fulinaíma

terça-feira, 20 de julho de 2010

CLANDESTINOS DELIVERY
















“Acho que a literatura cumpriu o seu papel e rito por ser um terreno perverso, tem que estar por entre o abrir e fechar de uma capa...”
Por Anna Carvalho*

O meu exemplar de “Clandestinos” chegou à minha casa, e tal qual grandes anarquistas, Fernanda e Frederico não me deixaram dormir. Fernanda lépida rodando na minha sala, palco do transe dela, diante da minha cama, tão matinal como o café da manhã na Sodoma diária do preto no branco. E Frederico mais comedido porque a sua dor era compulsiva e um lenitivo para que mais dores chegassem, um suicida em potencial, verdadeira delonga de sentidos, dessas almas relâmpago que passam pela vida e não conseguem ficar em realidade compacta e leviana, formatada, de esferográficas, calculadora e contas no final do mês, via a lépida como um curumim pedindo passagem para estar comigo blindada da estada como escritora.

E eu senti medo.

Sorriram para mim, hoje, professora de quarenta anos que via inconteste o livro tal qual um bumerangue voltar real, inconclusivo, anarquista, verborrágico, ver um filho saltitar sem qualquer egoísmo ou hedonismo diante das suas verdades que de tão verdadeiras saltaram das mentes em transe de Anna Carvalho e Elenilson Nascimento, penso na minha vida de agenda programática: será que quem pegar em “Clandestinos” vai saber se defender de tamanha compulsividade pela ruptura do tédio, da dor de entrar na Sodoma das letras, do coma, das verdades blindadas na sociedade que catapulta aqueles que se ostentam no torpor de enganar a plástica hermética da vida?

Os palavrões, as cenas de sexo, montagem da cara das personagens no ritual cubista, a dor, as poesias, os verbetes, os delírios, o coma, a dor, as mortes, o fim. Fernanda, no meu quarto, olhou a minha vida e viu alguns sonhos realizados e riu para mim, acho que pensando. E ela (Fernanda) preferia o sonho de eu estar por entre os ferros da sua berlinda, me fez brigar com o meu filho de dezessete anos, não é fácil estar com almas tão desalmadas, descrentes, laureadas, cáusticas sem ter o destempero de uma boa negativa, mesmo com todos os meus credos, personagens e ampulheta para voltar do limbo do sonho.

Ter “Clandestinos” nas mãos como algo concreto e refratário é provar que a vida é tolerante, quando o caso sejam verdades. Acho que a literatura cumpriu o seu papel e rito por ser um terreno perverso, tem que estar por entre o abrir e fechar de uma capa, contra capa, pré e pós-escritos, para que as almas que tenham coragem de estar bolinadas em sua existência, ao fecharem o livro, se sintam de novo desamparadas em seus pequenos universos.

* Anna Carvalho é professora de literatura em Salvador e co-autora de Elenilson Nascimento em “Clandestinos” (2010) e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” (2005). Contato: carvalhoanna141@gmail.com
pau de fita
nina rizzi
eu não te amo contra essas santas
que são em ti
marias
isabeis
fátimas
claras
terezinhas
eu te amo a favor de todas as putas
bêbadas em mim
bárbaras
catarinas
anas
joanas
ellenas



Para Uma MeninaCom Uma Flor Na Boca

cada palavra
ou nome
sendo de gente
ou coisa
traz em si
suas nuances
léxicas
sendo Luana
ou Jéssica
sendo paixão
ou fome
sendo cidade
ou surto
ou condição estética

cada palavra
ou nome
traz em si
sua porção poética

dentro da arte
ou fora
na pele
que tens agora
no olho
nas pernas
nas coxas
estando ainda mais dentro
umbigo
intestino útero
mar de desejos
tantos
que a boca
sorrindo implora

ou mesmo
calado o pranto
atormente
teu corpo
e chora

cada palavra
ou nome
é signo
verbo cilada
se queres silêncio
não grito
se queres mistério
não mito
na carne
no sangue
no osso
está a palavra amada
quando queres flor
não espada.
Artur Gomes
para Jéssica Campello Castro
musa da minha cannon


Os mais delicados dirão que não é bem assim, que há taxistas normais. Tudo bem. Mas sei também que os próprios taxistas concordam com o fato de que seus coleguinhas (e são muitos) há muito tempo abusam do que é possível abusar, que é exatamente o regulamento de trânsito e a paciência dos usuários.
Por que? Porque não há nada que os impeça. Nem ética nem polícia. Nem segurança nem respeito ao outro. O que tenho visto (e vocês terão certamente outros exemplos) é a falta de educação generalizada e uma petulância que não aconteceria se o passageiro não fosse, muitas vezes, tomado pelo medo. Pensamos: se ele está fazendo isso e eu reclamar, ele é capaz de fazer pior. E então calamos. E aí ele faz pior porque calamos. Assim é desde que o mundo é mundo.
Para quem não sabe, na semana passada um grupo de taxistas espancou um colega que pretendeu pegar uma passageira no aeroporto do Galeão. Pretendeu, porque seus colegas o ameaçaram, perseguiram-no e deram-lhe uma surra que o deixou desacordado. Os guardas (o vídeo mostrava) olhavam para o corpo do taxista e hesitavam em tomar ou não alguma atitude.

