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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A queda nas vendas de O Globo e Extra: sinais da crise do grupo InfoGlobo

O Carioca já descobriu há muito tempo: O Globo bom é o biscoito de polvilho...

A crise na queda de audiência que a Globo enfrenta em seus maiores produtos televisivos: jornalismo, novelas e o pacote dominical, perdendo inclusive em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, para sua principal concorrente, conforme mostra o post abaixo, não parece ser o único ou o maior de seus problemas.

Os percalços do grupo vão além da queda da audiência na TV. O Jornal O Globo, um dos maiores patrimônios do grupo empresarial, enfrentou queda significativa na circulação diária, acompanhado também pelo exemplar popular "Extra". 2009 representou um ano de forte recuo nas vendas destes dois jornais: o popular e o "quality paper".

A circulação de O Globo caiu 8,6% e a do Extra 13,7%, bem verdade que a crise econômica mundial influenciou tais números, mas o fato relevante é que a queda dos dois títulos foi muito acima da média nacional: 3,46%.

A popularaização do uso da internet nos lares brasileiros, conforme foi confirmado pelo PNAD 2009 divulgado pelo IBGE, ajudou a aprofundar ainda mais a crise dos jornais impressos, o que vem sendo observado desde o início dos anos 2000. O que explica facilmente a posição radicalmente contrária dos grandes grupos de comunicação ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), criado pelo governo para universalizar o acesso a internet rápida. Com a fragmentação das mídias, a diversificação dos conteúdos, entrada de mais players no ofício de informar, entreter e debater, a crise desses grupos pode se tornar ainda maior em um curto espaço de tempo.

Apesar de 2010 apresentar recuperação nas vendas dos jornais da família Marinho, a trilha parece ser a de declínio, acima da média dos títulos nacionais deste tipo de mídia. A forte segmentação conservadora que O Globo vem adotando em sua linha editorial, criou um abismo quase que intransponível para alcançar o leitor que não compra as suas brigas ou assimila seus discursos parciais: a nova classe média. O Globo parece fadado apenas a repercutir suas teses em um nicho de leitores conservadores, ou, oportunamente, transmitir as opiniões destes leitores em suas páginas: um ciclo vicioso e pouco promissor.

fonte: http://palavras-diversas.blogspot.com/


Barão de Itararé lança gibi em defesa da Banda Larga

“Eu também quero internet com Banda Larga!” Este é o título do gibi que o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé está lançando com o objetivo de ampliar o debate e a mobilização para garantir o direito ao acesso à internet de alta velocidade.

A luta pela banda larga para todos faz parte da luta pela democratização dos meios da comunicação. O gibi procura mostrar que o direito à comunicação e, portanto o direito à Banda Larga depende da ação direta do Estado na garantia dessa oferta através de políticas públicas de inclusão digital, fomento econômico e regulamenta do mercado.

Apresenta, como a principal iniciativa em curso nesse campo, o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL, que define metas e responsabilidades para massificar a internet no Brasil até 2014. Tudo isso numa linguagem leve e acessível para todos os públicos.

“A ideia de fazer um gibi partiu da necessidade de transformar um debate técnico — cheio de termos complicados, como infraestrutura de backhaul e backbone — em uma discussão acessível. Muitas vezes, as discussões sobre comunicação ficam restritas a círculos de especialistas em razão dos aspectos técnicos. Mas a discussão sobre o acesso à banda larga e o direito à comunicação é, antes de tudo, um debate político que interessa e atinge a todos”, diz Renata Mielli, secretária geral do Centro de Estudos Barão de Itararé e responsável pela elaboração do gibi.

O gibi já está disponível e será distribuído inicialmente em escolas e universidades. Sua produção foi uma parceria entre o Barão de Itararé e entidades do movimento sindical – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e

Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid).
ara saber mais ou adquirir o gibi, entre em contato através do site http://www.baraodeitarare.org.br/ ou do e-mail contato@baraodeitarare.org.br
ou com Danielle Penha no telefone (11) 30541829.


Marcos Coimbra: A “bomba” contra Dilma teve impacto nulo
A “bomba” contra Dilma teve impacto nulo
08 de Setembro de 2010
Por Marcos Coimbra*

No Correio Braziliense, reproduzido pelo DIAP

Quem, nas duas últimas semanas, leu os colunistas dos “grandes jornais” (os três maiores de São Paulo e Rio) deve ter notado a insistência com que falaram (ou deixaram implícito) que as eleições presidenciais não estavam definidas.

Contrariando o que as pesquisas mostravam (a avassaladora dianteira de Dilma), fizeram quase um coro de que “nada era definitivo”, pois fatos novos poderiam alterar o cenário.

Talvez imaginassem (desconfiassem, soubessem) que uma “bomba” iria explodir. Tão poderosa que mudaria tudo. De favorita inconteste, Dilma (quem sabe?) desmoronaria, viraria poeira.

Veio o fato novo: o “escândalo da Receita”. Durante dias, foi a única manchete dos três jornais. É muito? Certamente que sim, mas é pouco, em comparação ao auxílio luxuoso da principal emissora de televisão do país.

Fazia tempo que um evento do mundo político não ganhava tanto destaque em seus telejornais. Houve noites em que recebeu mais de 10 minutos de cobertura (com direito a ser tratado com o tom circunspecto que seus apresentadores dedicam aos “assuntos graves”).

Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.
Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.

Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.

Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.

Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante.

O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?

A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do Estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?

Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?

Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas:

1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais;

2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.

O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.

No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.

Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém.

(*) Sociólogo, é presidente do Instituto Vox Populi

fonte: www.viomundo.com.br

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