fulinaíma

quarta-feira, 20 de julho de 2011

profanalha nu rio



Num domingo desses de sol de primavera, fui com minha amiga Helô Landim rever o Pontal em Atafona. Há algum tempo ir ao Pontal era ir beber uma gelada no Palafita do Espanhol ou no Bar do Ronaldo, ou comer uma muqueca no restaurante do Ricardinho. Hoje ir ao Pontal e não ir lá onde o rio Paraíba do Sul beija o oceano atlântico saboreando uma  loura gelada no Bar do Neivaldo não tem a mínima graça.

No vídeo acima imagens captadas no Pontal por Helô e Federico Baudelaire, num instante em que Neivaldo preparava o seu café da manhã e um passeio com poesia ao vivo no Largo do Machado com imagens de Jiddu Saldanha ao som do meu brother de Brasília Engels Espíritos com o seu sopro selvagem.

Este poema foi publicado pela primeira vez na Antologia Transgressões Literárias, organizada por Deneval Siqueira Filho, provocando a ira de Arlete Sendra, para quem ele pode ser tudo menos poesia. E agora?

Profanalha NU Rio

a flecha de São Sebastião
como Ogum de pênis fala
perfura o corpo da Glória
das entranhas ao coração

do Catete ao Largo do Machado
onde aqui afora me ardo
como bardo do caos urbano
na velha aldeia carioca
sem nenhuma palavra bíblica
ou muito menos avaria

orgasmo é falo no centro
lá dentro da candelária

arturgomes

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