fulinaíma

quinta-feira, 13 de maio de 2010

a face do fogo






Beatriz Bajo escreveu um livro de fotografias. A danada fricciona uma pedra na outra até que uma labareda dê sua graça. Não é metáfora, é realismo químico. Palavras se roçam, imagens explodem, ao leitor é só preciso fruir por suas linhas dançantes. As propriedades do fogo são colocadas em lâminas, página a página. Ora o texto rebola seu contorno azul, frio. Ora o texto é o centro da chama, fixo e irradiador.

Há muitas despedidas, algumas como resultado de um rompimento, outras como um distanciamento calculado do objeto. Ação e reação, sempre numa agonia, numa vigilância para que o vento não escureça o quarto, apagando a vela.

A face do fogo é um livro para muitos, e é certo que ele se espalhará, começando por você.

Andréa Del Fuego (orelha)

A PAIXÃO SEGUNDO BEATRIZ BAJO

Uma das características mais visíveis da poética de Beatriz Bajo é que ela transcende a busca de uma voz feminina e até abdica disso em nome de algo maior e mais honesto. Em nome do partido da palavra como exploração de um vasto espectro de sensações, que respiram dentro da dimensão do corpo, e não apenas do corpo feminino, mas do corpo como um símbolo como podemos notar nesse fragmento do poema Uma árvore pousa em meus olhos: “Uma árvore pousa em meus olhos, no tempo em que uma princesa dobra a esquina e é sempre essa atrevida folha que cai entre a brisa e o breu quando o vento descortina a pele.” ou nesse outro fragmento de outro poema: “cada beijo é como comer borboletas/para que as matizes de dentro se libertem, se debatam/ no assanhar das asas/entre predicados que traquinam no diafragma...”

Aqui estamos no terreno onde o vapor da linguagem é decantado em um lirismo imagético que não se opõe ao mapeamento de sensações que estão no limite do “dizer”. É como se o “método” levado ao sutil paroxismo de Pessoa/ Álvaro de Campos com a interioridade do corpo brutalmente revirada para a exterioridade do mundo, para um “fora sem limites”, se encontrasse com a explosão do diamante da potencialidade do sentir clariceano.

O poema de B.B. está em confronto com os limites do “dizer”, limites mediados por uma delicadíssima tensão entre a imagem e a palavra, um lugar-limite da expressão onde o ato de beijar se funde com a imagem do voo de borboletas, neste campo onde a exterioridade do corpo, em uma inversão do “método” de Pessoa/Álvaro de Campos, é limitada pela interioridade do mundo, em uma apropriação da perigosa ourivesaria clariceana, como uma chave que equilibra tensões incanceláveis entre o ser e o não-ser, ou seja, a natureza.

E isso é em essência o maior raio de força da poética de B.B. O tensionamento através de uma imagética sempre surpreendente, entre aquilo que Bataille chamava de “erotismo” e a lapidação até a quase dissolução de um eu lírico, que para além das vozes do corpo e do não-ser da natureza no mundo, não teme desaparecer dentro do ato de dizer algo maior do que sua própria paixão, que no sentido metafísico do termo é algo que não teme desaparecer naquilo que ama.

Marcelo Ariel (prefácio)

Saravá Jongueiros!
Sábado, dia 15/05, a partir das 18h vai rolar uma super Feijoada, com Jongo no terreiro de Sá Soraya, com a presença da nossa Mestrinha querida, Dona Su!!!
A oficina que aconteceria na Casa dos 500 anos neste dia, será transferida para este grande encontro na casa da Sá Sô, ok!
Pedimos a contribuição de R$5,00 por pessoa para a feijoada e levem também o que forem beber (refrigerante, cerveja, cachaça...)
Meninas, levem suas sais rodadas!
Aguardamos todos com muito axé, muita alegria e animação pro jongo não se acabar... Saravá!
Machado!!