Mas sempre há alguém que vê o que se faz pretensamente escondido.
Por que isso acontece? Porque a polícia não coíbe os abusos, dos quais ela mesma leva a taça.
Ora, se um taxista, que não ganha lá muito bem, pode acordar um irracional dentro de si, isso significa que o monstrinho está lá, e dorme. Mas de vez em quando acorda e distribui um tabefes, no mínimo uns palavrões, sem que nada se faça contra ele.
Agora vejam o caso do goleiro. Pobre, sem educação, sem ninguém que o instrua em relação a valores morais, e pelo visto sem a menor preocupação de instruir-se porque afinal milhões de pessoas nessas condições não resultam nisso. Deu no que deu.
Sabemos que não é só ele que se diverte espancando mulheres. Quando se diz festas, das quais muitos deles participam, trata-se no mínimo de um grupo de pessoas(?).
E o pacto de amizade eterna com seu amiguinho? Isso diz alguma coisa para vocês? Para mim diz muito. Por que um homem odeia tanto as mulheres?
Homens para quem mulher só serve para meter e espancar, capazes de matar e desossar, capazes de "pensar" em matar também a criança - esses homens não são gente. São a deformação do que foram as gentes, são aqueles monstros de que já falava o próprio Fernandinho Beira Mar, criados pelo sistema explorador, que se interessa de tirar dele a única coisa que tem para dar, que é jogar futebol.
O dinheiro lhes dá um nó na cabeça, perdem a consciência, não sabem quem são, e de repente tornam-se onipotentes.
Os jogadores são aqueles guerreiros que entravam na arena para matar ou morrer. E mesmo matando olhavam para os cartolas da época e viam que, entediados, o polegar dos poderosos virava para baixo, sem apelação.
Os taxistas por enquanto estão torcendo nas arquibancadas. Mas tudo indica que gostariam muito de estar na arena. E alguns talvez queiram se tornar goleiros.
Helena Ortiz


Ontem devido ao gosto encontro com a Lilia e Alice Diniz no Rio, lembrei-me da saudade de Brasília, assim como o Brasil, Brasília são muitas, Brasília são tantas quantas toda, assim com Beatriz, mas não saudades da Brasília do Congresso do Senado, muito menos a Brasília dos Dragões da Independência, onde passei inclausurado de 67 para 68, (essa pode explodir que não fará falta nenhuma ao país), mas Brasíla dos Candangos, de Adeilton Lima, Lilia Diniz, Alice, Valéria, Pedro Henrique, Anand Rao, Paco Cac, Maír, Lourenço, Jeanne, Engels, Fernando Freire, esses destemidos seres, e tantos outros, que tentam fazer de Brasília uma cidade movida pela arte


Jornal diz que Mano Menezes deve assumir seleção na segunda-feira
Do UOL Esporte http://www.uol.com.br/

Em São Paulo


Com dificuldades de acertar com Luiz Felipe Scolari, preferido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mas recém-contratado pelo Palmeiras, o técnico Mano Menezes deve assumir a seleção brasileira até a próxima segunda-feira, segundo informou reportagem desta terça-feira do jornal O Globo.

A CBF já havia adiantado que o nome do substituto de Dunga deverá sair até o próximo domingo, por conta do amistoso contra os Estados Unidos marcado para o próximo dia 10 de agosto. Dessa forma, a convocação tem de feita até 26 de julho, exatamente segunda-feira, com o time nacional já sob nova direção.

De acordo com a reportagem, o nome de Mano Menezes ganhou força nos últimos dias e o próprio presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que foi chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, já teria confidenciado a amigos a possibilidade de perder seu treinador para a seleção.

Tido como preferido por muitos cartolas da CBF para ficar com o cargo, Felipão assumiu o Palmeiras na última semana e disse que não tinha recebido qualquer tipo de convite para voltar ao comando do time nacional. Além disso, não estaria disposto a ficar com o cargo para a Copa de 2014 neste momento.

Outra função que está em aberto na entidade é a de coordenador de seleções, depois de Américo Faria ter sido demitido na última semana. O mais cotado para o emprego é Carlos Alberto Parreira, que voltou ao Brasil depois de comandar a seleção da África do Sul no Mundial deste ano, quando caiu ainda na primeira fase.




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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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