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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

TANCREDO, AÉCIO, MALUF

Laerte Braga

Há diferenças abissais entre Tancredo Neves, de um lado e Aécio Neves e Paulo Maluf de outro. No dia 21 de dezembro em Moscou, milhares de comunistas foram ao túmulo de Stalin depositar cravos vermelhos em homenagem aos 131 anos de nascimento do líder soviético.

O presidente russo Medvedev anunciou que vai iniciar uma campanha para desestalinizar a Rússia. Não há muita diferença entre Vladimir Putin e Stalin, guardadas as proporções de tempo, espaço e personalidade. Putin se inspira e adota os métodos do secretário geral do antigo PCUS (Partido Comunista da União Soviética), com uma diferença. Stalin tinha um sentido coletivo em tudo o que fazia, até na barbárie. Putin não.

Foi esse sentido coletivo, vamos ficar com essa expressão, que lhe valeu um livro de encômios os mais elevados do filósofo Jean Paul Sartre, muitas páginas de louvor aos planos qüinqüenais do governante soviético.

Em seguida a morte de Stalin o marechal Zukov, herói da IIª Grande Guerra e grande comandante do exército soviético (venceu os alemães, sem ele a guerra teria durado muito mais tempo e sabe-se lá que lado venceria), ao perceber as indecisões e disputas no Politburo, principal câmara do Partido Comunista Soviético, fez saber aos líderes que o Exército Vermelho apoiava a indicação do ucraniano Nikita Kruschov.

Há um episódio, se real ou não é outra história, mas dimensiona Kruschov, sobre dar a notícia a Stalin que os alemães haviam invadido a União Soviética e rompido o pacto que fora feito com Ribbentrop. Stalin entrou para um apartamento do Kremlin com algumas mulheres, embebedou-se durante dias e ao abrir a porta diante do desatino dos líderes do partido sobre o que fazer, mandou que Kruschov lhe calçasse as botas e disparou.

“Vocês são tão covardes que tendo oportunidade de me matar não o fizeram. Vamos ganhar a guerra”.

Tancredo Neves não teve a dimensão de Stalin e muito menos o caráter cruel, bárbaro e criminoso. Em defesa de Stalin se diga que a União Soviética começou sua história na defensiva e isso significa muito mais do que se possa imaginar.

Tancredo tinha uma característica. Não metia a mão no bolso de ninguém. Optou pelo que poderíamos chamar “caminho do meio”. O papel de pêndulo, mas sem perder de vista seus objetivos e sem deixar de ter uma visão de conjuntura de cada momento que viveu da história do Brasil.

Foi leal a Getúlio como foi leal a Jango.

Almino Afonso conta um episódio revelador sobre o golpe militar de 1964. Ministro do Trabalho do governo de Jango foi chamado por Darcy Ribeiro na Casa Civil, no dia 1º de abril de 1964 e recebeu a seguinte missão.

“Reassuma seu mandato de deputado e vá impedir que o Tancredo faça alguns acordos e o golpe triunfe”.

Almino relata numa entrevista que concedeu à revista PLAYBOY, logo após a anistia, que ao chegar ao Senado não disse uma palavra ao perceber a reação de Tancredo diante da disposição de Auro Soares de Moura Andrade, presidente da Casa e do Congresso, de decretar a vacância do cargo. Segundo Almino a coragem de Tancredo o surpreendeu.

Enfrentava Auro e não poupou adjetivos à covardia golpista do senador. Fernando Lira, mais tarde, aliás, indicado ministro da Justiça de Tancredo afirma que esteva presente a algumas decisões de Tancredo que o surpreenderam pelo nível de comprometimento do ex-presidente com a democracia sem adjetivos.

Tancredo Neves deixou de ser eleito governador de Minas em 1960 por conta de manobras de parte do PSD, seu partido então. José Maria Alckimin e Benedito Valadares não aceitavam a candidatura de Tancredo e inventaram a de Ribeiro Pena pelo antigo PR – Partido Republicano, com o intuito de dividir os votos e permitir a eleição do sacripanta Magalhães Pinto.

Ribeiro Pena foi presidente de um banco estatal mineiro durante todo o governo de Magalhães. A compensação.

Quando Aureliano Chaves, Marco Maciel e outros foram comunicar a Tancredo que haviam fundado o PFL, que estavam em desacordo com o candidato do PDS, partido da ditadura e iriam apoiar sua candidatura presidencial, isso em 1984, se prontificaram a conversar com o general Ernesto Geisel e pedir-lhe o apoio a Tancredo.

O então ex-governador de Minas levantou-se, foi ao telefone, ligou para Geisel, chamou-o de “meu general” e deu a notícia do apoio de Aureliano e outros. Ali Sarney virou vice-presidente. Falta de alternativa, sob forte resistência de Tancredo.

Geisel foi do gabinete parlamentarista de Tancredo e ambos eram próximos, mais próximos que os principais líderes parlamentares da ditadura. Boa parte da “distensão lenta e gradual” de Geisel foi formulada por Tancredo. O general tinha absoluta confiança no mineiro.

No velório de Tancredo em Brasília pode-se ver, é só buscar os arquivos, o general Geisel subindo a rampa do Planalto sozinho e a pé, sem seguranças. Disse aos repórteres – “uma perda sem tamanho para a democracia e o Brasil –.

Era prodigiosa a capacidade de Tancredo Neves de equilibrar-se entre forças antagônicas, tanto quanto a de ser leal aos seus companheiros.

Delfim Neto está aí, vivinho da silva, pode confirmar a quem quiser. Quando se começou a primeira negociação, governo Figueiredo, para pedir ajuda ao FMI e renegociar a dívida externa do Brasil, ouviu de John Rockfeller, um dos maiores banqueiros do mundo, que a dívida de Minas ele preferia negociar pessoalmente com Tancredo.

Delfim tomou um susto, passou batido e disse aos jornalistas que “o doutor Tancredo é outro departamento”. Tancredo era governador recém empossado de Minas. E o primeiro pedido que fez a Rockfeller foi a suspensão de um contrato de locação de uma loja do grupo ao governo de Minas, sem multa pelo rompimento. A multa era de cinco mil dólares e Rockfeller acedeu.

Em 1982, pouco depois das eleições para governos estaduais, as primeiras desde o golpe de 1964, o eleito governador do Rio, Leonel Brizola, ao ouvir de um companheiro que o perigo para as eleições presidenciais seria o governador Franco Montoro de São Paulo, respondeu assim, “Você está enganado, o perigo vem de Minas”.

Brizola, como Tancredo, enxergava além de umbigo e vaidades pessoais.

O cineasta Sílvio Tendler está a ponto de lançar um documentário sobre Tancredo Neves e já surge uma polêmica. Tancredo teria recebido ajuda financeira de Paulo Maluf em duas campanhas eleitorais (senado e governo do estado de Minas) para neutralizar eventuais adversários nas eleições presidenciais de 1984, alvo de Maluf.

O ex-governador de São Paulo pretendia debilitar a candidatura de Mário Andreazza, a preferida da direita militar, pois sabia que a disputa nesse campo se daria entre ele e o coronel ministro da ditadura, dentro do PDS.

Elizeu Rezende em Minas, candidato ao governo contra Tancredo em 1982 fortaleceria Andreazza.

Pode soar um tanto estranho e soa, mas a lógica política não é uma ciência exata como a concebia Bertrand Russel, por exemplo. Ou melhor, é possível matematizar a lógica. Na política e no futebol não.

A polêmica sobre essa “ajuda” de Maluf a Tancredo começa a surgir em veículos da mídia privada, portais da rede mundial de computadores e o cineasta Sílvio Tendler, um dos maiores nomes do cinema/documentário do País já disse que não sabe se o episódio será ou não incluído no filme “já um tanto longo”.

Não se queixou de pressões sobre o fato, tampouco disse algo sobre ele, como os veículos que deram guarida à notícia não revelaram que o intermediário entre Tancredo e Maluf foi o general Golbery do Couto e Silva. Do esquema do general Geisel, sustentáculo militar de Tancredo para a disputa presidencial.

Não sei se o documentário fala de uma grave crise de depressão que acometeu Tancredo logo após a derrota em 1960 para Magalhães Pinto. Refugiou-se em Petrópolis até a recuperação.

Em 1964 quando JK foi dizer a Tancredo que havia fechado um acordo para eleger o marechal Castello Branco presidente da República, JK era senador e Tancredo deputado, ouviu que não votaria em Castello. “Eu fui líder do governo Jango na Câmara e não tenho o hábito de trair amigos e nem princípios”.

Não votou. Disse um sonoro não quando chamado a proferir seu voto. Foi o único pessedista a não fazê-lo. E advertiu Juscelino que estava cavando sua sepultura.

Eleito presidente começou a trabalhar o Ministério e Fernando Henrique Cardoso procurou-o um dia para sugerir a indicação de seu próprio nome para o Itamaraty. Cabotino e sem caráter nenhum FHC chegou a dizer que “o senhor vai enriquecer o seu governo com um intelectual de renome mundial”. Tancredo disse não e nunca escondeu de ninguém que tinha ojeriza a FHC. Na melhor das hipóteses considerava-o um bobo.

Costumo enxergar Tancredo na história do Brasil a partir de três caixões. Carregou o de Getúlio e Jango em São Borja e o de JK. Sua morte em 21 de abril de 1985 provocou uma das maiores comoções já vistas no Brasil. A de São Paulo, quando o corpo saia do hospital num carro do corpo de bombeiros talvez tenha sido a maior manifestação espontânea de todos os tempos em nosso País. As pessoas iam abandonando seus carros, seus afazeres e quase um milhão de paulistas acompanhou o cortejo até o aeroporto onde o esquife seguiu para Brasília.

Analisar ou deixar de analisar erros e acertos de Tancredo é outra conversa. Não é o caso aqui. E por isso mesmo não há equívoco em afirmar que foi um dos maiores vultos de nossa história contemporânea. Se presidente teria evitado catástrofes como Sarney, Collor, FHC e Itamar. Por si só o ganho para o Brasil seria e é inestimável.

Aécio não tem nada a ver com Tancredo exceto o fato de ser neto. É um irresponsável com talento político e charme que usa e abusa, mas vazio e inconseqüente. Seus oito anos de governo em Minas foram só o de aparecer na hora agá. As decisões não eram dele, nunca foram. Cercou-se de gente da pior espécie, como o governador atual Antônio Anastasia (os mineiros viveram um dilema terrível nas últimas eleições, ou Anastasia, ou Hélio Costa, dois políticos menores, nunca à altura de Minas Gerais).

Se alguém encapuzar o ex-governador Aécio Neves em Belo Horizonte e soltá-lo num ponto qualquer do centro da capital, não tem a menor idéia de como chegar em casa, ou em qualquer lugar. É um tonto e uma grande ameaça ao País.

Cedo ou tarde vai se perceber isso, tomara que cedo.

Maluf é a lástima que conhecemos, legitimado por essa aberração que se chama Justiça Eleitoral. Um trem que não existe em países supostamente, claro supostamente, civilizados. Ou, minimamente organizados.

O documentário de Sílvio Tendler vai cumprir o papel de permitir aos brasileiros julgar um dos políticos mais importantes do século passado. Viveu e participou de momentos decisivos de nossa história.

Esse mérito do cinema de Tendler é decisivo para o resgate dessa história e associado ao seu talento extraordinário, torna-se imprescindível.

O filho de Pablo Escobar, um dos maiores produtores e chefe de cartel de drogas, financiador do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, apareceu num documentário exibido por um canal de tevê a cabo pedindo desculpas aos colombianos, bolivianos e aos povos do mundo pelo mal causado pelo pai.

