fulinaíma

sábado, 12 de novembro de 2011

mesmo se o quero é não quero


 o meu amor teve um surto
na rua do  sol e susto
no dia 2 de outubro
quase tremeu de loucura
quando gozei nos teus olhos
bêbado de vinho e ternura
na luz do gás no gasômetro
usina de carne e sexo
ela nem viu no meu rosto
nem percebeu no meu gesto
foi como se um bicho do mato
tocasse a caça indefesa
e o ato então se fizesse
concreto por mais abstrato
pensei então teu retrato
na rua do marco zero
quase dançamos bolero
naquele instante primeiro
em que tudo do amor
é pulsante
e o gozo se faz verdadeiro
mesmo se o quero é não quero

arturgomes

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