fulinaíma

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

baby cadelinha



devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob o esterco de vênus
onde me perco mais me encontro menos
de tudo o que não sei
só fere mais quem menos sabe
sabre de mim baioneta estética
cortando os versos do teu descalabro
visto uma vaca triste como a tua cara:
estrela cão meu gatilho morro
a poesia é o salto de uma vara
disse-me uma vez quem não me disse
ferve o olho do tigre quando plasma
letal a veia no líquido do além
cavalo máquina meu coração quando engatilho
devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os demônios de eros
fisto uma festa a mais que tua vera
cadela pão meu filho forro
a poesia é o auto de uma fera
devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os panos quem incesta
perfume o odor final do melodrama
sobras de mim papel e resma
impressão letal dos meus dedos imprensados
misto uma merda a mais que tua garra:
panela estrada grão socorro
a poesia é o fausto de uma farra

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