fulinaíma

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Direto do http://palavras-diversas.blogspot.com

O curto prazo de validade dos "fatos" denunciados pelo P.I.G. : Sábado a terça-feira
Anteontem em um evento sobre os caminhos da blogosfera e a sua consolidação como imprensa alternativa, Mauro Santayana, em determinado momento respondeu quando perguntado sobre as tentativas golpistas da imprensa conservadora:
"Se a imprensa tivesse força para dar o golpe, teria força para fazer o Serra subir nas pesquisas".

Entendo que esta resposta explicite, afora qualquer análise acerca da credibilidade e persuasão em massa diminuídas dos grandes órgãos de imprensa, em outro ponto de vista, Santayana, talvez, queira ter expressado que: mesmo a imprensa ainda possuindo um "poder de fogo" inegável, toda a sua energia na confecção de manchetes e reportagens estridentes sobre conteúdos vazios, mas repletos de dizeres políticos parciais nas suas entrelinhas, o resultado prático de todo esse circo midiático do denuncismo é que Serra, apesar de não conseguir subir nas pesquisas, também não cai mais, oscila nas margens de erro, pontos para cima e pontos para baixo, tal como ocorre com Dilma, cada um em seus distintos patamares de popularidade.

Quero dizer com isso que, por causa de todo esforço que Veja, Época, JN, O Globo, Estadão e FSP, Serra ainda não está na lona, ainda respira com a ajuda dos aparelhos midiáticos.
Não tenho como afirmar se a estratégia seja mesmo essa: mantê-lo vivo na disputa, mesmo artificialmente, amparado pelas manchetes sensacionalistas e partidárias da imprensa amiga conservadora.

Dei-me o trabalho de analisar os quadros do tracking Vox Populi- Band-Ig e percebi que nas duas últimas semanas, quando a artilharia tornou-se mais pesada por parte da imprensa contra Dilma, Lula e o PT, o esquema parece desenrolar-se assim:
começa no sábado, com as capas de Veja e Época, multiplicadas pela repercussão do horário político de Serra no rádio e na TV, pela reportagens do JN sobre o publicado nas revistas semanais.
Domingo os grandes jornais continuam a repercussão, geralmente com a adição de "novas informações" sobre o fato, com uso de gráficos e fluxogramas ilustrando os casos.
Segunda-feira a repercussão ainda não se esgota e mais matérias são lançadas para refrescar a memória do (e)leitor nos jornais de maior circulação do país e o fim da repercussão do que foi lançado no sábado, se esgota no horário político de Serra na terça-feira.
Ou seja, de sábado a terça-feira a quantidade de notícias divulgadas, repercutidas e multiplicadas em seu alcance é impressionante, todas negativas e com imenso potencial (talvez único) para exploração eleitoral.

Pois bem, observando os dois quadros abaixo, do Tracking Vox Populi, percebe-se que a trajetória de Dilma tende a cair um ou dois pontos por conta da avalanche de notícias negativas despejadas na cabeça do eleitor sobre ela, sua campanha e sobre o governo, a repercussão na pesquisa começa segunda-feira e prossegue até quarta feira. Ocorre que os números se referem sempre ao pesquisado no dia anterior, e como domingo e segunda-feira são os dias em que a exploração das notícias já alcançou o seu ápice, a linha de Dilma fica descendente nos dias seguintes, reparem nos trechos destacados:

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