OBS: Casa da Soraya fica no Parque Burle, é na quinta rua a direita depois do Clube Progresso, qualquer coisa liguem 81117298 (Soraya) ou 99494410 (Tatiana)


Dilma entrega defesa ao TSE e
nega propaganda eleitoral antecipada

O advogado da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresentou defesa em cinco representações ajuizadas contra ela no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em todos os casos, pede que a Corte julgue improcedente os pedidos, alegando que além de não ter ficado caracterizada a prática de propaganda eleitoral antecipada.


Nas representações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de, sozinho ou em companhia de outras personalidades e entidades ligadas ao PT, fazer propaganda eleitoral em favor de Dilma, antes do período permitido por lei.

"Como não demonstrado na peça de ingresso que a representada tivesse prévio conhecimento de suposta manifestação propagandística de futura e, portanto, eventual candidatura, inviável a pretensão de aplicação de multa, que não se admite por mera presunção do dolo na prática que se pretende imputar", afirma o advogado.

As representações chegaram ao TSE entre 16 de abril e 4 de maio deste ano, sob o argumento de que houve propaganda eleitoral antecipada. Três delas são sobre a realização de suposta propaganda durante as comemorações do Dia do Trabalhador, em 1º de maio em São Paulo.
Em outra ação, o questionamento é o pronunciamento oficial do presidente da República, feito em cadeia nacional de rádio e TV, em 29 de abril, para saudar os trabalhadores. Já a representação de 16 de abril alega que teria havido um ato de campanha eleitoral em favor de Dilma no evento "Encontro da Defesa do Trabalho Decente", realizado em 10 de abril, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP).

Sexo in bento


POR DIOGO ANDRADE DE MACEDO * ::
Traços estilísticos de Ferreira
Gullar em Poema sujo, 1976

Toda obra literária autêntica revela o poder de expressão de seu autor. Essa capacidade de transformar em linguagem a experiência interior requer, por parte do artista, sensibilidade para reconhecer a inseparável relação entre esse universo íntimo, de onde brota a verve, a habilidade pessoal de transmutar em linguagem esse magma disperso, e a experiência exterior, que servirá como alimento permanente desse fluxo de vida capaz de fazer do poeta um moinho a gerar sempre novos significados em sua relação com o mundo.

É bem verdade que situações históricas relevantes foram imortalizadas em grandes obras por artistas que sabiam, como o poeta Ferreira Gullar, com o Poema Sujo, exprimir com mestria os sentimentos que a realidade suscita no homem sensível, sempre alerta e consciente de sua participação como ser social. Publicado em 1976, Poema Sujo é considerada a obra mais ousada de Ferreira Gullar. Produzido no exílio, em Buenos Aires, surgiu da necessidade de, como ele mesmo afirmou, "escrever um poema que fosse o meu testemunho final, antes que me calassem para sempre". Numa época de forte repressão política, Gullar sentia-se acossado pela ânsia de rememorar o passado e a dificuldade de expressar, em linguagem poética, o universo interior, o que transparece, logo nos primeiros versos, no nível formal do texto:
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro:
[menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água?
Como pluma?
Claro mais que claro claro:
coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho
que o universo
fabrica e vem
sonhando [desde as entranhas
Há, nessa passagem, o uso consciente de vogais e consoantes que sugerem um conflito entre o desejo pela expressão exata e a impossibilidade de transpor para o verso as impressões da vida real. Esse embate repercute na utilização das consoantes oclusivas [t] e [p], que reproduzem sons fortes e pesados, mostrando que o poema começa a se revelar, mas ainda se acha à mercê dos óbices de transformar em linguagem poética a experiência profunda, armazenada como sentimentos, emoções e recordações.

Por outro lado, as vogais [o] e [u] também causam a sensação de fechamento e escuridão, sem mencionar que a palavra muro realça esse labor com a linguagem. Logo em seguida aparecem outros recursos estilísticos que demonstram a superação das primeiras barreiras. O jogo de antíteses (escuro x claro, menos x mais, mole x duro) reforça uma ambigüidade: ora a imagem emerge espontânea, ora se esconde no pensamento. No primeiro caso, brotam do interior como uma explosão, ou seja, "como um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas". No entanto, em certo momento, os versos fluem com mais nitidez e as palavras revelam imagens mais consistentes:
Claro claro
Mais que claro
Raro
O relâmpago clareia os continentes passados
Em razão de uma originalidade sempre buscada (Gullar, de certa forma, antecipou o Movimento Concretista, de 1956, com os poemas do final do livro A Luta Corporal, de 1954), no Poema Sujo ele se esmera na coragem despudorada de revelar explicitamente a sordidez e a impureza do cotidiano humano em passagens insólitas, não raro pungentes, embora amparadas por uma consciência poética que torna esses rompantes expressivos alheios a um simples e pueril desejo de subverter ou chocar. Em alguns momentos, o poeta declara abertamente,
tua gengiva
igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre
[as folhas de banana
entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta
[como uma boca
do corpo (não como a tua boca
de palavras) como uma
[entrada para
acentuando uma fixação pelo corpo que se torna o instrumento essencial na interpretação do mundo. Um dos elementos que comprova o vigor poético do livro são as referências ao corpo, escritas numa linguagem prosaica e explosiva, como o que habilita o homem a conviver e explorar, simultaneamente, o mundo da cidade exterior e interior, enriquecendo a obra pela tensão causada pela conciliação de contrários. A matéria corporal contém, por associação ou comparação, os significados do mundo exterior. Assim, inscreve-se no corpo do poeta o que existe no mundo concreto:
e os carinhos mais doces mais sacanas
mais sentidos
para explodir como uma galáxia
de leite
no centro de tuas coxas no fundo
de tua noite ávida
cheiros de umbigo
e de vagina
graves cheiros indecifráveis
como símbolos
do corpo
do teu corpo do meu corpo
São recorrentes então as relações entre o "corpo" da cidade e o corpo do poeta, aproximação que confirma ser o corpo aquilo que contém todo o mundo exterior e dele participa com autonomia. Essa presença do corpo em todos os acontecimentos é, na verdade, o reconhecimento de uma consciência formada pela junção de elementos reais e imaginários, concretos e abstratos, revelados numa belíssima metáfora:
meu corpo-galáxia
aberto a tudo
cheio
de tudo como um monturo
de trapos sujos
latas velhas
colchões usados
[sinfonias
sambas e frevos azuis
Assim, o corpo é o elemento intermediário entre o mundo e a consciência do poeta. Noutra passagem, a tentativa de valorização do corpo como elemento salutar na descoberta do mundo ocasiona a busca, gradativa, pela especificação da própria individualidade:
Mas sobretudo
meu corpo
nordestino
mais que isso
maranhense
mais que isso
sanluisense
mais que isso
ferreirense
newtoniense
alzirense
Por outro lado, a ausência de pontuação marca o fluxo associativo do pensamento que, muitas vezes, aproxima imagens logicamente desconexas. Assim, a eliminação da vírgula reflete a correlação entre os elementos mencionados, fundindo-os em blocos de imagens inusitadas. Como nem sempre se pode distinguir o que é memória e o que é fantasia ou imaginação, essas associações insólitas ocorrem com freqüência devido à natureza recordativa da obra. Na seguinte passagem, é evidente a enumeração caótica, conscientemente utilizada para evidenciar o tom febril e vigoroso do seu tempo:
Era a vida a explodir por todas as fendas da [cidade
Sob as sombras da Guerra:
A gestapo a wehrmacht a raf a feb a blitzkrieg [catalinas torpedea-mentos a quinta-coluna os fascistas os nazistas os comunistas o repórter esso a discussão na quitanda o querosene o sabão de andiroba o mercado negro o racionamento o blackout as montanhas de metais velhos o italiano assassinado na Praça João Lisboa o cheiro de pólvora os canhões alemães troando nas noites de tempestade por cima da nossa casa. Stalingrado resiste.

