quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Homem Que Tudo Leu

A obra — patrocinada pela Petrobras e que recebeu, também, a chancela da Cátedra Unesco de Leitura (PUC-Rio) — deriva de tese de doutoramento aprovada e recomendada à publicação pelo Departamento de Letras da PUC-Rio e delineia o perfil de leitor de Tobias Barreto por meio de textos de autores contemporâneos e de coetâneos do filósofo, ensaísta e poeta sergipano. O ensaio original adquiriu forma ficcional e é apresentado como romance e peça de teatro, seduzindo o leitor tanto pela estética quanto pelo enredo, tal como esclarece o incluso release.

ROMANCE/ DRAMA/ ENSAIO (632 pág.)
por Érico Braga Barbosa Lima,
Doutor em Estudos da Literatura (pela PUC-Rio)
O Homem que tudo leu é um opulento volume ficcional/ensaístico de fácil e surpreendente leitura. Em suas quase setecentas páginas são delineadas, com pincel subjetivo e preciso, personagens leitoras tão singulares quanto Barbosa (aprendiz de acadêmico e... “quadradíssimo”) e Tobias Barreto de Menezes — figura histórica que já foi mote nos idos novecentistas, agora resgatado como escritor e gênio de sensibilidade intelectual e atualíssimo dado seu viés crítico ácido simultaneamente poético e objetivo. Tobias Barretto, mais do que muito lido (ou esclarecido), é o homem que não transige e “não negocia”.
Toda a trama é desenvolvida em dois capítulos. O primeiro trata da exposição dos perfis de leitores de Tobias através de uma narrativa informada pelos pressupostos da Sátira Menipeia, numa alegoria metacrítica. Toda a narrativa se dá no decurso de uma carraspana de dimensões rabelesianas, em um sórdido boteco, onde dialogam as personagens de um pedreiro e de um filósofo, de um doutorando e de um malandro, discutindo a leitura, a cultura, a educação e as relações entre homem e sociedade, sob a luz dos escritos “tobiáticos”.
O segundo é a representação virtual de um teatro impossível, onde são expostas, através de falas de personagens leitoras — criadas a partir de personalidades históricas e literárias como Sylvio Romero, Clovis Beviláqua, Gilberto Freyre, Leonel Franca, Gilberto Amado e Graça Aranha —, as características informadoras desse leitor singular. Todo o trabalho, apresentado como literatura do mais alto nível, é resultado de ampla pesquisa de fontes crítico-bibliográficas e biográficas e em longa pesquisa de campo, agrupando sob um mesmo teto as entrevistas, as fontes primárias de pesquisa (raridades ou material de difícil acesso), assim como o material ensaístico, artístico ou crítico-literário que foi desenvolvido no processo do trabalho e a partir do envolvimento do autor.
É de se assinalar que o texto original foi aprovado — no formato híbrido de ficção e ensaio — em banca de doutorado, com as louvações cabíveis e recomendada para publicação; indicação que finalmente se realiza de forma mais que concreta e se desdobra em opção irresistível para o público em geral.

amor cabeça e pele

poemas de Adélia Prado e Olga Savary –
musicado e cantado por Madan




brazilírico sentido
corpo/palavra/corpo
ode ao assassigno

amores são amoras pela língua
em alvoroço no brazilírico dos sentidos
transa da trama que proponho
: corpo/palavra/corpo

agora que outono chega a Divinópolis
ouço Adélia Prado a Dona Doida

“quando eu sofria dos nervos
não passava debaixo de fios elétricos
tinha medo de relâmpios
de alguns bichos que não falo”

eu que não tenho medo e sei o quanto custa
aceito o teu chamado leve-me a Ouro Preto
deixe-me perder nos teus sobrados
na carne/barro da natureza morta
no barro/carne da linguagem viva

versejar com os fantasmas na praça Tiradentes
reInventar outras viagens no leme da Barkaça
a Boca do Inferno contra a pasmaceira

“nas fileiras das estantes s-obram palavras e traças
não re-Verse o veio Dantes e por melhor que o faça”

ode ao Assassigno Márcio Almeida – de Oliveira
farejar o chão da praça como bom cachorro louco
amor é o que arranha as entranhas do barroco

arturgomes
http://courocrucarneviva.blgospot.com/

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