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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pontal revisitado

peça “Pontal” inicia o ano de 2011 trazendo novidades que vão da configuração dos poemas que a compõem à escalação dos atores que a encenam, passando pela casa que a recebe. Passa a integrar o roteiro de “Pontal” o poema “Porque só rio”, do poeta e professor Adriano Moura. No elenco, Saullo Oliveira, ator sanjoanense que chegou a participar dos primeiros ensaios da primeira encenação da peça, se junta a Yve Carvalho e Sydnei Navarro. Por fim, em um retorno ao seu local de origem — ou melhor, para bem perto dele —, “Pontal” aporta no bar e restaurante Canto do Meio, em Chapéu do Sol, em São João da Barra, onde será apresentada nos próximos dias 14 e 15, 21 e 22 e 28 e 29 de janeiro, além de 4 e 5 de fevereiro, sempre às 21h. Será cobrado couvert artístico de R$ 5.

Composta principalmente por trabalhos do poeta Aluysio Abreu Barbosa, aos quais se juntam obras de Adriana Medeiros, Artur Gomes e Antonio Roberto Kapi, que também assina a direção do espetáculo, “Pontal” recebe Moura como parte de um movimento que o próprio poeta define de “universalização”.

— Se antes a montagem parecia local, vinculada ao bar do Bambu, no próprio Pontal de Atafona, me parece se tornar mais universal a partir do momento em que se desenraiza dali. Meu texto, por exemplo, fala não do Paraíba do Sul, especificamente, mas trata do rio como um contexto genérico e mais amplo.
Aluysio concorda:

— A peça começou a sofrer esse processo de universalização já quando participou do “I Festival de Teatro Aberto” de Campos, no Cais da Lapa, em abril do ano passado. Depois, também foi reencenado no Cantinho do Poeta. Concordo com Adriano no sentido de que “Hamlet” é “Hamlet” não porque trata de um rei dinamarquês ou se passa na Dinamarca, mas porque debate verdades universais — diz Aluysio.

Yve Carvalho, que, além de atuar, assume uma função de co-diretor, com a impossibilidade de participação de Kapi, também fala dessa transformação.

— O teatro é uma arte viva e o es-petáculo nunca é o mesmo. Cada dia tem uma nova platéia. Estamos, agora, na segunda temporada de “Pontal” e o espetáculo estará um pouco diferente. Além da adição do poema de Adriano Moura, incluímos, também, “órbita de hal”, também escrito por Aluysio, que ganhou versão musicada por Saullo.

De modo geral, a música estará mais presente, o que empresta mais leveza à peça. Em relação ao novo local, estamos encantados com o Canto do Meio, que é acessível, tem estacionamento e estrutura. Luciana Portinho é muito cuidadosa e nos recebeu muito bem. Tenho certeza que quem já viu, no ano passado, encontrará a mesma magia, e que ainda não viu, terá uma bela nova oportunidade.

E mágico é justamente o adjetivo que Luciana usa para qualificar “Pontal”:

— Gosto muito da peça. No verão passado, o ponto alto, na minha opinião, foi Pontal. Foi o que teve de mais diferente em São João da Barra. Foi tudo muito mágico, muito relacionado ao local. Fui vê-la no Cantinho do Poeta e constatei que é viva. Não há déjà vu. Tenho certeza que quem viu “Pontal” deve ver de novo. Além disso, a peça é tudo o que eu quero no Canto do Meio, que é um espaço para o entretenimento e a arte. “Pontal” vem materializar aquilo que penso ser o espaço ideal de lazer, com uma atmosfera de cultura.

Novidade no elenco, Saullo fala de sua experiência com o Pontal de Atafona, algo que compartilha com todos os demais envolvidos no espetáculo:

— Comecei a ensaiar sobre a direção de Kapi, mas, por questões pessoais, tive de deixar a peça na época. Como tenho contato com Aluysio e com o Yve no Cantinho do Poeta, acabei sendo novamente chamado, agora que estou disponível. Como sou sanjoanense, desde muito pequeno freqüento o Pontal. Tenho uma relação muito forte com o local, tanto que cheguei a participar da filmagem de um documentário lá. Há muita coisa na peça que precisa ser vista. Não apenas a poesia, mas, por exemplo, a denúncia sobre o desvio do rio Paraíba do Sul.

fonte: http://www.fmanha.com.br/

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