É desse modo que o poeta amalgama, numa estrutura dissonante e fragmentária, evocações da infância e da juventude na cidade de São Luís do Maranhão, na tentativa de reviver o passado no presente para, assim, reconstituir um mundo em que a imaginação e a realidade se confundem de modo condensado e comovente. Tendo em vista a multiplicidade de lembranças e associações que ora atualizam o passado, ora relembram o presente, o poeta criou o que alguns críticos denominaram "poema do simultâneo", já que o limite entre a imaginação e a realidade se dissolve e tudo se atualiza em forma de diálogo interior.

Nesse sentido, mais uma vez os sinais de pontuação desaparecem em favor de uma técnica moderna de enumeração que transporta para a linguagem o fluxo sempre caótico da mente inconsciente, como na passagem que relembra
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comícios
roleta bilhar baralho
ou então quando o poeta fixa imagens isoladas que rememoram um mundo primitivo e inocente, evocado pela presença constante do corpo como depósito da experiência vivida:
Mas a poesia não existia ainda
Plantas. Bichos. Cheiros. Roupas.
Olhos. Braços. Seios. Bocas.
Vidraça verde, jasmim.
Bicicleta no domingo.
Papagaios de papel.
Retreta na praça.
Luto.
Homem morto no mercado
sangue humano nos legumes.
Mundo sem voz, coisa opaca.
Mais que isso, essa simultaneidade de imagens e lembranças, capaz de fomentar um diálogo constante entre elementos do tempo e do espaço, tem um objetivo: a superação do tempo pela concretização de tudo aquilo que, cotidiano ou não, garante um olhar mais apurado e crítico da própria existência, daí a impossibilidade de separação entre o que é memória, fluxo de consciência e cronologia. É isso, aliás, que caracteriza a universalidade de Poema Sujo: a transcendência do espaçotempo, fundidos na consciência e eternizados numa linguagem realista e ao mesmo tempo psicológica, lírica e cinematográfica, que aglutina o universo vivido.

Com um realismo quase sempre doloroso, Gullar elabora um dos temas mais caros de sua poética, também presente no Poema Sujo: a fragmentação e a temporalidade das coisas e dos homens, ou seja, a evidente submissão do homem ao tempo, que a tudo destrói impiedosamente.

Por exemplo,
Numa coisa que apodrece
tomemos um exemplo velho:
uma pêra ---
o tempo não transcorre nem grita,
antes se afunda em seu próprio abismo,
se perdeem sua própria vertigem,
mas tão sem velocidade
que em lugar de virar luz viraescuridão;
A intertextualidade é evidente, nesta passagem, com o poema As peras, de A Luta Corporal:
As peras, no prato,
apodrecem.
O relógio, sobre elas,
mede
a sua morte?
Paremos a pêndula.
De-teríamos, assim, a morte das frutas
Oh as peras cansaram-se
de suas formas e de
sua doçura !
As peras, concluídas,
gastam-se no fulgor
de estarem prontas
para nada.
O relógio
não mede.
Trabalha no vazio:
sua voz desliza
fora dos corpos.(…)
Além disso, o isolamento deliberado de algumas palavras realça e concretiza cada uma delas, criando assim novos níveis de significação vocabular. Em alguns trechos, o autor se vale de recordações da infância em passagens que se assemelham a jogos infantis, verdadeiros momentos lúdicos em que a assimetria do texto acompanha a espontaneidade sempre presente nesses jogos, destituídos de qualquer rigor coercitivo:
café com pão
bolacha não
café com pão
vale quem tem
vale quem tem
vale quem tem
vale quem tem
nada vale
quem não tem
nada não vale
nada vale
quem nada
tem
neste vale
Percebe-se que o poeta distribui as palavras de acordo com o movimento melódico do verso, subtraindo as formas tradicionais de versificação. Por isso, as onomatopéias, recorrentes na obra, causam estranheza ao leitor desavisado, que se surpreende com certas reproduções auditivas, como
tarã
TARÃ TARÃ TARÃ
tchi tchi tchi tchi tchi

