fulinaíma

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Corrupção na imprensa: noticiário lobista na privatização das Teles, em causa própria "



"A imprensa está muito favorável, com editoriais", diz Mendonça de Barros.
"Está demais, né?", diz FHC em tom de brincadeira. "Estão exagerando, até."
Diálogo telefônico durante as negociatas prévias à privatização das teles em 1998 entre FHC e o então ministro das comunicações, Mendonça de Barros (PSDB, levado para governo por indicação de José Serra.
O diálogo completo acima pode ser lido aqui, nos arquivos de Carta Capital.
Por quê a imprensa estava até "exagerando" nos editoriais e na cobertura do noticiário na privataria das teles, em 1998?
Os "impolutos" lobistas da família Mesquita, do Estadão, saíram do processo sócios da empresa de telefonia celular BCP (atualmente comprada pela Claro), na região Metropolina de São Paulo, com o Grupo OESP (Estadão) participando com 6% do consórcio:
Banco Safra (44%) Bell South - EUA (44%) OESP (6%) Splice (6%)
O lobby dos Mesquita junto com lobby da família Sirotsky (Grupo gaúcho RBS) pela privataria, também resultou em 6% e 7% de participação de cada grupo, no consórcio BSE (Estados do Nordeste à exceção da BA e SE):
Banco Safra (40,5%); OESP (6%); Splice (6%); RBS (7%)
Os "impolutos" lobistas da família Frias, mais cautelosos, saíram do processo com opção compra de 5%, do consórcio Avantel Comunicações (disputava telefonia celular no interior do estado de SP), que ficou em 2º lugar no leilão, mas ganhou com a desclassificação do 1º (Consócio Tess), mas o Avantel acabou desistindo em fins de 1998:
Air Touch - EUA (25%); Stelar (25%); Camargo Correa (25%); Unibanco(25%); Jornal Folha de São Paulo (opção de compra de 5%)
Opção de compra significa que se o Grupo Folha achasse o negócio bom depois de algum tempo, poderia exercer o direito de ser sócio de 5%. Se não achasse o negócio bom o suficiente, não compraria os 5%, não correndo nenhum risco.
Os "impolutos" lobistas da família Marinho (Globopar), participaram do consórcio TT2, que disputava a telefonia celular nas áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo:
Globopar (40%); ATT - EUA (37%); Bradesco (20%); Stet - Itália (3%)
O consórcio acima perdeu o leilão para o Grupo Telefonica da Espanha, mas a família Marinho não ficou no sereno. Ganharam com o consórcio Vicunha Telecomunicações, a telefonia celular na Bahia e Sergipe:
Stet - Itália (44%); Grupo Vicunha (37%); Globopar e Bradesco (20%)

Informações na pág. 70 (figura acima) do estudo "INVESTIMENTO E PRIVATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL: DOIS VETORES DA MESMA ESTRATÉGIA".
É fácil entender porque o Estadão declara apoio a José Serra (PSDB) no seu editorial de hoje.
Leia também:
- Corrupção na Imprensa: Grupo Estadão teve contrato prorrogado sem licitação no governo tucano
- Corrupção na imprensa paulista: esconderam as milionárias transações de Marcos Valério com a TELESP em 1997 Enviar por email Por: Zé Augusto

Nenhum comentário:

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná