sexta-feira, 5 de março de 2010

Poesia no Posta


Dia 31 de março - Praça Copérnico - próximo a estação de metrô - Pavuna - Rio de Janeiro
Das 18:00 às 20:hs
Poesia - Música - Artes Plásticas

Alljor, Lúcio Cardoso, Jenese Jenúncio, Artur Gomes, Jiddu Saldanha, Marko Andrade, Namay Mendes, Mario Chagas, Jorge Dangó, Iverson Carneiro, Euclides Amaral, Luiz Henrique, Dalberto Gomes, Marcelo Manoel, Deley de Acari, Wilnner Motta, Marcelo Almeida e Augusto Bapt.

Ode inacabada

diga-me grande deus/pessoa
como é possível encarnar o impossível?
a flauta toca as vértebras
vazando carnes e músculos
antes da chegada aos ossos
a água na pele são rajadas elétricas
como facões no escuro
luz da paixão d/entre o caos
estilhaços da alma sem dó
eu falo no que posso
mar estético mangue estático
e este desejo tântrico
de não ser daqui
cacomanga era uma terra intácta
em seus milênios de solidão

cavalos pastam nas cocheiras
esporas na pele borboletas
eu tenho os nervos de nylon
cordões esticados na sala
a língua retesada pra fora
lâmpadas de gas me devoram
faíscas na dor do trovão

o poema vai nascendo outro
explode no ventre/palavras
em intestinos roucos
num temporal de letras
que não se completam
nesta cidade de morrer na praia
arturgomes
a flor e o espinho
o que já sei da tua língua
não me basta
eu quero toda boca
o que sei da tua boca
não me prende
eu quero toda língua
o que me prende em tua coisa
é isso tudo
aquilo que talvez não se entenda
e se entendendo não se explique
está muito pra lá da tua casa
a chama no meu cio fogo e brasa
está muito mais lá
o que desejo
na boca mora a língua
quando o beijo
na língua a saliva
quando goza
amor é poesia nunca prosa
na flora do teu sexo
eu quero a flor e o espinho
a pétala o pólen e a rosa
mesmo não oferecendo a ti
tudo o que desejo e quero
me vem da tua boca
a palavra que espero
roubado o beijo a língua cala
mesmo quando fala
girassóis e frutas
tua coisa absoluta
em minha carne pulsa
e o beija-flor escuta
a canção do bem-te-vi
arturgomes




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