fulinaíma

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tropicália no Vinil

Na próxima sexta-feira, dia 16 vai a acontecer a primeira Noite do Vinil “pra valer” do ano. Na sexta anterior, apenas apresentamos a nova casa que vai abrigar esse projeto, que já entra em seu terceiro ano. Como não havia um tema específico, e ainda estávamos arrumando a casa e pesando os prós e contras que qualquer mudança traz, aquela noite nos serviu de teste para avaliarmos fatores como qualidade e distribuição do som, adequação do espaço físico do bar para o evento, atendimento, etc. Logicamente surgiram algumas falhas, que poderão ser corrigidas, e talvez outras venham a acontecer, mas nosso principal objetivo com essa mudança é oferecer um melhor atendimento aos frequentadores em potencial das noites de boa música que temos a oferecer. Muita gente estava insatisfeita com o atendimento do bar anterior, e deixou de prestigiar o evento, e estava havendo um esvaziamento, que acabava se refletindo na disposição de nós, organizadores, para continuarmos com o projeto.

Agora, de casa nova, o Relicário Bistrô, na Avenida 28 de Março, 48 - em frente ao Isepam, esperamos recuperar aquele entusiasmo dos primeiros tempos. O primeiro tema a ser apresentado vai ser o Tropicalismo. O tema foi bem escolhido, pois está acontecendo no Sesc Campos uma mostra relativa a esse movimento musical, em que a audição de discos de vinil também faz parte da programação, porém o formato em que se encaixa é totalmente desfavorável. O tempo de audição é muito curto, na prática, não chega a 40 minutos, pois por ser antes dos shows das quintas, e no mesmo ambiente, os músicos têm que passar o som, testar o palco, etc. Assim, o tempo de uma hora, que já era reduzido, fica ainda menor. Mal dá pra rolar um único disco. Por isso foi acertada a decisão de levarmos para a Noite do Vinil o que seria impraticável apresentarmos no Sesc. Levarei algumas pérolas tropicalistas, como o álbum Tropicália – o disco coletivo, que serviu como manifesto do movimento, além de discos de Caetano, Gil, Gal e Tom Zé e Mutantes. Sexta, dia 16, a partir das 22h. --

Postado por márcio de aquino no Tarati Taraguá
"Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo. " - André Gide

Edital do Min Causa Protesto
O Estado de S. Paulo - SP, Caderno 2, por Jotabê Medeiros, em 18/03/2010

Um edital de apoio do Ministério da Cultura (MinC) está causando protestos no meio intelectual. Trata-se do Edital de Periódicos de Conteúdo Mais Cultura, lançado em 30 de setembro, e que teve 26 publicações habilitadas no último dia 19 de fevereiro. Dessas, apenas 4 serão escolhidas.

O edital destina-se a abastecer bibliotecas públicas, Pontos de Cultura e de Leitura com publicações de natureza cultural (literária, musical, de artes plásticas). Para tanto, vai destinar-lhes R$ 2,1 milhões. Acontece que, entre os selecionados, estão a Rolling Stone, Caros Amigos, Brasileiros, a Piauí, Le Monde Diplomatique e a revista de inglês Speak Up, o que levou concorrentes não habilitados a protestar contra os critérios do edital. Publicações de grandes grupos editoriais, como a Bravo!, também tentaram a seleção (sem sucesso).

Diversas revistas alternativas importantes, a maior parte de literatura, e que penam horrores para chegar a parcos leitores, não foram habilitadas. A falta de apoio tem vitimado várias, caso da Ontem Choveu no Futuro, de Campo Grande, que só teve um número; a Entretanto, do Recife; a Babel, de Santos; a Etcetera e a Oroborus, de Curitiba, e a Pulsar, do Maranhão. Outras, como a Polichinelo do Pará e a Azougue e a Inimigo Rumor, do eixo Rio-São Paulo, resistem a duras penas.

Uma das que saem aos trancos e barrancos (é apoiada por programa da cidade de Londrina, no Paraná) é a Coyote, publicada há 8 anos (sai esta semana a número 20). Ela foi desabilitada pelo edital por não possuir assinaturas individuais. Um dos seus editores, Rodrigo Garcia Lopes, está frustrado com o resultado.

“O edital privilegia revistas comerciais, que estão no mercado, e acaba inviabilizando revistas de conteúdo realmente cultural, de criação. Será que a Rolling Stone, a Speak Up e uma revista como a Piauí, que têm uma infraestrutura por trás, um instituto, realmente precisam de incentivo fiscal? É como se fizesse uma política agrária para o latifúndio e deixasse o pequeno agricultor morrer à míngua. Isso é um erro terrível, num governo popular e democrático como este.”

Marcio Seidenberg, do grupo que edita a Ocas, diz que só soube que a publicação não tinha sido habilitada um dia antes de poder entrar com recurso. A revista é vendida nas ruas e bares. “Não sei exatamente qual é a função do edital, se é levar publicações alternativas às bibliotecas ou revistas consagradas”, ponderou.

O MinC informou que pretende reavaliar o edital numa próxima edição, mas manteve a decisão da comissão julgadora. Também estuda ampliar o volume de recursos para o edital.

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