domingo, 18 de julho de 2010

índios fulni-ô no rio de janeiro

Amigos no próximo sábado 24 as 16 horas, estarei recebendo em minha casa dois índios representantes da tribo Fulni-ô. Praia do Flamengo 186/306 esquina com Machado de Assis.
Eles farão uma palestra sobre sua cultura e tradição e também vão expor seus belíssimos artesanatos. A razão desse encontro é contribuir para a sobrevivência da tribo, uma vez que tudo é repartido entre eles que vivem o real sentido de comunidade. Para participar pedimos a colaboração no valor de R$15,00 que é para ajudar nas despesas de viagem e alimentação deles durante a estadia no Rio.

Além disso, eles estarão também atendendo a partir de segunda-feira - individualmente aqueles que quiserem fazer uma pajelança ou limpeza espiritual em suas casas dentro da visão Fulni-ô.

Para confirmar sua presença no sábado me envie um email, para marcar hora individual com eles telefone para : 31589142 ou 78908160 (Nanci).

É fundamental confirmar a presença devido ao espaço e para para se for preciso marcamos mais de uma reunião.

Abaixo um texto de Diogo Franco sobre a tribo Fulni-ô e seu universo.
Agradeço a todos que puderem repassar o email para a lista de amigos.

abraços
Margareth Bravo

Os índios Fulni-ô residem no município de Águas Belas, Estado de Pernambuco. “A vida dos Fulni-ô transcorre em duas aldeias. Uma delas localiza-se junto à cidade de Águas Belas. A outra é o lugar sagrado do ritual do Ouricuri, onde se estabelecem nos meses de setembro a novembro”. Ouricuri significa “segredo” e neste local só entram índios Fulni-ô e neste período não existe contato nenhum com o “homem-branco”.

Hoje em dia todos os índios Fulni-ô falam o português, mas também não deixam de falar sua língua materna o Iatê entre eles, tanto os mais velhos como os jovens que também ensinam seus filhos desde cedo.

Composta por quase 7 mil índios, dividi-se em pequenos grupos para viajar pelo Brasil levando sua cultura. Apresentando-se em diversos locais diferenciados, aproximam o “homem-branco” que vive em cidades urbanizadas com a natureza a qual eles respeitam e cultuam diariamente.
Apresentam um universo diferente do cotidiano das grandes cidades, com seus cantos, danças, trajes, curso de ervas e debates a respeito de sua cultura e da natureza.

Acreditam e desejam que por onde passam levam o bem e a conscientização às pessoas de que os povos indígenas têm muito que ensinar sobre seus costumes, a todos que desejem conhecer um pouco mais sobre a diversidade do nosso país tendo um contato mais próximo com os mais antigos habitantes que aqui já residiam antes da chegada de outros povos.

Apesar da proximidade com o “homem-branco”, o que hoje em dia é inevitável, apesar de já terem também em seu cotidiano muita coisa que a civilização os obrigou a incorporar, eles querem simplesmente mostrar que suas tradições mais antigas ainda sobrevivem, no canto, na dança, na espiritualidade, em sua língua materna “Iatê” e no coração e na alma de cada índio Fulni-ô que ama realmente a nossa natureza.

Diogo Franco
http://procuromeublog.blogspot.com/

Um comentário:

Suzana disse...

Muito boa a sua intenção em divulgar a cultura dos índios fulniôs. Sou filha de um índio fulniô, nasci e cresci longe da aldeia, mas meu pai teve o cuidado de transmitir um pouco da cultura deles, sobretudo, através do ensino da língua. É muito importante preservar a cultura e hoje entendo o quanto isso foi importante na minha formação.

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná