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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Para analistas, Dilma carrega franco favoritismo para disputa do 2º turno

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo - Contrariando pesquisas de intenção de voto dos três principais institutos no país, a disputa pela Presidência da República vai a segundo turno. A candidata governista Dilma Rousseff (PT) teve 46,8% dos votos, equivalentes a 47 milhões de votos. José Serra (PSDB) será seu adversário, depois de alcançar 32,7%. O resultado surpreendeu por um grande crescimento de Marina Silva (PV), terceira colocada.

Datafolha, Ibope e Vox Populi apontavam Dilma com mais de 50% dos votos válidos ainda no sábado (2), data de divulgação das últimas pesquisas eleitorais. Marina aparecia com menos de 16% dos votos válidos, mas alcançou 19,4% em todo o país, diferença superior à margem de erro dos três institutos. No Rio de Janeiro, por exemplo, Marina teve uma votação expressiva: ficou em segundo lugar, com 31%.

Analistas políticos ouvidos pela Rede Brasil Atual apontam que os principais méritos do cenário são de Marina e dos ataques sofridos por Dilma. Na reta final da campanha, pessoas próximas da candidata governista, como Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil, foram alvo de um bombardeio de denúncias altamente explorados pela mídia.

"Acho que foi mais o crescimento de Marina, não só no Rio mas também no Nordeste, que adiou a escolha. Marina certamente tirou votos de Dilma no Rio e no Nordeste”, constata a cientista política Argelina Figueiredo, professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Mais uma vez o eleitor agiu com cautela e estendeu a decisão para um segundo turno, o que dá oportunidade para pensar um pouco mais”, complementa.

Na visão do cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), Serra foi ao segundo turno por erros dos adversários e não por méritos próprios. "A campanha dele (Serra) foi ruim, nos debates ele não se destacou. No último debate, parecia que ele já tinha assumido a condição de derrotado", comenta Barreto.

Barreto acredita que, caso ouvesse mais dez dias de campanha e se Marina mantivesse o ritmo de crescimento, ultrapassaria o tucano do pleito. O analista acrescenta que Marina foi a grande beneficiada com a queda de Dilma Rousseff (PT) nas últimas semanas diante do "bombardeio de três semanas" sofrido.

Como os votos migraram de Dilma para Marina, o cientista político acredita que é mais provável que a maioria deles "volte" à candidata governista. "O eleitor de Serra não é tanto dele, tem conservadores, antipetistas... Ele tem de escapar desse patamar conservador", projeta Barreto.

O diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz, concorda. Diante da pergunta sobre para quem vão os votos de Marina Silva, ele não tem dúvidas: "Marina vai ter de declarar apoio a Dilma ou neutralidade", prevê.

A candidata do PV, porém, prometeu organizar uma plenária entre lideranças da legenda e partidários de sua candidatura. Queiroz vê amplo favoritismo de Dilma. "Sinceramente, acho que ele (Serra) não tem chance. Essa vitória é dela (Marina), não é do PV. Basta que um terço (de seu eleitorado) migre para que Dilma se eleja", afirma.

Apesar da análise, Dilma Rousseff, durante o pronunciamento em que comentava a prorrogação da disputa, declarou estar aberta ao diálogo com os setores da sociedade que desejarem.

Lideranças petistas devem fazer investidas junto a setores do PSOL e do PV.

Tucanos também estão na disputa por caciques dos Verdes. Figuras como José Luiz de França Penna, presidente nacional da sigla, e Fernando Gabeira, candidato derrotado na eleição ao governo do Rio de Janeiro, pendem mais para o lado do PSDB.

Colaboraram Elisângela Cordeiro, Vitor Nuzzi, Andrea Ponte Souza e Anselmo Massad


Só a esperança não vencerá o medo
Posted by eduguim http://www.blogcidadania.com.br/

Começo a escrever bem antes do fim da apuração dos votos. Neste momento, desenha-se um 2º turno. Ou seja: o bombardeio midiático teve maior êxito do que o previsto, como em 2002 e em 2006, e não foi possível vencer com a facilidade imaginada.

Ainda assim, vamos contextualizar as coisas: Dilma Rousseff era a única candidata que não tinha a perspectiva de ver tudo terminar no 1º turno e vence com larga vantagem o 1º, apesar da frustração de quem esperava ver o fim da disputa em 3 de outubro.

Nesta segunda etapa da eleição, pois, haverá que corrigir a rota da primeira no que diz respeito não só à campanha governista, mas à militância.

A campanha de Dilma optou por apanhar calada, sem se defender e, sobretudo, sem atacar. A mídia pôde tomar partido à vontade e a denúncia do partidarismo se resumiu a um discurso exaltado e destemperado do presidente Lula.

Já a militância, nos dias que antecederam a eleição registrava no Twitter e até em comentários nos blogs que estava com “medo” do 2º turno.

Convenhamos: ninguém vence uma luta em que entra com medo ou na qual se deixa espancar sem reagir. É luta, não campeonato de fleuma, do lado da campanha governista, ou uma terapia psicológica, no que se refere à militância.

Dito isso, vejamos qual é a situação de Dilma e de Serra na segunda rodada.

Dilma termina o 1º turno com quase metade dos votos válidos e Serra, com cerca de um terço. Os votos de Marina se dividirão entre os dois. Em que medida, ninguém sabe. Mas ninguém imagina que o tucano herdará todos os votos daquela que serviu para lhe gerar uma chance adicional na eleição.

Marina teve cerca de 1/5 dos votos válidos. Ora, Dilma só precisa de pouco mais de 1/4 desses votos para vencer a eleição em 2º turno. Não se imagina que ela tenha muito menos de 1/3 desses votos. E há os votos dos nanicos, ainda. O quase 1% de Plínio já está com Dilma.

Dilma continua a franca favorita para vencer a eleição, portanto. Mas se a sua campanha continuar deixando a mídia fazer o mesmo jogo do 1º turno, está demonstrado que a capacidade da população de compreender o jogo não é tão grande, sendo necessário, desta vez, enfrentar as acusações que virão pela mídia.

Este blogueiro já dizia que, de alguma maneira, estava dividido entre o desejo de ver a eleição terminar no 1º turno e o de ela ir para o segundo para que finalmente fosse denunciado o trabalho sujo que a imprensa golpista vem fazendo nesses anos todos.

Diferentemente de 2002 e de 2006, e sem o mito Lula na disputa, para enfrentar a máquina da direita midiática não será possível contar só com a esperança para vencer o medo. Quem terá que ajudar a vencê-lo, desta vez, será a coragem.


A campanha da CNBB sul
Enviado por luisnassif,

Por Carlos

Não sei se este é o espaço para isto, mas estou enviando a reprodução de folheto distribuído de casa em casa na minha região na semana passada. Já enviei e-mail para cnbb1@cnbbsul1.org.br protestando e, como fui batizado, solicitando instruções para que meu nome seja exluído de alguma possível relação de católicos do mundo. Traduzindo, estou pedindo para ser excomungado porque não quero meu nome metido neste tipo de organização.

Por fabulosa coincidência, PIG serve para Partido da Imprensa Golpista, mas também serve para Partido da Igreja Golpista. É daí que saíram muitos dos votos da Cinderela Acreana, ela que não se iluda achando que aquelas duas velhinhas que eu vi conversando na fila da seção eleitoral votaram nela por causa de suas propostas ecológicas.

Assinam o folheto Dom Nelson Westrupp, Dom Benedito Beni dos Santos e Dom Airton José dos Santos.

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