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segunda-feira, 21 de março de 2011

.Prisão de militantes do PSTU é política




por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Não posso dizer que fui contra os atos públicos promovidos no Rio contra a visita de Barack Obama, mas, como atestam os sucessivos posts que escrevi aqui, vi com preocupação. Quando se trata de alguém como o presidente dos Estados Unidos, as medidas de segurança se tornam draconianas. Em boa medida, com razão.

Ressalte-se: as inegáveis ameaças à segurança do presidente Obama não justificam ministros de Estado “tirarem os sapatos” em seu próprio país.

Também previ que algum problema sério resultaria de atos públicos em um momento e em locais que estariam guardados por forças de segurança preparadas até para matar ao menor sinal de risco. Afinal, estamos falando do líder máximo de um país que já teve aviões seqüestrados e atirados contra sua maior cidade.

Além disso, o discurso dos que promoveram atos contra os Estados Unidos me pareceu anacrônico. Mantemos relações comerciais, culturais e diplomáticas com o país e, assim, não faz sentido não aceitarmos a visita de seu presidente.

Minha maior preocupação não era com excessos dos manifestantes dos movimentos sindicais, dos partidos e dos sindicatos. Conheço-os e sei que são integrados por boas pessoas, honestas, idealistas e pacíficas. Preocupava-me com a segurança dessas pessoas porque tinha alguma coisa que me dizia que armariam alguma coisa para elas.

Não digo que tenha sido o Estado que armou alguma arapuca para que os ingênuos militantes do PSTU caíssem. Podem ter sido extremistas de direita ou até algum militante sem juízo que agiu por conta própria. É ridículo, porém, achar que um partido político legalizado e com representação parlamentar cometeria um ato de terrorismo.

Jamais houve um ato sequer parecido de parte do PSTU. Não são violentos. São veementes, muitas vezes me parecem intolerantes, mas jamais promoveram atos criminosos e violentos.

Sim, um coquetel Molotov foi atirado contra o Consulado dos Estados Unidos e fez uma vítima. Mas onde está a prova de que foi atirado pelos militantes que estão presos? E se o exame das fitas das câmeras da região mostrar que não foi nenhum deles, como é que fica?

É óbvio – e desalentador – que essas pessoas foram presas para intimidar os grupos que fariam manifestações no dia seguinte. Isso não é coisa de país democrático. As autoridades que prenderam e que mantém presas essas pessoas até agora, fizeram prisões cem por cento políticas. Afrontaram o direito constitucional de reunião e manifestação.

Não era necessário prender aquelas pessoas – e nem estou me referindo à falta de provas de que foram elas que atiraram o coquetel Molotov ou que portavam pedras e soco-inglês. Poderiam ter sido indiciadas e a Justiça, após investigações policiais, que decidisse. Prenderam por questões políticas, pois.

Há pelo menos uma iniciativa para que essa indignidade seja revertida. Um abaixo-assinado que pode ser apoiado clicando aqui . Apóie. Não importa se você não gosta do PSTU. Eu gosto. Não votaria nunca nesse partido, mas admiro seu idealismo e suas boas intenções. Você estará apoiando o Estado de direito.

PS: Comentários de apoio aos presos políticos serão enviados ao Ministério da Justiça.



Líbia sob ataque: 64 mortos apenas em Trípoli

O presidente da Líbia, Muamar Kadafi, falou neste domingo (20) que haverá “uma longa guerra no país”. Antes do amanhecer, a capital líbia foi alvo de ataques aéreos das forças aliadas. Apenas em Trípoli, há relatos de 64 mortos e mais de 100 feridos, segundo informações do governo líbio.

Em reunião neste sábado (19) com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em visita ao Brasil, a presidente Dilma Rousseff advertiu que a ação militar na região poderia levar ao acirramento da violência.

Goran Tomasevic/Reuters via Vermelho

Tanque das forças de Kadafi pega fogo após bombardeio em Benghazi, na Líbia
No sábado (19) os países aliados (Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália e Canadá) lançaram mísseis sobre a Líbia. Em pronunciamento, Kadafi recomendou que as pessoas reajam aos eventuais ataques, pediu que o povo líbio porte armas e afirmou que ele vai “vencer”.

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A intervenção da coalizão imperialista está se intensificando. A ordem para agir ocorreu depois de uma cúpula internacional em Paris – onde se reuniram os chanceleres dos países aliados. O governo do Catar se comprometeu a liderar os países árabes, que também estão prontos para participar da ação. Em poucas horas ontem houve uma ação limitada, liderada pela França, com o sobrevoo do Mirage 2000 e de um Rafale sobre a área da Líbia, destruindo tanques na região de Bengazi.

Aurora da Odisseia

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, disse neste domingo (20) que a operação militar Odyssey Dawn (Aurora da Odisseia, em tradução aproximada), iniciada neste sábado (19), conseguiu impor "de fato" uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Isso significa que aviões das forças de Muamar Kadafi estão proibidos de decolar e podem ser abatidos pelos caças ocidentais.

Em discurso transmitido pela televisão estatal líbia, Kadafi prometeu uma vitória contra o que chamou de "novo nazismo" e disse que está "armando todos os líbios".

Um funcionário do governo líbio da área de saúde disse que o número de mortos nos ataques aéreos das forças ocidentais subiu de 48, conforme relatado neste sábado, para 64. “As pessoas morreram em decorrência de seus ferimentos, então o total de mortos subiu”, disse.

110 mísseis

No sábado a Líbia foi bombardeada por 110 mísseis Tomahawk, disparados a distância. Segundo relatos, os mísseis atingiram os sistemas de defesa aéreo e comunicação estratégica do governo líbio. O objetivo das autoridades dos países aliados é a destruir as armas das forças aliadas de Kadafi. A Espanha informou que o Exército do país será acionado para o envio de quatro caças F18, aviões de reabastecimento e para manter vigilância marítima, com o uso de uma fragata e um submarino. Aviões das forças aliadas voltaram a bombardear a Líbia neste domingo.

Em 1999, em nome da proteção do povo do Kosovo, os países que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) bombardearam a Sérvia por 78 dias.

Da redação, com Agência Brasil e R7

Um comentário:

Elenilson Nascimento disse...

Irmão, postei um texto lá no blog falando sobre um assunto que interessa a todos nós escritores (ainda) sem mídia, por favor, se puder, divulga também no seu excelente espaço.
Grato,
Elenilson
http://www.literaturaclandestina.blogspot.com/

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