quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O terrorismo difuso. PT não vai reagir?

Por Rodrigo Vianna* by Carta Capital

Enquanto alguns no PT comemoram o Vox Populi, Serra já contra-ataca
Vamos deixar claro: essa é a eleição dos movimentos subterrâneos, não captados pelas pesquisas. No primeiro turno, o PT acreditou nas “qualis” e na “eleição decidida”. Os boatos moveram a montanha e levaram Serra (com a mãozinha verde de Marina) para o segundo turno.
Agora, as pesquisas refletem o bom momento de Dilma, que mudou a pauta semana passada (trouxe à tona Paulo Preto, privatizações e a onda de baixarias).

Só que já há uma nova onda, que pode ter reflexos nas pesquisas da semana que vem: é o terrorismo difuso! Ele vem na forma de panfletos (distribuídos de porta em porta nas áreas mais pobres do Nordeste), com afirmações maldosas sobre a vida sexual de Dilma; e vem, também, na forma de um gigantesco esquema de telemarketing.

No Escrevinhador, já noticiei esse fato aqui.

De ontem, pra hoje, recebi – via twitter e também no blog – dezenas de mensagens de pessoas que receberam ligações. É o telemarketing das sombras em ação.

Alguns exemplos:- PaulaBeiro @rvianna Hj ligaram aqui para casa (Goiânia) com gravação contra Dilma.
- @Eleitor_2010 Eu achava q o tal telefonema do PSDB falando da Dilma era lenda! Olha o número aí! Acabei d atender: http://twitpic.com/2z1b89

Esse último link traz a foto do bina, com o número que disparou a ligação das trevas.
Porto Alegre parece ter sido a cidade mais bombardeada, nas últimas 24 horas.
Vários leitores (alguns pedem sigilo) informam ter recebido a ligação de um outro número, de São Paulo: (11) 3511-1700. Liguei para lá. Uma mensagem informa que o o telefone “está programado pelo assinante para não receber ligações”.

Com ajuda do tuiteiro “páginadois”, descobrimos o nome da empresa que está autorizada pela Anatel a prestar esse tipo de serviço. A empresa fica no bairro do Paraíso, em São Paulo. Levantamos todos os dados: endereço, sócios etc. Preservamos o nome da empresa porque – aparentemente – é apenas uma prestadora de serviço.

Pode ter sido contratada para dar suporte à central de telemarketing – mas sem responsabilidade pelo conteúdo. Basta à campanha de Dilma acionar a PF e o MPE, para saber quem contratou a empresa. É algo que pode ser feito rapidamente.

O que pode ser feito também: quem receber a ligação deve tentar gravá-la. Várias secretárias eletrônicas têm esse serviço!

Há mais números de telefone, e nomes de outras empresas de telefonia. Marco Aurelio Weissheimer, do RS Urgente, também está investigando o assunto.

Mas a campanha do terror difuso não se restringe ao telemarketing.
- Há os panfletos religiosos (alguns apreendidos, mas milhares de outros sendo produzidos e estocados). Estamos checando nesse momento a denúncia de uma outra gráfica com panfletos contra Dilma.

- Ao mesmo tempo, surgem em São Paulo faixas como a que reproduzo abaixo.
Pelo twitter, comentaristas dizem que militantes pró-Dilma já teriam ido ao local e retirado as faixas -http://twitpic.com/2z177k.

São apenas alguns exemplos do que será a campanha até dia 31. Quem acredita em eleição já definida não conhece o “Coiso”. Botou na cabeça que deve ser o próximo presidente. Se tiver que criar um clima de conflagração pra isso, vai criar!

Pode-se esperar qualquer coisa até o dia da eleição.

*Matéria originalmente publicada em O Escrevinhador


Manifesto dos jornalistas em apoio a Dilma

Reproduzo a manifesto "em defesa de um modelo democrático para a comunicação no Brasil", que está coletando adesão dos jornalistas:

O Brasil vive um momento de decisão nacional em que os meios de comunicação tradicionais assumem mais uma vez o papel de partido político e se alinham a um candidato, que se declara claramente contra qualquer movimento que proponha a democratização da comunicação no país.

Com o objetivo de garantir seu espaço hegemônico num mercado que se abre para novos atores, os empresários da mídia insistem em demonizar aqueles que defendem o avanço democrático nesse campo.

No cenário eleitoral, dois projetos antagonistas estão em disputa. Um deles representaa a política de desregulamentação e a manutenção da concentração e verticalizaçãodos meios de comunicação. O outro acolhe as propostas históricas da sociedade em relação à democratização da comunicação no Brasil com dois grandes marcos já estabelecidos: a criação de uma rede pública de comunicação e a realização da 1º Conferência Nacional de Comunicação – Confecom. Além de iniciar a implantação da rede universal de banda larga no país.

O processo de democratização da comunicação está em curso e não pode ser interrompido por uma minoria que enxerga a mídia apenas como um negócio. A liderança deve permanecer com aqueles que tratam a comunicação como um direito social focado no interesse público.

