domingo, 3 de outubro de 2010

porque hoje é domingo


foto: reginna sampaio



Jura Secreta 41

porque te amo
e amor não tem pele
nome ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos
e
segredos

mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razãode estar no mundo

nem que seja por segundo
por um beijomesmo breve
porque te amo
no sol no sal no mar na neve

Artur Gomes
http://youtube.com/fulinaima

A lavra da palavra quero
quando for pluma
mesmo sendo espora
felicidade uma palavra
onde a lavra explora
se é saudade dói mas não demora
e sendo fauna linda como a flora
lua Luanda vem não vá embora
se for poema fogo do desejo
quando for beijo que seja como agora

arturgomes
vídeo.poesia
http://blogdabocadoinferno.blogspot.com/


13 razões para votar em Dilma Rousseff
O Biscoito Fino e a Massa Idelber Avelar

1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).

2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.

3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.

4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.

5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.

6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.

7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.

8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.

9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra, Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.

10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.

11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.

12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:

Leia mais em: ¹³ O ESQUERDOPATA ¹³


Observadores internacionais acompanham eleições no TSE


Dois grupos de aproximadamente 30 observadores internacionais cada circularam há pouco pelas dependências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Eles passaram pela sala onde trabalham jornalistas que acompanham as informações no TSE. A Agência Estado conversou com representantes da Itália, Quênia, Namíbia, França e China. Ao passar pela sala de imprensa, os observadores fizeram perguntas aos monitores da diplomacia brasileira a respeito de quantos computadores estão disponíveis para os jornalistas e quais os veículos de comunicação estão representados no local.

A primeira secretária da embaixada da França no Brasil, Cecília Merle, atua pela primeira vez como observadora. “Espero ver a modernidade da votação brasileira, principalmente do voto biométrico”, disse. A França, a Estônia e a Holanda também já utilizam urnas eletrônicas, segundo o Tribunal. Os observadores informaram que sairão do prédio do TSE e visitarão alguns locais de votação em Brasília. Há uma pausa para almoço, mas a peregrinação está prevista para ocorrer até as 17 horas, quando acaba a votação. Eles também serão recebidos pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowiski, e assistirão a uma palestra sobre o sistema eleitoral brasileiro. “Depois da visita, repassarei as informações para o embaixador da França no Brasil”, explicou Cecília.

Segundo o TSE, mais de 150 autoridades governamentais e não-governamentais, representando 36 países estarão no Brasil com essa função. As maiores delegações são as da Argentina e do México. Além de Brasília, os visitantes serão recebidos pelo TSE e pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia.


O caminho do corpo na Bienal de SP
Por Daniela Name

Um dos momentos muito felizes da curadoria nesta Bienal de São Paulo está na passagem entre os dois “lados” do terceiro andar do prédio. No projeto arquitetônico labiríntico e fragmentado proposto por Marta Bogéa, outro ponto alto desta edição, há um falso fim de espaço expositivo na altura do terreiro A pele do invisível, criado pelo esloveno Tobias Putrih, com a instalação A origem do terceiro mundo, de Henrique Oliveira, funcionando como uma das passagens possíveis para o espaço onde estão as obras de Leonilson e Efrain Almeida.

Migramos assim do corpo da cidade e da arte para o corpo propriamente dito, com os tecidos bordados por Leonilson e obra de Oliveira funcionando como encruzilhadas entre estas duas vertentes.



Batizado de Alvorada, o terreiro de Tobias Putrih faz referência à impressionante fachada criada por Oscar Niemeyer para o Palácio da Alvorada, em Brasília, com uma única coluna, estelar, repetida em série.

Este é um espaço dedicado à exibição de vídeos e vai funcionar ininterruptamente na Bienal. O interessante é que o artista esloveno corrompe a visão de Niemeyer com um corpo menos harmônico e menos otimista que nossa arquitetura moderna.

Por trás do arremedo de palácio há um revestimento de papelão e fita adesiva, revelando cicatrizes e remendos da cidade. O nome do prédio, Alvorada, também é digno de nota: um novo amanhecer é também uma esperança e as marcas de fita crepe por trás da beleza de Niemeyer mostram que um dia não começa sem a herança da noite passada.

Metáfora para a urbe, tão presente nesta Bienal, mas também alusão a outros corpos – a arte, a pele – o terreiro tem uma vizinhança que só lhe acrescenta sentidos.

De dentro da estrutura de Putrih se enxerga Faça você mesmo: território liberdade e O país inventado (Dias-de-Deus-dará), dois clássicos de Antonio Dias.

A bandeira vermelha do segundo trabalho é feita de um retângulo com o canto superior direito ausente, recortado – marca recorrente na obra do artista – , sinal de uma falta que aponta para a impossibilidade de uma totalidade, de um absoluto, levando territórios e definições para o eixo das mutações constantes.

Fincar uma bandeira incompleta relê de muitas maneiras o gesto de demarcação de fronteiras, de apropriação de terreno, de conquista de Oeste. Cigano na vida e na obra, Dias também cria um mapa virtual, mutável, em Território liberdade – há um espaço simbólico a ser explorado.