No caso de Tancredo é diferente. Ele não pode pedir desculpas pelo destrambelhamento que é Aécio Neves. Pela ameaça que representa com sua conversa mole para boi dormir.

Um não tem nada a ver com o outro, exceto o fato de um ser avô e outro neto.

Fora isso Tancredo é parte da história do Brasil e Aécio do lixo político do País.

Que venha o documentário. Vai cumprir, como todos de Tendler, um papel importante na percepção e compreensão de uma quadra da vida brasileira.

E esse tipo de trabalho é de fundamental importância, como a controvérsia é parte de qualquer documentário feito com seriedade. Tendler é sério.

Palavra de Remy.



Especialistas comentam o significado de um governo com mais mulheres

fonte: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br

(Agência Patrícia Galvão) "Das 5 ministras do governo Lula, duas foram candidatas à Presidência. (...) Bastou a presidente exigir que a cota de 30% fosse cumprida para que os partidos se mobilizassem e indicassem mulheres. Portanto, o discurso de que não é possível cumprir a cota de 30% por falta de mulheres qualificadas para a política vai por água abaixo." "Temos mulheres extremamente qualificadas, mas os partidos não indicam porque as mulheres não têm poder partidário."

A Agência Patrícia Galvão repercute com especialistas em política a busca que a presidente eleita Dilma Rousseff tem empreendido para compor seu governo com um mínimo de 30% de mulheres no primeiro escalão. Saiba as opiniões e análises da senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP), da deputada eleita Luiza Erundina (PSB-SP), do pesquisador José Eustáquio Diniz Alves (IBGE) e da cientista política Maria Hermínia Tavares de Almeida (USP).

"Temos mulheres extremamente qualificadas, mas os partidos não indicam porque as mulheres não têm poder partidário"
Senadora Marta Suplicy (PT-SP)

“No seu primeiro discurso quando ganhou a eleição, a presidente Dilma Rousseff disse que um dia iremos preencher, de forma natural, os cargos dos ministérios com 50% de mulheres. E não como agora, na marra, com cota, brigando com os partidos. Dilma irá fazer o que se propôs, mas está tendo que 'pescar' as mulheres para preencher os 30% dos cargos. Temos mulheres extremamente qualificadas, mas os partidos não indicam porque as mulheres não têm poder partidário. E se não ocuparem cargos como esses, no primeiro escalão do governo, terão menos possibilidade de cargos eletivos. Entre as mulheres convocadas e convidadas por Dilma, algumas já são bastante conhecidas e outras não, mas irão se tornar e é disso que as mulheres precisam. Fico muito contente que seja assim.”

Marta Suplicy – senadora eleita (PT-SP)
(11) 8315-6239 (assessoria de imprensa)

"O rigor da presidente em definir as mulheres – todas com perfil de competência e compromisso político – sinaliza que temos mulheres na política muito bem preparadas."
Deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP)

“Conseguimos eleger uma mulher para a Presidência do país por causa da luta das mulheres. O partido e Dilma Rousseff têm méritos, mas há 80 anos, desde que a primeira mulher foi eleita prefeita no Rio Grande do Norte, lutamos para colocar mais mulheres no Poder Legislativo.

O importante, também, é que elegemos esta mulher, pois não basta ser mulher. O fato de Dilma Rousseff se comprometer a nomear pelo menos 30% de mulheres no primeiro escalão é um indicador de que ela vai fazer a diferença no Executivo, pois se trata de uma cota que não se conseguiu até hoje ser concretizada no Poder Legislativo.

O empenho de Dilma Rousseff nos anima e provoca a sociedade. O rigor da presidente em definir as mulheres – todas com perfil de competência e compromisso político – sinaliza que temos mulheres na política muito bem preparadas. São companheiras que já estão na luta, em funções de muita responsabilidade, testadas e comprovadas em relação a sua competência. A presidente eleita sabe que terá uma responsabilidade enorme sobre os acertos no seu governo.

Só não temos mais mulheres no espaço de poder porque o quadro partidário ainda é dominado por uma cultura machista, centralizadora e que não estimula a posição das mulheres nos cargos de direção. Os partidos não investem na força política das mulheres. Elas se mantêm invisíveis, inclusive sem espaço na mídia. A luta das mulheres ainda é grande e precisamos de uma reforma política o mais rápido possível.”

Luiza Erundina, deputada federal (PSB-SP)
(61) 3215-5620 (gabinete)

"Bastou a presidente exigir que a cota de 30% fosse cumprida para que os partidos se mobilizassem e indicassem mulheres"
José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo do IBGE

“Somente 30 países no mundo tem acima de 30% de mulheres no comando de seus ministérios. Se Dilma Rosseff cumprir a meta de 30% e nomear 11 mulheres para o primeiro escalão, o Brasil dará um salto no ranking internacional e entrará para um clube seleto de mulheres em espaço de poder e decisão.

Isso deve servir de exemplo para os governadores e prefeitos. Bastou a presidente exigir que a cota de 30% fosse cumprida para que os partidos se mobilizassem e indicassem mulheres. Portanto, o discurso de que não é possível cumprir a cota de 30% por falta de mulheres qualificadas para a política vai por água abaixo.

Ficou provado também que há muitas mulheres preparadas – basta ver o currículo das ministras convocadas e convidadas por Dilma Rousseff. O problema é que as mulheres ainda não têm força política dentro dos partidos, que são comandados por homens que sempre indicam homens para os cargos de primeiro escalão.

Até hoje, tivemos no máximo cinco ministras – no governo Lula –, e duas delas, Dilma Rousseff e Marina Silva, foram candidatas à presidência. Ao se abrir espaço para mais mulheres nos ministérios, se permite a formação de um capital político extremamente importante e necessário. Basta observar que o número de mulheres na Câmara Federal brasileira é tão baixo que 140 países estão a nossa frente em número de mulheres nesse cargo.

Importante também lembrar que a cota de 30% que Dilma Rousseff se comprometeu a cumprir é importante, mas nenhuma novidade. A meta estabelecida internacionalmente é a paridade – 50/50. Isso é possível e países como o Chile, Espanha, Bolívia e Suíça alcançaram paridade de gênero em pastas ministeriais. O Brasil assinou o 'Consenso de Quito', em 2007, e o 'Consenso de Brasília', em 2010, se comprometendo com a paridade de gênero para o desenvolvimento e a democracia.”

José Eustáquio Diniz Alves – demógrafo
Professor Titular do Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais
da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE
Rio de Janeiro/RJ
(21) 214246 89 ou 2142-46 96 / 9966

"Colocar mulheres nos ministérios é um feito simbólico importante, assinala para outras que é possível chegar lá"
Maria Hermínia Tavares de Almeida, cientista política e professora da USP

“Era de se esperar que Dilma Rousseff tivesse sensibilidade para esse tipo de questão, colocar mais mulheres em postos de primeiro escalão. No sistema político prevalece a lógica de que quem tem mandato eletivo é mais qualificado e tem mais chance de assumir cargos de primeiro escalão, portanto, menos mulheres são indicadas. Colocar mulheres nos ministérios é um feito simbólico importante. Mulheres de projeção em posições de visibilidade assinalam para outras que é possível chegar lá. É um estimulo para que outras mulheres entrem no jogo eleitoral, pois precisamos de mais mulheres disputando e se elegendo. O número ainda é muito pequeno.

As mulheres convocadas por Dilma Rousseff irão assumir cargos significativos. Parece que estão qualificadas; os currículos são consistentes. Vamos torcer para que façam boas gestões.”

Maria Hermínia Tavares de Almeida – cientista política e professora da USP
(11) 3091-6029

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