quinta-feira, 27 de maio de 2010

Flip planeja "homenagem consistente" a Gilberto Freyre;

veja programação das mesas de debate

Com 35 convidados, 16 nacionais e 19 estrangeiros, e homenagem ao sociólogo Gilberto Freyre (1900 - 1987), a 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, ocorre de 4 a 8 de agosto na cidade fluminense.

Para celebrar a obra de Freyre, uma conferência e três mesas debaterão o trabalho do sociólogo. A conferência será na abertura do evento, com participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com Flávio Moura, diretor de programação da Flip, Freyre é autor que merece uma homenagem "consistente", por isso a ideia de celebrar alguém terá mais espaço nesta edição -- em 2009, o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) foi tema de uma conferência e duas mesas de debate.

Entre os demais destaques da programação, a escritora chilena Isabel Allende conversa com o jornalista Humberto Werneck sobre sua trajetória literária, enquanto o britânico nascido em Gana William Boyd se junta à escritora Pauline Melville, nascida na Guiana, para falar sobre a literatura que se convencionou chamar de "pós-colonial".

Moacyr Scliar media mesa com o israelense Abraham B. Yehoshua e a iraniana Azar Nafisi. Já o anglo-indiano Salman Rushdie volta ao evento -- ele esteve na Flip em 2005 -- para falar sobre seu novo livro, "Luka e o Fogo da Vida, que terá lançamento mundial durante a festa.

O irlandês Colum McCann, vencedor de um National Book Award, conversa com o norte-americano William Kennedy sobre a cidade como personagem central de uma obra literária.
Entre os nomes mais populares do evento, o quadrinista norte-americano Robert Crumb divide mesa, mediada pelo brasileiro Angeli, com o criador da HQ "Freak Brothers", Gilbert Shelton. Já Lou Reed fala sozinho sobre os limites entre arte e contestação, letra e poesia, 'alta cultura' e rock´n´roll.

Robert Crumb está em mesa com Gilbert Shelton mediada pelo cartunista brasileiro Angeli
Show de aberturaA atração musical que abre a festa, na noite de quarta-feira, 4 de agosto, será formada por Edu Lobo, Renata Rosa, Marcelo Jeneci e o Quarteto de Cordas da Academia da Osesp, com direção artística de Arthur Nestrovski. Segundo Moura, diretor de programação do evento, é a primeira vez que um show é "especial" para a festa, formatado de acordo com a proposta da Flip e o homenageado da edição.

Flipinha e FlipzonaA programação da Flip voltada ao público infantil tem esse ano como destaque a presença do cartunista Ziraldo. Além dele, estará no evento a ilustradora ítalo-brasileira Eva Furnari, premiada com seis Jabuti.

Já a Flipzona, dedicada aos jovens e criada em 2009, terá debates sobre a combinação de literatura com música, cinema ou quadrinhos. A programação tem Pedro Luís, da banda Pedro Luís e a Parede, uma mesa que discutirá a obra "Alice no País das Maravilhas" e outra que contará com a participação das filhas adolescentes do navegador Amyr Klink, contando suas experiências de viagens.

Ingressos
Começa dia 5 de julho a venda de ingressos para a Flip, que será feita pelo telefone 4003-0848, pelo site http://www.ticketsforfun.com.br/ e nos pontos de venda da Tickets For Fun (endereços podem ser consultados no site da empresa). Os bilhetes custam R$ 10 e R$ 40 e, para cada mesa, há limite de dois ingressos por pessoa. A partir de 4 de agosto, os ingressos serão vendidos apenas na bilheteria da Flip em Paraty.

Veja abaixo a programação principal das mesas da Flip, sujeita a alterações até a data do evento.

PROGRAMAÇÃO PRINCIPAL DA FLIP 2010*:
Quarta 4/819h - abertura - Casa Grande e Senzala: Um Livro Perene
Fernando Henrique Cardoso (Brasil, 1931)
Luiz Felipe de Alencastro - debatedor (Brasil)

21h30 - show de abertura
Edu Lobo, Renata Rosa, com Marcelo Jeneci e Quarteto de Cordas da Academia da Osesp com dir. artística de Arthur Nestrovski.

Quinta 5/810h - mesa 1 - Ao Correr da Pena
Berthold Zilly (Alemanha, 1945)
Moacyr Scliar (Brasil, 1937)
Ricardo Benzaquen (Brasil, 1952)
Edson Nery da Fonseca (Brasil, 1921)

Mesa debate qualidade da escrita de Gilberto Freyre.
Mediação: Ángel Gurría-Quintana.

12h - mesa 2 - De Frente Pro Crime
Patrícia Melo (Brasil, 1962)
Lionel Shriver (Brasil, 1957)
Mesa debate o suspense psicológico em romances literários.

15h - mesa 3 - Fábulas Contemporâneas
Reinaldo Moraes (Brasil, 1950)
Ronaldo Correia de Brito (Brasil, 1950)
Beatriz Bracher (Brasil, 1961)

Mesa debate originalidade e densidade na literatura com escritores que criam em suas obras universos distintos. Mediação: Cristiane Costa.
17h15 - mesa 4 - Veias Abertas
Isabel Allende (Peru/Chile, 1942)

Mesa debate trajetória da escritora chilena. Mediação: Humberto Werneck.

19h30 - mesa 5 - O Livro: Capítulo 1
Peter Burke (Inglaterra, 1937)
Robert Darnton (Estados Unidos, 1939)
Mesa dedicada ao destino do livro impresso. Mediação: Lilia Schwarcz.

Sexta 6/810h - mesa 6 - O Livro: Capítulo 2
Robert Darnton (Estados Unidos, 1939)
John Makinson (Inglaterra, 1955)
Mesa dedicada ao destino do livro impresso. Medição: Cristiane Costa.

12h - mesa 7 - Além da Casa Grande
Alberto da Costa e Silva (Brasil, 1931)
Maria Lucia P. Burke (Brasil, 1946)
Angela Alonso (Brasil, 1969)
Mesa tem como proposta analisar a obra de Gilberto Freyre além de seu trabalho mais notório, "Casa Grande & Senzala". Mediação: Lilia Schwarcz.

15h - mesa 8 - Chá Pós-Colonial
William Boyd (Gana/Inglaterra, 1952)
Pauline Melville (Guiana/Inglaterra, 1948)
Mesa debate o que se convencionou chamar para analisar a obra dos autores participantes de "literatura pós-colonial". Mediação: Ángel Gurría-Quintana.

17h15 - mesa 9 - Promessas de um Velho Mundo
A. B. Yehoshua (Israel, 1936)
Azar Nafisi (Irã/Estados Unidos, 1946)
Mesa debate como o processo de paz no Oriente Médio é mostrado na literatura e como esta pode influenciar nesse processo. Mediação: Moacyr Scliar.

19h30 - mesa 10 - Em Nome do Filho
Salman Rushdie (Índia/Inglaterra, 1947)
Escritor fala sobre seu novo livro, "Luka e o Fogo da Vida", que terá lançamento mundial durante a Flip, e sobre sua condição de autor-síntese da literatura multicultural.

Sábado 7/810h - mesa 11 - Andar com FéTerry Eagleton (Inglaterra, 1943)
Crítico britânico fala sobre livro que contra-argumenta ideia pregada pelo escritor Richard Dawkins, convidado da Flip em 2009, sobre ateísmo e religião.

12h - mesa 12 - Albany, Nova York e Outras Aldeias
Colum McCann (Irlanda, 1965)
William Kennedy (estados Unidos, 1928)
Mesa debate a cidade como personagem central de uma obra literária. Mediação: Ángel Gurría-Quintana.

15h - mesa 13 - TabacariaAntonio Tabucchi (Itália, 1943)
Escritor italiano fala sobre diferentes vertentes de sua prolífica carreira. Mediação: Samuel Titan Jr.

17h15 - mesa 14 - A Origem do Universo
Robert Crumb (Estados Unidos, 1943)
Gilbert Shelton (Estados Unidos, 1940)
Mesa debate a história dos quadrinhos contemporâneos e do underground norte-americano. Mediação: Angeli.

19h30 - mesa 15 - O Som e o Sentido
Lou Reed (Estados Unidos, 1942)
Compositor fala sobre sobre os limites entre arte e contestação, letra e poesia, alta cultura e rock´n´roll. Mediação: Arthur Dapieve.

Domingo 8/8
9h30 - mesa Zé Kléber

11h45 - mesa 16 - Gilberto Freyre e o Século 21
José de Souza Martins (Brasil, 1938)
Peter Burke (Londres, 1937)
Hermano Vianna (Brasil, 1960)
Mesa encerra a homenagem a Gilberto Freyre com debate sobre a atualidade da obra do sociólogo.

14h30 - mesa 17 - Cartas, Diários e Outras Subversões
Wendy Guerra (Cuba, 1970)
Carola Saavedra (Chile, 1973)
Mesa debate diários e cartas como ferramente literária. Mediação: João Paulo Cuenca

16h30 - mesa 18 - Nacional, Estrangeiro
Benjamin Moser (Estados Unidos, 1976)
Berthold Zilly (Alemanha, 1945)
A visão da literatura brasileira no exterior é um dos temas desta mesa.

18h15 - mesa 19 - Livro de Cabeceira
Convidados da Flip leem trechos de seus livros prediletos

*Os mediadores de algumas mesas ainda não foram definidos pela organização da Flip. Assim que forem, acrescentaremos a informação.

