia, uma espécie de trono da dinastia Neivaldo, que sabe como ninguém permitir o exercício da proatividade, uma ágora a relembrar a Grécia antiga. Nesta arena, os atores Ive Carvalho, Artur Gomes e Sidney Navarro, fingidores de verdade nos conduzem à locomotiva do tempo lógico, onde as poesias servem de trilhos e nos fazem viajar.
Caso queira seguir a dica, quinta, sexta e sábado às 21hs no pontal de Atafona/SJB. (Ricardo Avelino)

Pontal - espetáculo poético.teatral
com poemas de Aluysio Abreu Barbosa, Antônio Roberto
Góis Cavalcanti, Adriana Medeiros e Artur Gomes.

Interpretados por: Artur Gomes, Yve Carvalho e Sidiney Navarro
Direção: Antônio Roberto Góis Cavalcanti(Kapi)
Dias – 4, 5 e 6 fevereiro – 21:00h
Local – Bar do Neivaldo
Pontal – Atafona – São João da Barra-RJ
todos os poemas do espetáculo confira aqui: http://mostravisualdepoesiabrasileira.blogspot.com/

Pontal.Foto.Grafia


(a Ana Augusta Rodrigues)
Aqui
onde rio e mar
se beijam
aqui no fim do mundo
onde terra e céu
se abraçam
num ato sexual.

Aqui
no fim do dia
um barco preso na corda
um peixe preso no anzol
a terra varrida ao vento
casas varridas ao temporal…

Aqui
no mesmo teto
pássaros sobre os calcanhares
homens sobre os girassóis
onde rio e mar se beijam
re-nascem nossos filhos
quando terra e céu se abraçam
sem ter nem mães nem pais
Onde o seu refúgio
é nu / meu peito aflito
e a minha solidão
nu / teu corpo é
paz.

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