fulinaíma

sábado, 8 de janeiro de 2011

HORA DE COBRAR

VALE PAGA MENOS ROYALTIES QUE A PETROBRAS

O tucano Roger Agnelli, presidente da Vale, está com os dias contados na direção da empresa privatizada por FHC em 1997. Seu mandato termina em março e não será prorrogado. O governo Dilma, através dos fundos de pensão das estatais e do BNDES (sócios da Vale), tem condições de interferir na sucessão. Agnelli travou uma queda de braço com o governo Lula nos últimos anos tornando-se um personagem à altura daquele que foi o mais indecoroso capitulo do processo de privatização realizado pelo PSDB nos anos 90.

Vendida quando era a principal estatal brasileira, a Vale rendeu ao Estado a bagatela de R$ 3,3 bi, exatamente a metade do lucro líquido obtido em um único trimestre de 2010 (R$ 6,6 bi entre abril/junho do ano passado). FHC não tremeu a voz ao narrar uma fábula tucana no programa ‘Palavra do Presidente', em 26/11/1996: ‘Vendendo a Vale", justificou, ‘ nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador ".

Nos últimos anos, Agnelli resistiu aos apelos do Presidente Lula para traduzir ‘a felicidade' prometida por FHC em investimentos que agregassem valor às exportações brasileiras, em vez de simplesmente produzir buracos no país mandando minério bruto para o exterior. Não o fez.

Pior que isso, a exemplo de todo o setor de mineração, a Vale paga à sociedade menos royalties do que a Petrobrás: 2% contra 10%. Se reverter o processo de alienação tornou-se difícil, que se obtenha da mineradora, ao menos, uma alíquota dos lucros equivalente à propiciada pela estatal que mais adiciona investimentos à economia.

No momento em que o governo da Presidenta Dilma se propõe a erradicar a miséria no país, é hora de cobrar uma contribuição justa de quem há 13 anos usufrui riquezas, sem contrapartida proporcional. Não basta trocar Agnelli, é preciso trocar a lógica da espoliação. (Leia também no 'Valor", "Mineração x petróleo. Os royalties nossos de cada dia", de Luiz Begazo.

fonte: Carta Maior http://www.cartamaior.com.br/



BERLUSCONI NO BBB-11... E NAS PRAIAS DO RIO DE JANEIRO

Laerte Braga

Um país que tem César Peluzo e Gilmar Mendes na sua mais alta corte de justiça não pode ter noção que do seja justiça. Um é corrupto e venal e outro pau mandado dos mais mesquinhos interesses de grupos e países estrangeiros.

A GLOBO não teve ter avaliado que um convite a Sílvio Berlusconi dublê de fanfarrão e primeiro-ministro da Itália, banqueiro ainda por cima, para participar do BBB-11 transformaria essa edição do programa num marco da pornografia na televisão brasileira.

Nada contra pornografia é problema de quem gosta.

Mas assim explícita, no horário nobre, entrando na casa de cada cidadão, cada família, putz! “A Zona em Casa” é o nome do negócio e olha que Zona é um lugar de respeito se comparada com a GLOBO e muitas das nossas instituições.

As declarações feitas nesta semana que se encerra pelo ministro das relações exteriores da colônia norte-americana chamada Itália, senhor Franco Frattini que “não quero ver Cesare Battisti nas praias do Rio de Janeiro”, por si só são motivo para mandar o distinto passear em lugares não aconselháveis a famílias, ou se for o caso mandar o dito cujo pastar.

Uma ofensa de um governo – ele fala pelo governo – que usa palácios oficiais para bacanais e está envolvido em grossa corrupção, ligado ao terrorismo norte-americano (o grande feito do WIKILEAKS, mostrar a sociedade doentia chamada EUA), a um País e a um povo como o Brasil e os brasileiros.

Pior, a embaixada da Itália procurou um deputado tucano oriundi – de descendência italiana -, remunerou-o adequadamente (é a prática dessa gente, como é prática de tucano vender seus serviços políticos), naturalmente pela porta dos fundos como aconteceu quando Gilmar Mendes era presidente do STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – para tentar através de uma ação violar os direitos fundamentais do ser humano e submeter-se, cair de quatro, de joelho, na posição preferida, a um país em processo de falência em todos os sentidos, falo da Itália.

A GLOBO, como sempre, podre e corrupta, não mostra, nem a mídia privada, as várias manifestações feitas na Itália em favor da decisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, concedendo o status de refugiado político a Cesare Battisti, na mesma medida que setores do judiciário italiano discutem a validade do julgamento e da sentença imposta a Battisti por crimes não provados.

Aí aparece um chanceler desclassificado, o tal Frattini, um embaixador com a mala cheia de dinheiro para entrar pela porta dos fundos, um presidente do STF no Brasil incapaz de decidir se usa o vaso da direita e da esquerda, vão todos acabar molhando as calças.

Orestes Quércia contava essa história (mudou muito depois, mas a história é válida). “Se um tucano estiver apertado, entrar no banheiro e encontrar dois vasos, faz na calça, não vai decidir a tempo qual vaso usar”.

Quem não pode permitir esse acinte, esse tipo de ofensa é o governo do Brasil que se espera, tenha chanceler (até alguns dias atrás tinha, Celso Amorim, o que está aí precisa provar ainda, parece ser da turma do Jobim e aí dana tudo).

Não há o que discutir no caso de Battisti. É expedir o alvará de soltura e pronto. As leis brasileiras são claras, cabe ao presidente da República conceder ou não o refúgio político, negar ou não a extradição, o ato de Lula foi legítimo, corajoso e de acordo com os fundamentos legais.

A esculhambação, a tentativa de fraudar a lei, a vontade de cair de quatro vem é de setores da extrema-direita, de um presidente do STF sem estofo para o cargo que ocupa e de um ministro, Gilmar Mendes, que conduz os bastidores como se dono fosse do Brasil, como por exemplo é dono de vários jornalistas da GLOBO.

E até agora não vi reação do governo brasileiro a toda essa afronta.

Nesse aspecto é um mau começo, péssimo.

O embaixador da Itália pelo que tem dito do Brasil, pelo que tem feito, deveria ter sido escorraçado do País no primeiro momento, afinal, ao que parece, colônia norte-americana é a Itália, falida está a Itália, governo corrupto é o da Itália e processo fajuto contra Battisti foi montado na Itália.

Já imaginaram Sílvio Berlusconi no BBB-11? E naquela galera que fica do lado de fora da casa, como convidados de honra os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluzo? Berlusconi correndo atrás das sisters e se proclamando Tarzã italiano? Tinha um, esqueço o nome, mas assim como fizeram faroeste espaguetti, fizeram Tarzã espaguetti. Levantava pedras imensas de muitas toneladas, todas de isopor.

Pobre Felini. Pobre Visconti. Pobre De Sica e vai por aí a fora.

Pedro Bial chamando Gilmar Mendes e Peluzo para analisarem a performance de Berlusconi, se dentro da lei, se obedecendo aos parâmetros que determinam estadistas?

O caso Cesare Battisti está virando um pantomima da pior qualidade por conta de interesses que não têm nada a ver com o legítimo direito brasileiro de dar refúgio a um perseguido político, mas com a vontade de entregar um escalpo a um bandido desclassificado como o primeiro-ministro italiano, com o objetivo de exibi-lo nas próximas eleições.

E não tem sido difícil encontrar “brasileiros” ávidos dos favores ao “Caesar” de araque.

A Itália quer ir ao Tribunal Internacional de Justiça? Pois que vá. E daí? Em qualquer tribunal isento o ato de Lula vai ser considerado perfeito do ponto de vista jurídico, ao contrário do julgamento farsa a que submeteram Battisti, à revelia, com base em delação premiada, num tribunal italiano.

Essa manipulação de mostrar parentes de “vítimas” de Battisti na mídia brasileira (controlada por grupos estrangeiros) faz parte do espetáculo.

Nunca é demais lembrar Debord em A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO.

“O indivíduo que foi marcado pelo pensamento espetacular empobrecido, mais que qualquer outro elemento de sua formação, coloca-se de antemão a serviço da ordem estabelecida, embora sua intenção subjetiva possa ser o oposto disso. Nos pontos essenciais ele obedecerá à linguagem do espetáculo , a única que conhece, aquela que lhe ensinaram a falar. Ele pode querer repudiar essa retórica, mas vai usar a sintaxe dessa linguagem. Eis um dos aspectos mais importantes do sucesso obtido pela dominação espetacular. O tão rápido desaparecimento do vocabulário anterior é apenas um momento dessa operação e concorre para ela”.

No filme SIMPLESMENTE AMOR, uma comédia sem maiores pretensões, sem nenhum papo cabeça, nada disso, há um casal que trabalha em filmes pornôs. A câmera os filma sem cenas explícitas, apenas sugestões. Terminada a sessão o rapaz vai para um lado, a moça vai para outro, mas se amam (coisa meio que de lado hoje), até que num momento, final do filme, confessam. “Finalmente transamos, nós nos casamos!”

Já que o negócio esculhambou de vez, por Berlusconi no BBB-11!

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