sexta-feira, 26 de agosto de 2011

mar à vista



essa morte cercada
intra muros
é o que não quero
quero o mar revolto
o furacão
a tempestade
o caldeirão fervendo
em teus olhos de espanto
o óleo não bento
te molhando a boca
e esta flor de cactos
te lambendo as coxas


eu quero cada fio
de cabelo do teu corpo
enrolado entre meus dedos
e tua língua brincando de medusa
quando vem e me lambuza
na saliva do teu céu da boca
eu não te quero santa
eu te quero insaciável louca
de amor de fome e sede
e que coma do meu corpo
como se comesse poesia
assim como se fosse o trigo
do teu pão de cada dia

arturgomes

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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