TARÃ TARÃ TARÃ TARÃ
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar(…)
VAARÃ VAARÃ VAARÃ VAARÃ
tuc tchuc tuc tchuc tuc tchucIUÍ IUÍ IUÍ IUÍ IUÍ
tuc tchuc tuc tchuc tuc tchuclará lará larará
lará lará lararálará lará larará lará lará larará
Esses recursos auditivos transmitem o despojamento de uma consciência poética atenta ao aspecto intuitivo, àquilo que não é pensado, mas sentido e, por isso, alheio a regras gramaticais. É a ousadia de reconhecer o valor imaginativo das associações sonoras porque, no Poema Sujo, nada é proibido, tanto que as lembrancimagens refletem o processo de simultaneidade responsável, em muito, pelo caráter polissêmico do livro. Há quem reconheça a obra como um "poema da memória", embora não haja uma visão idealizada de sua cidade, nem a fuga em reconhecer que a miséria se esconde tanto nas relações sociais e políticas no interior do homem moderno, angustiado pelo eterno descompasso entre a realidade e o sonho que, embora suavize o sofrimento, ainda esconde, de certa forma, o real circundante. Esse descompasso se camufla em comparações que denunciam as correspondências entre as coisas e os homens, ou seja, uma coisa, de certa forma, está em outra:
O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade.
mas variados são os modos
como uma coisa está em outra coisa:
o homem, por exemplo,
não está na cidade
nem como uma árvore
está em qualquer uma de suas folhas
Assim, a vida vige no interior de cada objeto e de cada homem, emergindo, no poema, em imagens comparativas que tentam superar a dificuldade de esclarecimento tanto da linguagem quanto do sentido da existência humana. Por exemplo, no trecho
Nalgum ponto do corpo
(do teu? do meucorpo ?)
lampeja
o jasmim
o isolamento de
lampeja acentua

o poder de significação desse vocábulo que se mostra, assim, marcado pela sensação do descobrimento abrupto de um enigma.

Como bem afirmou o crítico Otto Maria Carpeaux, o Poema Sujo mereceria ser chamado de poema nacional, porque "encarna todas as experiências , vitórias, derrotas e esperanças da vida do homem brasileiro". É necessário, então, reconhecer Ferreira Gullar como um autêntico poeta que permeia o poema com o tom lírico humanizador vazado numa melodia que, como ele mesmo dizia, é capaz de "encontrar a expressão universal da coisa particular". A força poética da obra gullardiana reside, portanto, na qualidade das sugestões psicológicas, no emprego inusitado da palavra e na capacidade de, como o próprio autor afirma, "explodir a linguagem" em versos que marcaram, pela singularidade, os rumos da criação poética brasileira. Isso sem mencionar a dignidade e sinceridade com que assume a dureza da existência humana e a transfigura em poemas que evocam não apenas o universo paradisíaco da infância, mas também inscrevem um novo sentido ético, que seguramente nos torna mais conscientes dos mistérios de existir num mundo que, como diz Gullar, "espanta e comove".
NOTAS
* Diogo Andrade de Macedo é estudante do Curso de Letras/Português da Universidade Federal do Piauí.
Referências Bibliográficas
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 37 ed. São Paulo: Cultrix, 1994. BUARQUE DE HOLANDA, Sérgio. O espírito e a letra. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1996, v. 1.FERREIRA DE LOANDA, Fernando. Antologia da nova poesia brasileira. Lisboa: Orpheu, 1967.GULLAR, Ferreira. Poema Sujo. 7 ed. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1995. RODRIGUES, Antônio Medina. Antologia da literatura brasileira. 7 ed. São Paulo: Marco, 1987.




Praia das virtudes








Nenhum comentário:

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná