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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Livro discute "trabalho indecente" de jovens



O mundo do trabalho é, frequentemente, alvo de investigações acadêmicas ou de esforços descritivos que buscam compreendê-lo melhor, nas particularidades de cada momento histórico, e assim, instrumentalizar a militância sindical para os embates da luta de classes. Neste início de século XXI, um elemento fundamental do mundo do trabalho é a questão da juventude - seja pela necessidade de trabalhar e suas nuances, seja pela ausência de trabalho ou sua precarização.
Para contribuir com esse debate, o sociólogo Anderson Campos, especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pelo Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, da Unicamp e assessor político da CUT, lança o livro Juventude e ação sindical: Crítica ao trabalho indecente, buscando problematizar de que forma se dá a inserção dos jovens no mercado de trabalho e os impactos dessa presença para a luta por "trabalho decente", bandeira do movimento sindical em defesa de direitos trabalhistas e contra a flexibilização, precarização e informalização do trabalho.

Prefaciado pelo economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o livro aborda temas atuais como a questão do estágio, as políticas públicas de proteção social da juventude e a sindicalização de trabalhadores/as dessa faixa etária. "O assunto sindical também se torna estratégico para uma massa juvenil que envolve cerca de 50 milhões de brasileiros", afirma Pochmann.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT, destaca que "a baixa estruturação do mercado de trabalho brasileiro afeta mais fortemente os jovens, que na média, tem uma inserção precária, instável e insegura; e talvez o mais grave dessa inserção precária no presente, seja o futuro". De acordo com o autor, a intenção do trabalho é buscar uma ação sindical de jovens integrada à agenda do sindicalismo combativo, e ao mesmo tempo, que essa ação possibilite a renovação da mesma agenda.

Juventude e Ação Sindical: crítica ao trabalho indecente Anderson Campos
Rio de Janeiro: Editora Letra e Imagem 2010

Sumário
Prefácio Marcio Pochmann
Introdução
I. Situação da juventude no mercado de trabalho brasileiro
Juventude e emprego na década atual
O padrão de inserção ocupacional de jovens no Brasil
Desemprego • Vínculos de trabalho • Jornada de trabalho
Trabalho doméstico •
Saúde do trabalhador •
Remuneração Origem social e futuro precário

II. A precarização das relações de emprego e a juventude trabalhadora brasileira
Sentido da flexibilização das relações de trabalho
Ofensiva ideológica: empregabilidade e empreendedorismo juvenil
Estágio: ato educativo ou fraude trabalhista
O trabalho estágio •
Liberdade empresarial para o uso fraudulento dos estágios •
Ação sindical •
Aliança sindical e estudantil

III. Políticas públicas para a juventude: trabalho decente e proteção social
Trabalho decente
O emprego juvenil na plataforma da OIT
Indicadores do déficit de trabalho decente de jovens
A promoção do trabalho decente de jovens no Brasil, segundo a OIT
Políticas Públicas para proteção social da Juventude
Políticas de assistência estudantil

IV. Sindicalização de jovens
Sindicalização e trabalho no Brasil
Sindicalização de jovens
Impactos culturais da sociedade de mercado
A política não está descartada

V. Alianças sociais e políticas da juventude sindical
A experiência da juventude da CUT
Sentido das alianças sindicais
Disputa ideológica na “sociedade civil”
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres...
Aliança com o movimento estudantil
Unificação das lutas juvenis

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A saga de Manuel Congo e Marianna Crioula

Os Heróis da Resistência
Espetáculo Teatral da Companhia Nossa Senhora do Teatro*
COMEMORAÇÃO DO DIA 20 DE NOVEMBRO - DIA DA CONCIENCIA NEGRA RJ
Uma homenagem mais do que justa!

Em face à Comemoração do dia 20 de Novembro, o dia da Consciência Negra no Estado do Rio de Janeiro, a Companhia Nossa Senhora do Teatro encenam o Espetáculo inédito “A saga de Manuel Congo e Marianna Crioula, os heróis da resistência”.

A encenação conta com a presença de 20 atores profissionais e 50 alunos atores da Oficina Escola de Teatro que fica na Estação de trens Central do Brasil com apoio da SUPERVIA e CEDINE, além dos músicos percussionistas e dançarinos. A montagem com belíssimo figurino, narra a trajetória heróica dos grandes vultos da maior rebelião já promovida no Estado do Rio de Janeiro por Manuel Congo e Marianna Crioula, onde em 1839 formaram um Quilombo no Vale do Paraíba do Sul, exatamente em Paty doAlferes, Estado do Rio de Janeiro e lá abrigaram cerca de mais de 300 escravos fugitivos.

Manuel Congo determinava as ações e a Marianna Crioula, sua companheira, coube a difícil missão de conseguir as armas de fogo, armas brancas, alimento e água para a escapada e inevitável embate futuro, o que fez com a ajuda de outras escravas. No mesmo ano o embate entre senhores de engenho e os escravos aconteceu, sendo parte deles capturados, julgados e condenados, sendo que há ai algumas curiosidades: Mariana Crioula capturada gritava a frase histórica: MORRER SIM, ENTREGAR-SE JAMAIS!

Porém foi inocentada por um pedido de alta clemência de sua dona, a Senhora de engenho Francisca Elisa Xavier. Já Manuel Congo foi condenado a pena de morte, enforcado, decapitado e ficou sem sepultamento. Conta ainda a história, que a partir desta data a sua companheira de luta, a escrava Marianna Crioula voltando aos afazeres da antiga fazenda da Freguesia, hoje Aldeia de Arcozelo, enlouqueceu, dizendo estar vendo Manuel Congo pela fazenda como rei coroado, e também diziam os outros escravos capturados vê-lo.

O tempo passa e Marianna Crioula morre, diz a lenda que ela torna-se uma grande coruja branca que passa a agourar toda aquela região fazendo com que ali nada prospere e nem se crie, dando seus vôos rasantes e piando alto CONGO! CONGO! Ela assusta o vilarejo! Os moradores locais se curvam e respondem: “Marianna Crioula, Coruja branca, seu sangue não estanca!

Esta coruja está na região até os dias de hoje!
Em 01 de junho de 2010, os deputados e vereadores do Estado do Rio de Janeiro, decretam por unanimidade que Manuel Congo e Marianna Crioula recebam o título de heróis do Estado do Rio de Janeiro. A companhia nossa Senhora do Teatro foi a mesma que montou em 2008 “O auto da Escrava Anastácia” para a comemoração dos 120 anos da abolição da escravatura.

“Usar o veículo do teatro para entreter e acima de tudo informar e formar novos cidadãos, não é questão apenas estratégica, é porque de fato o teatro brasileiro deve exercer esta função: a de também educar, socializar, humanizar, registrando sua história e ser um acalentador de almas”. (RicardoAndrade Vassíllievitch)*

Local de apresentações:
Estação de trens Central do Brasil (gare da Central) sexta feiradia 19 de novembro às 12:00 h (meio dia).
Praça Onze no busto de Zumbi dos Palmares – Sábado dia 20 às 08:30h
Espaço Cultural Sylvio Monteiro em Nova Iguaçu – Domingo dia 21 às19:00 h
Pesquisa, Texto e direção teatral: Ricardo Andrade Vassíllievitch
Produção e Encenação: Companhia Nossa Senhora do Teatro
Duração do espetáculo: 40 minutos
Gênero: Drama
Entrada Franca.
Classificação livre.
Contatos: (21) 3773 – 8375 ou (21) 9714-4940
(Ricardo AndradeVassíllievitch)
Site http://www.nossasenhoradoteatro.com/ <http://www.nossasenhoradoteatro.com/>
E-mail nossasenhoradoteatro@gmail.com
You tube: http://www.youtube.com/watch?v=DLfAXxnZZ8g
Instituto Nossa Senhora do Teatro Para As Artes Oficina Escola Gratuita Nossa Senhora do Teatro - Inspirada nos ensinamentos da atriz brasileira Fernanda Montenegro
PONTO DE CULTURA Ministério da Cultura - Governo do Estado do Rio de JaneiroAPOIO SUPERVIA
Rio de Janeiro - BrasilInformações sobre os projetos Tel 21 - 3773 - 8375 / 21 - 9714 - 4940
Direção Executiva Ricardo Andrade Vassílievitch
Visite o site http://www.nossasenhoradoteatro.com/

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