8ª FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY - FLIP
Quando: de 4 a 8 de agosto
Onde: Paraty - RJ
Quanto: R$ 10 (mesas literárias e conferência de abertura na Tenda do Telão) e R$ 40 (show de abertura na Tenda do Telão e mesas literárias e conferência de abertura na Tenda dos Autores).

Estudantes pagam meia entrada. Ingressos serão vendidos a partir de 5/7 pelo site http://www.ticketsforfun.com.br/, nos pontos de venda desta empresa (veja endereços no site da Tickets For Fun) e pelo telefone 4003-0848.Mais informações: http://www.flip.org/

lançado ônibus movido a hidrogênio

Antes foi o sucesso do pró álcool que foi quase esquecido, agora não podemos deixar que outros interesses joguem mais esta grande alternativa criada pelo Brasil no lixo do esquecimento.Vamos divulgar, é BRASIL, um Brasil que muitos não acreditam. Vejam:http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/05/26/lancado-onibus-movido-hidrogenio-que-nao-polui-nem-faz-barulho-916693334.asp


Vitória dos cidadãos
Escrito por CRISTOVAM BUARQUE *

Desde 1986, o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso reúne no BNDES um grupo de pessoas para debater temas de importância nacional. Nesta semana, o Fórum Nacional realizou a sua 22a sessão.

Reunir pensadores ao longo de 24 anos é um feito. Debater de maneira aberta, sem preconceito, ouvindo todas as ideias, é um mérito do Fórum Nacional. Mérito ainda maior é preencher o vazio de ideias e propostas que caracteriza o Brasil atual.

Esta semana, o Fórum reuniu diversas pessoas para debater formas de fortalecer as instituições políticas do país. Uma das mesas foi sobre a modernização do Congresso.

Uma observação nessa mesa foi afirmar que o Brasil tem o Congresso mais moderno do mundo, do ponto de vista técnico. Tem rádio, TV, computadores em rede, prédio confortável, jornal, profissionais competentes.

A outra mostra que o Congresso está atrasado do ponto de vista eleitoral, político e ético.

Durante o debate foram apresentadas sugestões concretas de como fazer essa modernização: proibição de mais de uma reeleição consecutiva; redução da duração do mandato de senador; possibilidade de candidatura independente de partido; divulgação on-line de todos os gastos do exercício do mandato; realização de sessões plenárias em todos os dias úteis ao longo de três semanas, reservando uma semana por mês para visitas às bases eleitorais; perda do mandato para parlamentares nomeados para cargos no Executivo; criação de comissão permanente de inquérito e de comissões especiais provisórias para enfrentar os grandes problemas nacionais; obrigatoriedade do cumprimento dos mandatos de prefeitos, governadores e presidentes até o final, impedindo-os de disputar eleição para o período seguinte; declaração de “moratória partidária” por seis meses para permitir a reorganização dos partidos como forma de dar-lhes mais identidade; campanhas eleitorais apenas com recursos de fundo público; programa eleitoral gratuito limitado às falas dos candidatos; caracterizar como quebra de decoro o uso de serviços privados de saúde e educação por parlamentares e seus familiares; submeter todas as declarações dos eleitos à fiscalização da “malha fina” da Receita Federal; proibir alianças eleitorais para cargos executivos no primeiro turno; separar as eleições federais das estaduais; substituir o título de “deputado” por “representante do eleitor”.

Mas a grande modernização será entender, aproveitar e submeter o Congresso às possibilidades de interação com a “praça virtual” onde a “população está se reunindo”, por meio de e-mails, twitters, blogs etc. A votação da Lei Ficha Limpa na quartafeira foi uma vitória da ética na política.

Ainda maior foi o exemplo de como o poder direto do povo consegue hoje penetrar, pressionar, conduzir os parlamentares. Foram milhões de assinaturas e dezenas de milhões de mensagens que conduziram o Congresso a decidir conforme a população queria e não apenas conforme os desejos e os temores dos parlamentares.

Por meses, o Brasil esteve nas ruas e praças virtuais.
A grande modernização da atividade congressual está na utilização dos modernos meios e técnicas de informática para tomar as decisões que o país precisa, sem abrir mão da reflexão que o Congresso permite.

Obviamente, esta modernização exige uma revolução educacional que incorpore toda a população no acesso aos meios de comunicação.Se a democracia assegura, e até obriga, acesso de todos à urna, a nova democracia participativa exige que todos tenham acesso aos equipamentos de informática, tanto dispondo deles, como sabendo usá-los.

É, portanto, na revolução educacional que está a chave da modernização política. Até lá, porém, cabe ao Congresso abrir-se ao contato com os “cidanautas” - cidadãos internautas - e, sobretudo, que defina políticas que ampliem o número destes novos cidadãos e aos assuntos de suas preocupações. A vitória dos “cidanautas” com o Ficha Limpa precisa ser ampliada para todos os brasileiros e todos os temas que interessam ao Brasil.

* Senador (PDT-DF)

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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