fulinaíma

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rio in chamas

meu labirinto solto
 na vertigem da tarde
tudo enquanto arde
do outro lado do dia
não tenha medo
sempre haverá poesia
mesmo quando não tocar teu corpo
e as formigas não alcançarem
o açúcar desejado
meu coração alado
cantará um rock na sessão das cinco
teu coração aflito soltará o grito
entalado na garganta
o cinema inteiro explodirá na tela
a pólvora do pavio
e como amante turca me beijará na urca
doida com0 o cio
e não bastaria as sextas feiras da lapa
samba reggaes ou tapa
enquanto a outra cidade dorme
com balas atravessadas nas casas
entregues ao destino da sorte
quando a vida é o que menos importa
se a língua da noite é torta
e o veneno da morte
está tampado nas latas
e o leblon arde em chamas
toda volúpia nas camas
na madrugada o desafio
não bastaria todo medo
que ela sempre  teve de me entregar a boca
agora como louca musa voraz insana
despeja em copacabana
toda voragem desse Rio



Um comentário:

jardins de coral disse...

Bela maneira de retratar uma realidade triste, histórica, mas já sórdida! O Rio é lindo, apesar...e sempre será. Poesia sempre haverá. Pelo menos, nós, os poetas, estaremos aí enquanto der. Clap,clap,clap.

CAMPOS DOS GOYTACAZES

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná