quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

vento derruba helicóptero usado em resgate no Rio



Um helicóptero Esquilo do Exército caiu hoje, por volta do meio-dia, quando se preparava para pousar no Campo do Coelho, em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.

Além de três tripulantes, estavam no helicóptero o chefe da Cruz Vermelha em Teresópolis, Herculano Abraão, e o ouvidor da prefeitura de Teresópolis Ricardo Raposo. Todos passam bem.

A queda foi provocada por uma rajada de vento na lateral da aeronave. O helicóptero trabalhava no resgate às vítimas das enchentes.

De acordo com a Polícia Civil do Rio, 748 pessoas já morreram em decorrência das chuvas na região serrana do Estado. Em Teresópolis, o número de mortos atingiu a marca de 300 pessoas. Em Nova Friburgo já são 359. O número de corpos resgatados chegou a 63 em Itaipava (distrito de Petrópolis), 21 em Sumidouro, quatro em São José do Vale do Rio Preto e uma em Bom Jardim.


Viva Rio precisa de voluntários que tenham carro 4X4 para a Região Serrana

RIO - O Viva Rio pede a ajuda de voluntários que tenham carro 4X4 (qualquer tipo: Pajero, Hillux, S10, Troller, Tucson, L200 etc.) para buscar doações na sede da organização (Rua do Russel 76, Glória) e levá-las às bases em Teresópolis e Nova Friburgo. A ONG informa que precisa também de profissionais de saúde voluntários para atuar nas ações emergenciais nas bases montadas na Região Serrana. Os telefones de contato são 2555-3785 ou 2555-3750, ramais 3325, 3326, 3256.


Governo anuncia R$ 1 bi para áreas de risco

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou hoje a liberação de R$ 1 bilhão para a solução de problemas nas encostas e remoção de moradores das áreas consideradas de risco em todo o País. Desse total, R$ 500 milhões serão destinados a 99 municípios que o governo priorizou, porque já detectou que estão com problemas. Desses R$ 500 milhões, R$ 100 milhões irão para o Rio de Janeiro, que sofreu a maior tragédia, com mais de 700 mortes. A ministra informou também que outros R$ 10 bilhões serão destinados às obras de drenagem para evitar problemas de enchentes nas regiões metropolitanas.

Segundo a ministra, o objetivo do governo é priorizar a execução de obras que possam ser realizadas no período das secas, para evitar novas tragédias nas próximas chuvas de verão. "Pedimos que acelerem os projetos para execução a partir de agora e na seca, para estarem prontos até o próximo verão", completou.

A ministra do Planejamento disse que a presidente Dilma Rousseff reiterou a intenção de criar a Secretaria de Portos, vinculada à Presidência, mas ressalvou que isso será feito "no momento adequado". Míriam informou que as obras para Copa do Mundo e Olimpíada seguirão o mesmo procedimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), só que estarão sendo executadas por Estados e municípios e monitoradas pelo governo federal. Ela explicou que, conforme surgirem problemas, os Estados e municípios devem se reunir com o governo federal para solucioná-los.


Rio terá radares para monitorar chuva; mortos chegam a 748

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Subiu para 748 o número de mortes provocadas pelas chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana passada, e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente anunciou nesta quinta-feira a criação de uma rede de monitoramento de áreas de risco, que estará pronta no próximo verão.

O secretário Carlos Minc informou que radares meteorológicos irão operar de forma integrada e poderão alertar para a chegada de chuvas com 12 horas de antecedência.

"Os radares serão ligados em nível nacional, principalmente com São Paulo... para cobrir todo o espaço. Faremos uma operação conjunta e estamos adquirindo dois radares, softwares e qualificando equipes", disse Minc, acrescentando que o investimento é de 30 milhões de reais.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou que passará a receber informações do International Charter Space and Major Disasters, que distribui dados orbitais para auxiliar países afetados por desastres naturais, que ajudarão na reconstrução e prevenção de novos desastres na região serrana do Estado.

Equipes de resgate procuram mais de 300 desaparecidos nas cidades atingidas pela tragédia, que deixou mais de 20 mil desalojados e desabrigados.

Em Nova Friburgo, a Secretaria Municipal de Educação decidiu adiar o início do ano letivo, que começaria dia 7 de fevereiro. As aulas ainda não têm data para começar. Ao menos 30 escolas da cidade estão servindo de abrigo para as vítimas da chuva e algumas estão inacessíveis ou tiveram sua estrutura comprometida.

Segundo balanço divulgado no final da manhã desta quinta-feira pela Defesa Civil, já foram confirmadas 357 mortes em Nova Friburgo, 302 em Teresópolis, 64 em Petrópolis e 21 em Sumidouro.

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou que já repassou 22 milhões de reais para oito cidades afetadas pelas chuvas na região serrana.

Os recursos devem ser usados em ações como assistência médica em hospitais municipais e postos de saúde, na compra de medicamentos e insumos médicos, e controle de aparecimento de doenças que geralmente surgem após as inundações, como leptospirose e diarreias.

As equipes de resgate ainda não conseguiram acessar todas as áreas afetadas pelo temporal, que caiu na noite do dia 11. Com a profunda mudança na geografia dos municípios provocada pela avalanche de terra, autoridades locais admitem dificuldades no resgate de todos os soterrados.

Integrantes e voluntários da Defesa Civil, assim como membros das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros e da Força Nacional de Segurança Pública participam dos esforços de resgate das vítimas.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier) fonte: http://www.yahoo.com.br/

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