Se por um lado saímos do terreiro enxergando Antonio Dias, por outro se vê Alvorada de dentro da sala onde está O Sol me ensinou que a história não é tudo, de Daniel Senise. Desenvolvimento e radicalização de Eva, trabalho apresentado no fim do ano passado no Centro Cultural São Paulo, a instalação reveste as paredes do espaço com a “outra pintura” que caracteriza o trabalho do artista carioca.

Placas feitas a partir do processamento de restos de convites, folders e catálogos de exposições constroem e pintam o espaço de arte com os vestígios e os resíduos da própria arte.

Outra aproximação curiosa é a de Skira, trabalho de Senise que fica do lado de fora da sala do artista, com a janela do prédio da Fundação Bienal, outra obra de Niemeyer. Feito de páginas de livros de arte marcadas pela falta de uma imagem, a pintura sem pincel e sem tinta constrói com colagem de papéis de tons diferentes um grande escaninho ou uma típica fachada modernista.

Se por uma lado se comunica com Alvorada pela alusão direta à arquitetura, por outro o trabalho de Senise cria um diálogo com as faltas do território de Antonio Dias.

Como Putrih, Senise está falando de memória e de deriva. Em última instância, ambos discutem também a possibilidade de sobrevivência da arte em um mundo repleto de imagens e transbordando excessos.

Esta ideia é ampliada pelo fato de A pele do invisível ser o terreiro da reprodução de outros vídeos, isto é, ser o palco contínuo para o movimento e a efemeridade das imagens. Há uma costura sutil e impressionante feita pelos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos na construção deste outro mapa que arranja as proximidades entre trabalhos em uma Bienal.



A passagem criada pelo trabalho de Henrique Oliveira é um túnel real e simbólico para os pensamentos da curadoria. Dá corpo, literalmente, a este segmento da exposição. A forma da saída da instalação do artista e o título do trabalho nos levam diretamente para a pintura A origem do mundo, de Gustave Courbet.

É interessante pensar numa reinvenção desta vulva clássica, que na obra de agora é revestida com tapumes precários usados em construção. Não estamos falando do mundo, aquele criado biblicamente por Adão e Eva, mas ironicamente do Terceiro Mundo. O buraco é mais embaixo, com perdão do trocadilho.



De qualquer maneira, há no trabalho do artista paulista uma fusão do corpo orgânico, com seus fluidos, sua pele e sua imperfeição, com as veias e artérias urbanas. E ainda com um outro corpo, quase invisível, que permeia e dá feições aos extratos sociais. É como se Oliveira tornasse os indicadores demográficos mais tangíveis, dando-lhes carne e vísceras. Parindo-os, enfim.

A fenda de A origem do Terceiro Mundo deságua nos bordados e na pintura de Leonilson.

Cor, corpo e diário íntimo reunidos em um só suporte, a obra do artista se relaciona diretamente com o “outro lado” do túnel, não só por questões estéticas, mas também por outras, que tampouco são irrelevantes: as do afeto. Leonilson é contemporâneo de Senise e ambos são expoentes de uma geração que, mais do que retomar a pintura, deu a ela novos alicerces. Os dois foram grandes amigos.



Para o meu vizinho de sonhos (1991) , um dos trabalhos de Leonilson incluídos na exposição, é quase uma ponte para a bandeira faltosa de Antonio Dias. Morando fora do Brasil desde os anos 1960, Dias recebeu Leonilson em Milão, quando a carreira do pintor começava a decolar. Também é um grande colecionador do artista, que morreu vítima da Aids em 1993.



As marcas do corpo, presentes na vida e na obra de Leonilson, também estão nos autorretratos escultóricos de Efrain Almeida. Talhadas em madeira, estas peças têm como título o nome do artista e mostram seu corpo tatuado por motivos da cultura popular brasileira. O que se apresenta aqui, mais uma vez, é um território nublado e intangível entre as figuras do artista e do homem.

Do palácio mendigo de Tobias Putrih às miniaturas que Efrain cria de si mesmo, o que se vê sempre é uma membrana translúcida e frágil. Ela deveria delimitar arte e vida, mas o que estas obras afirmam é que, quanto mais se tenta separar, mais estas fronteiras se amalgamam.

No lugar do torniquete, o que há é a sangria, o fluxo, a enchente.


2 comentários:

Reginna disse...

ampaAdorei visitar seu blog e ver a foto q fiz dessa linda jovem da UJS no seu blog com o titulo ' a musa da minha cannon " . Realmente essa foi o q pensei quando fiz essa foto q essa jovem era a musa da UJS do RJ . Adorei . Um grande beijo ,todos juntos pro Brasil seguir mudando

Reginna Sampaio disse...

Falei falei e esqueci de me identificar .Um grande beijo pra vc Reginna Sampaio www.twitter.com/reginnasampaio

CAMPOS DOS GOYTACAZES

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná