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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Falta de coordenação prejudica resgate no Rio


fotos: Agência Estado







fonte: http://www.yahoo.com.br/

A falta de organização fez com que doações para vítimas da tragédia no Rio de Janeiro permanecessem, até a manhã de ontem, entulhadas a céu aberto e mal protegidas da chuva persistente em Teresópolis. Enquanto isso, várias aeronaves, incluindo cinco do Exército e outras comandadas pela Força Nacional, estavam paradas no campo da Granja Comary, transformado em base aérea das operações de resgate. Local de treinamentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o campo virou depósito de água, comida, material de higiene e roupas. Ontem, já eram 641 mortos e sete municípios em estado de calamidade pública.
Para justificar os helicópteros parados, autoridades do Exército culparam as péssimas condições meteorológicas. Mas helicópteros da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros voaram à vontade, ignorando a chuva que caiu ontem de manhã. Comandado pelo experiente piloto Adonis Oliveira, da tropa de elite da polícia, o Caveirão da Polícia Civil fez dois voos para levar mantimentos a pessoas isoladas em Santa Rita e Santana, resgatar idosos e transportar médico, enfermeiros e remédios. No início da tarde, partiu para mais uma missão, carregado de comida, água, remédios e óleo diesel para geradores. Enquanto isso, das cinco aeronaves do Exército, duas só alçaram voo no início da tarde para levar um médico da polícia à Vila Salamaco e resgatar uma jovem doente mental.

Os próprios soldados comentavam na Granja Comary o absurdo de os helicópteros permanecerem parados. Segundo um deles, uma das aeronaves grandes estava havia dois dias sem voar, com toda a tripulação à disposição. Quem também reclamava muito era o engenheiro Antônio José Fusco, de 42 anos, morador da granja. "É inacreditável ver esses helicópteros parados quando há tanta coisa para carregar."
Para tentar agilizar os resgates, à tarde o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, anunciou a criação do Centro de Coordenação Operacional em Teresópolis. Ninguém mais poderá decolar para a cidade sem autorização do Centro, que será coordenado pela prefeitura. Ex-comandante das Forças Armadas no Haiti, ele ressaltou que o trabalho pode durar meses e é preciso cooperação de todos os setores, incluindo das empresas de água e luz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Saiba como ajudar as vítimas da chuva no Rio e SP

Os deslizamentos de terra que atingiram cidades serranas no Rio de Janeiro na semana passada ainda afetam profundamente as vidas de moradores da área. O número de mortos não para de subir.

Equipes de resgate, com apoio de tropas das Forças Armadas, continuam a buscar por vítimas nos escombros deixados por soterramentos e deslizamentos de terra e as autoridades agora se preocupam também com a possibilidade de propagação de doenças o que pode agravar ainda mais a tragédia, uma das maiores da história do Brasil.

De acordo com a previsão do tempo, há possibilidade de mais chuva na região nesta segunda-feira, especialmente em Teresópolis. Nos próximos dias, de acordo com previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é alta a probabilidade de chover em Nova Friburgo e Teresópolis, as duas mais cidades mais afetadas pela tragédia.

Cabral critica ocupação irregular em tragédia por chuvas no Rio
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, responsabilizou nesta quinta-feira a "permissividade" na ocupação de áreas irregulares pela tragédia que já matou mais de 350 pessoas na região serrana do Estado, vítimas de deslizamentos decorrentes da chuva que começou na terça-feira.

"Há um conceito de décadas de permissividade de ocupação de encostas, se houvesse um padrão rígido de ocupação, teríamos vítimas sim, porque o volume de chuva foi acima do normal, mas não podemos chegar a quase 700 mortos", disse o governador em entrevista à rádio CBN.

Cabral afirmou ainda que "o solo urbano é responsabilidade da municipalidade", segundo determinação da Constituição de 1988. O governador sobrevoará a área afetada pelas chuvas nesta quinta-feira, acompanhado da presidente Dilma Rousseff.

O número de mortos pelas chuvas na região serrana chegou a 356, segundo balanço da manhã desta quinta-feira. A cidade mais afetada é Nova Friburgo, com 168 mortos, seguida por Teresópolis, com 152, e Petrópolis, com 36.

Autoridades estimam que o número de vítimas deve aumentar nas próximas horas, pois as equipes da Defesa Civil ainda não conseguiram acessar algumas regiões afetadas, especialmente em Teresópolis, uma vez que os deslizamentos de terra bloquearam acessos.

"A situação está brava e muito difícil. O número de vítimas pode aumentar ainda mais ", disse à Reuters o vice-governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, que está em Nova Friburgo.

A chuva voltou a cair sobre Teresópolis nesta quinta-feira, e um hospital de campanha foi montado na cidade para atender as vítimas.

Em Nova Friburgo, vários bairros estão sem água e luz e os telefones praticamente não funcionam. O comércio na cidade estava fechado na manhã desta quinta, e a população se mobilizava para tirar terra e lama das casas, lojas, ruas e avenidas.

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