O governo que surgirá das urnas nesse segundo turno precisa garantir a continuidade desse processo e deve se comprometer com a evolução política institucional do setor. A participação pública nesse campo é essencial e um modelo democrático de comunicação necessário.

Considerando a história política de cada candidato e os recentes debates públicos e manifestações programáticas dos partidos envolvidos na disputa eleitoral, os jornalistas, estudantes de comunicação e demais cidadãos abaixo assinados, preocupados com o tema, proclamam seu apoio à candidata Dilma Rousseff por entender que, em seu governo, será garantido o espaço democrático para o debate sobre a comunicação.


Mais folhetos anti-PT têm até lista de candidatos vetados...É a politica baixaria de José Serra

Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.

Em pelo menos três igrejas da região (São Geraldo, Santo Antonio e Santa Luzia), a reportagem do ig encontrou publicações que fazem a relação do PT e de sua candidata com a defesa do aborto. Uma das publicações, datada de setembro de 2010, antes do primeiro turno, afirma que o PT teria expulsado de seus quadros parlamentares que eram contra a descriminalização do aborto - a sigla suspendeu integrantes que manifestavam posições radicais contra a descriminalização e que acabaram deixando a sigla, entre eles Luiz Bassuma, hoje no PV. A publicação pede para que os fiéis católicos “reavaliem sua opinião em relação ao partido”.

A publicação traz uma lista de candidatos a deputado que supostamente seriam a favor da descriminalização do aborto, sugerindo que os católicos não dessem seu voto a eles. Na maioria são nomes do PT e do PCdoB, como Paulo Teixeira, José Mentor, Jilmar Tatto e Vanessa Grazziotin. Há Também nomes do PSOL, do PV e também do PDT, como Paulo Pereira da Silva, Fernando Gabeira e Chico Alencar.

A publicação recebe o nome de “Jornal Em Defesa da Vida” e é coordenadora por um grupo de Santa Catarina chamado “Movimento Gianna Beretta Molla”, nome de uma santa católica italiana. O grupo religioso é coordenador por Sabino Werlich. Ele afirma que nos últimos meses imprimiu mais de 300 mil exemplares do jornal, que foram distribuídos para mais de 4 mil paróquias de todo o Brasil.

Segundo Werlich, o jornal é financiado por “gente da comunidade” e pela venda de produtos naturais produzidos pelo grupo, como pomadas e remédios naturais, que recebem o nome de “erval da divina misericórdia”. No impresso há um enorme artigo destacando a posição "a favor da vida" do candidato José Serra (PSDB).

No impresso distribuído nas igrejas de Guarulhos, o leitor encontra um telefone onde pode adquirir DVDs que orientam contra a prática do aborto. O material é enviado pelo correio para a casa dos fiéis.

As paróquias de Guarulhos também distribuem um jornal oficial da Diocese da cidade onde o próprio Dom Luiz Gonzaga Bergonzini escreve um artigo pedindo o voto contra Dilma Rousseff (PT). O jornal de nome “Folha Diocesana” seria pago pela igreja e foi encontrado nas três paróquias visitadas pelo iG.

Bairro Ponte Grande

Durante a visita à Paróquia São Geraldo, no bairro Ponte Grande, o iG também flagrou um seminarista que mora na igreja com um exemplar do panfleto apreendido pela Polícia Federal no último sábado em uma gráfica de São Paulo. Questionado sobre o material, o seminarista que não quis se identificar disse que o folheto está sendo distribuído no Seminário São Caetano, mantido pela Diocese de Guarulhos.

O padre José Francisco Antunes, pároco da São Geraldo, confirmou que as paróquias da região receberam uma leva do folheto com assinatura da CNBB há cerca de 20 dias. Ele disse que não chegou a ver o material, mas afirmou que considera “normal” a distribuição de material político na igreja que oriente os fiéis. “O material tem a assinatura dos bispos da região. É o posicionamento deles. A Igreja pode e deve orientar seus fiéis sobre quem são os candidatos que são a favor da vida”, disse o padre Francisco. Ele também confirmou que costuma fazer sermões nas missas orientando os fiéis sobre política e eleição, embora diga nunca tenha feito nenhuma menção à Dilma ou Serra em suas pregações.

“O código da igreja nos proíbe falar o nome de qualquer candidato. Oriente apenas sobre a atenção que eles devem dar para os candidatos que são contra a violência do aborto”, argumento. O padre Francisco diz que, pessoalmente, não vê diferenças entre Dilma Rousseff e José Serra. “Eles têm a mesma posição sobre o aborto. Cabe aos fiéis escolherem entre um e outro, de acordo com o que cada um sente sobre quem é realmente comprometido com as causas da igreja”, afirmou. O padre nega que essas pregações sejam orientações do bispo diocesano, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

Diocese de Guarulhos
Apesar da posição do padre, em vários pontos da paróquia é possível encontrar folhetos impressos em papel sulfite com o mesmo texto de alerta aos cidadãos contra o Partido dos Trabalhadores. Os impressos contêm o mesmo “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras” contido nos panfletos apreendidos pela PF na gráfica do Cambuci.

A mesma paróquia distribuía aos fiéis vários exemplares do “Jornal em Defesa da Vida” e da “Folha Diocesana”, que pregam voto contra Dilma. “São materiais legítimos, as vezes vindo da própria Diocese, que continuaremos distribuindo. Não vejo problema nenhum em fazer isso”, afirmou padre Francisco.

A reportagem do iG procurou o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, mas desde sábado ele não aparece na diocese, segundo os funcionários. Ele não foi encontrado em sua casa, nem no seminário de Guarulhos. Os funcionários não sabiam do paradeiro do bispo.

Com informações do IG


Dilma: 'É possível erradicar a pobreza nos próximos anos'
Por: Maurício Thuswohl, da Rede Brasil Atual


Rio de Janeiro – Durante o encontro com centenas de artistas e intelectuais que acabou por reunir cerca de duas mil pessoas nas ruas em torno de um teatro do Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (18), a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, assumiu o compromisso de erradicar a pobreza até o final de seu eventual governo.

“O meu compromisso é que é possível erradicar a pobreza no Brasil. Não só é possível como é visível. Nós temos a possibilidade de fazer isso nos próximos anos. Nós tiramos da pobreza _ e esse não é um dado que possa ser objeto de disputa eleitoral _ cerca de 28 milhões de brasileiros. Nas condições em que estavam estes 28 milhões, existem atualmente outros 21 milhões. Ou seja, mantida ou acelerada essa política, nós temos um horizonte no qual podemos enxergar para os brasileiros que ainda estão em situação de miséria, a saída dessa situação”, disse a candidata.

Dilma afirmou que a erradicação da pobreza no país é a conseqüência natural do processo de mudanças iniciadas no governo Lula: “Nós iniciamos o processo que desencadeou, eu acredito, uma das maiores transformações do Brasil. Não fizemos apenas algumas mudanças pontuais. O que nós fizemos foi uma mudança na trajetória do Brasil. Nós acabamos com o tabu de que era impossível que esse país crescesse e distribuísse renda”.

A candidata do PT afirmou que esse tabu ainda é alimentado pelas forças que apóiam a candidatura de seu adversário na disputa presidencial, o tucano José Serra: “Por trás desse tabu está uma visão mercantil do Brasil, uma visão que olhava os brasileiros e dizia o seguinte: pouco importa que uma parte vai ser excluída desde que a parte incorporada possa crescer e desfrutar do crescimento. Por trás disso tem uma visão que nega historicamente a importância da população do país na construção da sua própria nacionalidade”, disse.

O governo Lula, segundo Dilma, colocou essa visão definitivamente no passado: “Nós rompemos com esse processo. Essa ruptura é recente, tem exatos oito anos, mas é ela que explica porque o Brasil mudou e porque somos respeitados. É isso que nos distingue radicalmente de nossos adversários. Governo nenhum consegue tirar 28 milhões de pessoas da pobreza e incorporar 36 milhões às classes médias se não perseguir esse objetivo sistematicamente”, disse a petista, para aplausos entusiasmados da platéia.


“Milagre tucano”

Dilma Rousseff não poupou críticas ao governo do PSDB que antecedeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Em 2003, nós recebemos o país com inflação elevada e de joelhos diante do FMI. Era um momento muito difícil, em que nós não tínhamos dinheiro praticamente para nada porque tínhamos recebido misteriosamente o país _ depois da venda de R$ 100 bilhões do patrimônio _ com uma dívida que tinha dobrado de tamanho. Esse é o milagre da gestão financeira dos tucanos”, disse.

Ao comentar o prestígio internacional adquirido pelo Brasil durante o governo Lula, a candidata do PT, mesmo sem citar o nome, fez uma clara alusão ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Quando nós pagamos o FMI, vocês podem ter certeza que isso foi condição para nossa altivez internacional porque eu não acredito que um devedor amarrado em todas as tramas do endividamento com o FMI possa ter qualquer soberania em relação àqueles que controlam o Fundo Monetário. Hoje também somos respeitados lá fora por uma outra razão: ninguém respeita quem deixa parte do seu povo passar fome. Pode ser o intelectual mais brilhante, mas ninguém respeita”.

Dilma apontou outra razão para o aumento do prestígio internacional do Brasil: “Nossa altivez do ponto de vista da política internacional se deve primeiro aos nossos princípios em relação ao mundo. Ao termos uma preferência por retomar as relações com a América Latina, com a África, com os países do Sul, nós mostramos que somos capazes de estabelecer relações diversificadas e plurais”, disse.


Presenças

Além da presença massiva de artistas e intelectuais, o ato de apoio à Dilma Rousseff no Rio de Janeiro contou com a presença de inúmeros políticos. No palco estiveram o candidato a vice na chapa da petista, deputado Michel Temer (PMDB-SP), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes.

Marcaram presença ainda os ministros Marco Aurélio Garcia (Assuntos Internacionais), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Juca Ferreira (Cultura), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Nilcéia Freire (Secretaria de Mulheres) e José Gomes Temporão (Saúde). Também subiram ao palco o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual reeleito Carlos Minc e o ex-ministro da Justiça e advogado Márcio Thomaz Bastos, ambos apontados como ministeriáveis em caso de vitória de Dilma.

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