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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Teresópolis (RJ) desapropria fazenda para construir casas para desabrigados

Voluntários e coordenadores da Cruz Vermelha organizam doações na cidade de Teresópolis, na região serrana




A prefeitura de Teresópolis (RJ) desapropriou uma fazenda na área urbana da cidade para construção de casas para desabrigados por conta das chuvas. Serão construídas, em caráter de emergência, 500 unidades habitacionais no local, em parceria com o governo estadual, de acordo com a prefeitura.

As obras estão previstas para começar em 30 dias e têm orçamento de R$ 24 milhões. As casas devem ficar prontas até o fim do ano, afirma a administração.

A fazenda tem 190 hectares e foi desapropriada sob justificativa do estado de calamidade pública em que se encontra a cidade. "Precisamos tomar medidas drásticas para restabelecer o direito de habitação e moradia digna dos cidadãos de Teresópolis", afirma o prefeito de Teresópolis Jorge Mario Sedlacek.

Ainda estão previstas uma escola, creche, posto de saúde e área de lazer.

As cidades de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Sumidouro registraram mortes nesta terça-feira em decorrência das chuvas. Com isso, subiu para 674 o total de óbitos na região serrana do Rio. As outras cidades que também tiveram vítimas dos temporais são Petrópolis e Nova Friburgo.

Na região serrana do Estado, os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Sumidouro registram mortes em consequência das chuvas. Equipes e moradores ainda buscam as vítimas. Além disso, foram registrados milhares de desabrigados.

FGTS

Nesta segunda-feira (17), um decreto publicado no 'Diário Oficial da União' ampliou ainda o limite do valor do saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para vítimas de enchentes. Antes fixado em R$ 4.650, equivalente a dez salários mínimos segundo a lei que vigorou no ano passado, o limite foi ampliado para R$ 5.400.

A medida leva em conta o valor do novo mínimo, fixado por medida provisória em R$ 545, mas que ainda depende de aprovação do Congresso. Na semana passada, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) já tinha dito que a presidente Dilma Rousseff poderia assinar um decreto permitindo a ampliação do limite de saque mesmo sem a definição no Congresso do novo salário mínimo.

DOAÇÕES

Dois homens foram presos por policiais militares sob suspeita de furtar donativos que seriam enviados para cidades devastadas pelas chuvas na região serrana do Rio, na noite de segunda-feira (17). A dupla recolhia roupas e alimentos quando foi flagrada por agentes do BPVr (Batalhão de Polícia Rodoviária) e do 16º Batalhão de Olaria, no bairro de Campo Grande, na zona oeste da capital.

Segundo a polícia, um dos presos é motorista da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Ele teria utilizado um caminhão da instituição para transportar as doações. O outro suspeito é irmão dele. Um adolescente também foi apreendido na ação.

Ontem, a Prefeitura de Teresópolis decidiu que os donativos para os desabrigados do temporal só podem ser entregues mediante a apresentação de ofício assinado pela secretária de Educação, Magali Tayt-Sohn de Almeida.

Para retirar as doações, os flagelados têm de fazer um cadastro com RG e CPF, mas a maioria perdeu todos os documentos na enchente. Segundo o prefeito Jorge Mario Sedlacek, a medida visa evitar desvios.

Igreja acusa prefeitura de impedir auxílio a vítimas
fonte: http://www.yahoo.com.br/

A prefeitura de Teresópolis está sendo acusada de impedir a distribuição de donativos por parte da Igreja Católica. Segundo o padre Paulo Botas, integrantes da comunidade católica que foram até o estádio Pedrão ouviram de funcionários municipais que "nenhuma igreja católica de Teresópolis iria receber doações". A prefeitura desmente a informação - diz que não passa de boato e que a religião dos desabrigados não é fator levado em consideração.

"Falaram isso sem o menor constrangimento. O prefeito (Jorge Mário Sedlacek) é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos. As pessoas se cadastraram, mas foram discriminadas. Nessa situação tão grave, não tem confissão religiosa, não pode ter essa competição ideológica. Isso é um pecado mortal, ainda mais vindo de pessoas cristãs", disse o padre, da igreja do Sagrado Coração de Jesus de Barra do Imbuí, área bastante afetada pelas chuvas.

Ele contou que foi alugado um galpão, na frente da igreja, para onde seriam levados roupas e alimentos que emissários recolheriam do montante estocado no Pedrão. A intenção era fazer do galpão um centro de distribuição para atendimento de moradores de bairros como Posse, Campo Grande e Espanhol, onde famílias inteiras morreram.

Sem querer entrar em detalhes sobre a religião do prefeito, o padre Mario José Coutinho, decano da Diocese de Petrópolis, disse que a situação é de boicote à Igreja Católica. "É surreal, uma ofensa, uma vergonha, uma agressão à humanidade. Transformaram uma questão humanitária em religiosa", criticou.

Amanhã, antes de rezar uma missa de sétimo dia no Imbuí, o bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro, terá uma reunião com o prefeito para discutir o assunto. Dos 21 abrigos abertos em Teresópolis, metade foi providenciado em igrejas evangélicas.

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