segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Desinformar e manipular até a morte:

o papel menor da imprensa conservadora

"Classe C cresce e já engloba maioria dos brasileiros, indica estudo"

"Equilíbrio entre governo e mercado é sucesso no Brasil, diz economista-chefe da OCDE"

O silêncio escandaloso da grande imprensa brasileira para tentar esconder fatos de alta relevância por conta da mesquinhez de suas escolhas políticas-eleitorais, é tentar tapar o sol com a peneira, é desinformar as pessoas, mas a blogosfera faz o dever de casa e informa.

Não informar as pessoas sobre tais fatos, é fazer o jogo político por baixo, pela parcialidade promíscua de quem joga o jogo ao lado da oposição. O fato relevante deve ser repercutido e divulgado, seja ele bom ou ruim para o governo, mas as editorias dos grandes títulos da imprensa só escolhem repercutir os dados negativos, por menores que sejam, ou desfazer de qualquer boa notícia que exista, por maior que seja.

Talvez aí esteja uma das maiores fragilidades da imprensa conservadora: a incapacidade, mesmo tomando partido, de repercutir o fato, informar, sem manipular. Fazendo o jogo rasteiro, demonstram com clareza às pessoas a má vontade em difundir informações que interessam ao público em geral e elas já percebem essa manobra, pesquisas recentes já demonstraram a desconfiança do público com a mídia.

A imprensa internacional parece cobrir melhor o que acontece no país do que os representantes brasileiros da imprensa conservadora e partidária.

Pois bem a BBC Brasil noticiou que, segundo a FGV, "um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado nesta semana indica que, com a adesão de 29 milhões de membros entre 2003 e 2009, a classe C passou no ano passado a representar mais da metade (50,5%) da população brasileira e ultrapassou as classes A e B em poder de compra." Irrelevante, não?

Leia a íntegra aqui: http://palavras-diversas.blogspot.com/


CONCEIÇÃO ESPECIFICA SERRA

"Do ponto de vista da operação fiscal, o Serra é ortodoxo, e isso é ruim. Ele quer acelerar a contração do gasto público. No fundo, ele não leva a sério as políticas de bem-estar social, a universalização da educação, da saúde, que tornaram o Orçamento mais pesado. Se cortar, não se pode fazer nada de política universal, tem que ficar só com política para pobre.

Mas não há dúvida de que o Serra também é desenvolvimentista do ponto de vista industrial. O problema dele são os programas sociais, o aumento da Previdência, do salário mínimo, todas as medidas de alcance social mais profundo que o Lula tomou. Desindustrialização houve no governo deles, do Fernando Henrique, com uma política de câmbio completamente irresponsável, uma taxa de juros alta, que começou a afrouxar a partir do segundo mandato.

O problema de agora é que, com a crise mundial, o dólar desvalorizou e todas as moedas valorizaram, exceto a moeda chinesa, que está amarrada ao dólar e controlada, com controle de capitais. O resto foi para o diabo.

Agora é um problema de valorização e isso não afeta as exportações. Isso afeta as importações, que estão disparando. A gente não sabe se estão disparando como reação apenas ao câmbio ou à recuperação da economia. Eu acho que são os dois. A indústria sofreu um abalo em 2009, e neste ano recuperou com muita força. Agora está desacelerando. Tem que estar sempre avaliando..."

(Maria da Conceição Tavares; Folha; 12-09) Direto da Carta Maior http://www.cartamaior.com.br/


Serra se sai mal em debate e perde eleitores

Do Blog da Cidadania http://www.blogcidadania.com.br/

O debate entre os candidatos a presidente levado ao ar pela RedeTV! na noite de ontem teve um grande perdedor e uma grande surpresa. O perdedor foi José Serra e a surpresa ficou por conta de Dilma Rousseff.

A postura de Serra de usar o debate para acusar e insultar uma adversária que o vence por larga margem nas pesquisas foi mal recebida pelo público, como será demonstrado adiante, mas o prejuízo maior do tucano ocorreu quando ele respondeu a questão da jornalista da RedeTV! Patrícia Zorzan.

Abaixo, a transcrição da pergunta e, em seguida, da resposta:

Patrícia Zorzan – Candidato, o senhor tem criticado o presidente Lula com freqüência, dizendo que ele promoveu o inchaço da máquina pública, o aparelhamento do Estado, que passou a mão na cabeça de políticos acusados de corrupção e que, também, foi contra os direitos humanos quando se aproximou do presidente do Irã e quando criticou os presos políticos de Cuba. Em compensação, o senhor usou a imagem do presidente no horário eleitoral gratuito dizendo que ele era um homem de experiência, de história, fazendo uma clara comparação com a sua própria biografia.
Enfim, na avaliação do senhor, quem é o presidente Lula, um estadista ou um mau presidente?

José Serra – Olha, o Lula é o presidente da República, atualmente. É um personagem muito importante no cenário político e no cenário eleitoral brasileiro. Aliás, ele mesmo se jogou, está se jogando de corpo e alma na eleição. Escolheu uma candidata e está se jogando de corpo e alma na eleição. É um fato político a atuação, a presença do presidente Lula.
Eu não sou – e nunca fui – de ter… Considerar oposição… Eh… Como inimiga, e nem fui, nunca, da estratégia do quanto pior, melhor – que, aliás, sempre foi uma especialidade… eh… do PT, em toda a sua história.

Agora, tem sentido se tem o Lula, normalmente. É um homem que tem experiência…. Eh… É um homem que, que viveu bastante – não é? Que tem história… Eh… Que… Eh… Disputou muitas eleições… Fez-se o paralelo comigo mesmo, que também fiz isso. Eu não fiz um juízo de valor a respeito do Lula. Isso foram cinco segundos… Eh… Exatamente. A partir daí, se criou doutrina de que o Lula tava todo dia no meu programa…
Poderia até estar, se fosse necessário. Mas eu não creio que seria o caso.
No… Ainda mais, a meu respeito… Eh… Eu tenho uma vida que é conhecida, né? Aquilo que eu fiz é conhecido. Eu não preciso que ninguém venha dizer o que eu fiz ou esconder o que eu deixei de fazer. Nenhuma… Eh… Momento da minha vida está guardado ou escondido…

Já a surpresa do evento ficou por conta de Dilma. Impressionou a forma como ela evoluiu. A resposta que deu ao adversário tucano, chamando-o de caluniador, ou quando, convidada por Plínio de Arruda Sampaio a fazer um pacto com ele sobre a Educação, respondeu que se tivesse que fazer algum pacto não seria com o adversário, mas com a população, foram pontos que revelaram um progresso impressionante da petista em relação aos primeiros debates dos quais participou.

Como evidência do grande prejuízo que Serra colheu do debate, basta reproduzir dados veiculados em matéria da Folha de São Paulo de hoje que dão conta do resultado de pesquisa qualitativa feita pela emissora com uma platéia de 25 eleitores indecisos durante o desenrolar do programa.

Dilma começou o debate com quatro eleitores e terminou com dez; Serra, começou com quatro e terminou com três. O que provocou resultado tão ruim para ele pode ter sido a resposta que deu à questão do uso da imagem de Lula em seu programa.

Se o efeito dessa pesquisa qualitativa se reproduzir no eleitorado em geral, não será surpresa se o candidato tucano vier a perder para Marina Silva a segunda colocação no pleito. Até porque, a distância entre eles se reduziu drasticamente, nas últimas semanas.


Perder a eleição sem perder a vergonha

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Correio Braziliense

Nas eleições, chega uma hora em que todos os candidatos, menos um, tomam consciência que vão perder (ou que já perderam). Há casos em que a disputa permanece acirrada até a véspera e ninguém é obrigado a fazer essa difícil admissão. São mais numerosas, no entanto, as que logo se afunilam e se resolvem cedo.

Os políticos sempre entram nas eleições esperando ganhar, mesmo quando sabem que suas chances são mínimas. Existem os que participam apenas para defender posição ou divulgar as plataformas de seus partidos, mas são raros. Também há os exibicionistas, cuja única intenção é usufruir o prazer de se ver na televisão. Esses não contam.

Depois que as campanhas começam, a expectativa de vitória costuma tornar-se certeza. Por menores que sejam, os candidatos vão se convencendo que suas possibilidades são grandes.

Talvez porque convivam principalmente com seguidores e áulicos, talvez porque confundam a boa educação dos cidadãos para com eles, fantasiando que uma simples cordialidade traduza apoio. Mas é certo que, a alturas tantas, todos achem que vão ganhar.

Ao contrário do que se poderia imaginar, as pesquisas eleitorais não mudam sua opinião. Não é por estar lá atrás e haver outros mais bem situados que eles pensam com mais cautela. Todos têm vários exemplos para citar, de políticos que começaram mal nas pesquisas e terminaram ganhando.

A constatação de que uma derrota é iminente é especialmente complicada para os candidatos maiores, dos grandes partidos. Ainda mais se estiveram na liderança das pesquisas.

Agora, por exemplo. O que deve fazer um candidato como José Serra? Como deve se comportar nos 20 dias finais desta eleição?

A imensa frente que todas as pesquisas dão a Dilma poderia ser desconsiderada. Afinal, pesquisa é pesquisa e não é eleição. Mas, será que ele não percebe de outras formas que sua chance de vencer é remota? Será que não vê isso no olhar até de seus seguidores mais fiéis?

Ninguém gosta de chegar à conclusão que um projeto acalentado há muito tempo não vai dar certo, antes que a inevitabilidade se imponha. Não faz parte do senso comum a expressão "a esperança é a última que morre"? Que, enquanto há vida, não se deve renunciar a ela?

O problema é que, quase sempre, esses momentos levam as pessoas a gestos extremos, nos quais não se reconheceriam em condições normais. O ateu vira crente, o racional vira místico, o sério pode ficar ridículo. O arrependimento por essas guinadas costuma ser grande.

Na política, encruzilhadas desse tipo são ainda mais perigosas. A caminho da derrota, o candidato se isola cada vez mais, começa a ouvir apenas os assessores que o aconselham a fazer de tudo, a tentar qualquer coisa. A usar de qualquer recurso e não admitir o insucesso.

Nessa hora, os candidatos deveriam parar de pensar no que ainda resta a fazer, no esforço inútil de reverter uma situação sem perspectiva, e olhar para frente. Perder e ganhar são parte da vida de quem opta por uma carreira política. Ganhar é sempre melhor, mas perder mal é muito pior que saber perder.

Tanto Serra, quanto as oposições, precisam pensar no que vão fazer nos últimos 20 dias destas eleições. Podem continuar no rumo em que estão, tentando tudo (e mais alguma coisa) para mudar o desfecho que todos antecipam. Podem continuar a fazer como fizeram desde o ano passado, quando embarcaram na canoa que os trouxe até aqui.

fonte: O Esquerdopata http://esquerdopata.blogspot.com/


Empresa acusada em reportagem da Veja nega existência de contrato

Direto do www.viomundo.com.br

Curioso, isso. A reportagem-denúncia da revista Veja contra Erenice Guerra, que analisarei com maior cuidado nas próximas horas, tem como espinha-dorsal a publicação de um contrato. Teria acontecido no fechamento dele o pagamento de propina.
Porém, a empresa Via Net nega a existência do contrato reproduzido pela revista:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
VIA NET EXPRESS TRANSPORTES LTDA, empresa de direito privado inscrita no CNPJ 02.701.816/0001-78, por seu advogado abaixo subscrito, vem esclarecer o que segue:

Em reportagem veiculada pela Revista Veja e demais meios de comunicação, a empresa Via Net Express Transportes Ltda é citada em reportagens que circularam nesse fim de semana.

Cumpre esclarecer que o sr. Fabio Baracat nunca foi sócio, procurador ou gestor, e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa, fatos esses que podem facilmente ser comprovados.

A Via Net Express não conhece o contrato apresentado na reportagem, não assinou esse suposto contrato, não conhece a Capital Assessoria, não conhece seus sócios, nunca manteve qualquer contato e qualquer tipo de relação comercial com a mesma.

Por fim cumpre informar que a Via Net Express não possui nenhum tipo de contrato de prestação de serviços com o Correio, nem compra serviços de tranpostre aéreo nas aeronaves do Correio.

Para os transportes das mercadorias dos clientes da Via Net Express, esta utiliza as ofertas das cias aéreas disponíveis no mercado.

A Via Net Express, diante de todos esses fatos e principalmente das publicações envolvendo o seu nome buscará os esclarecimentos necessários, para em seguida adotar as medidas judiciais cabiveis.

São Paulo, 12 de setembro de 2010
Via Net Express Transportes Ltda.
Marcos Paulo Baronti de Souza

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