quarta-feira, 30 de novembro de 2011

entriDentes


jura secreta 14

eu te desejo flores
lírios brancos margaridas
girassóis
rosas vermelhas
e tudo quanto pétala
asas estrelas borboletas
alecrim bem-me-quer e alfazema


eu te desejo emblema
deste poema desvairado
com teu cheiro
teu perfume
teu sabor, teu suor
tua doçura

e na mais santa loucura
declarar-te amor até os ossos

eu te desejo e posso
palavrarte até a morte
enquanto a vida nos procura


EntriDentes

queimando em mar de fogo me registro
bem no centro do teu íntimo
lá no branco do meu nervo brota
uma onde que é de sal e líquido
procurando a porta do teu cais

teu nome já estava cravado nos meus dentes
desde quando sísifo olhava no espelho
primeiro como mar de fogo
registro vivo das primeiras eras
segundo como flor de lótus
cravado na pele da flor primavera
logo depois gravidez e parto
permitindo o Logus quando o mar quisera


EntriDentes 5


o grito
desestrutura o silêncio
atrás da porta
a lâmina acesa
sangra
sob a luz do abajour lilás
a faca escreve
a palavra morta
dois gumes
na noite que estremece
a voz que cala
e o assassino
limpa a lâmina
como quem come
sua última refeição


artur gomes

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

o mundo ronca


entre o que fala
e cala
a cara
abre-se
dentro da
madrugada
desperta
aperta o nó
e segue
alerta
contra o som
do que não veio
o silêncio
grita entre
a janela e a porta
e no quintal dos fundos
o mundo ronca
sobre tudo
aquilo
que não tenho

arturgomes

poema da madrugada

a cara fala
         e cala
entre o que
não         há
e    o     que
não   existe
sem  haver
      - ser -
não       ter
      - só –


may pasquetti

VISITA DO PRESIDENTE DO CONIF NA SEMANA DO SABER

Presidente do Conselho Nacional dos Reitores dos Institutos Federais (CONIF)e Reitor do IF Ceará, o professor Cláudio Ricardo Gomes de Lima visitou a Semana do Saber Fazer Saber nesta quinta-feira (24/11). Acompanhado dos professores Jefferson Azevedo e Luiz Augusto Caldas, além do professor Helder Carvalho, diretor do campus Campos Centro, ele percorrer diversos estandes.

A programação se estende até sexta-feira (25/11) com visitações entre 14h e 21h. Nesta sexta-feira, a partir das 18h, no Auditório Cristina Bastos, acontece a Mesa de Debates “Fins e Mediações dos Institutos Federais: desenvolvimento, trabalho, cidadania e cultura”, com as presenças do professor Marcelo Feres (coordenador de implantação dos institutos federais – MEC) e Lincoln Weinhardt (gerente da Comunicação e Segurança de Informações da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Campos).
(foto: Weliton Barbosa)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

encontro dos radicais livres - sesc campos


link para inscrições

19ª Semana do Saber Fazer Saber

·                                                                           A programação vai ser aberta oficialmente nesta quarta-feira, 23/11, com as atividades acadêmicas, culturais, eventos e exposições programados. Minicursos ainda com vagas. Nos três turnos de funcionamento do campus haverá também minicursos, exposições orais de projetos de pesquisa e palestras. O campus Campos-Centro do IF Fluminense tem cerca de seis mil alunos, da Educação de Jovens e Adultos (EJA), aos cursos de superiores e pós-graduação. A Semana do Saber foi iniciada em 1987 e retomada no ano passado, depois de alguns anos de paralisação.


A Direção Geral do Campus assumiu o compromisso de retomar a atividade e investir em sua expansão. Um dos resultados é que este ano, a feira Mostre-se, voltada para o intercâmbio entre empresas e o IF Fluminense, tem 76 participantes, quase o dobro da 18ª Semana.
Já as inscrições para apresentação de projetos científicos foram esgotadas dias antes do encerramento do prazo. Escolas públicas e privadas agendaram suas visitas ao campus.
Entre as atividades, poderão ser conferidas nesta quarta-feira: Mini-curso: Estação total com e sem prisma, Bloco: B / Pátio Horário: 9h às 12h / 15h às 18h; Mini-curso: Projetos de Energia Limpa, Bloco: F Sala: 102, 8h às 12h e 14h às 18h; Palestra: Pesquisas: Porto do Açu, Bloco D, Sala 308, de 16h às 18h.
Na parte cultural as programações iniciais são as seguintes: 14h – Abertura das exposições: ETNIAS – Pintura e Cerâmica e Exposição virtual de fotografia; CONCHA ACÚSTICA 17h – Apresentação “Ciranda de violões”; PALCO ALTERNATIVO 1
18h – Performance da oficina de Linguagem teatral “O Homem que chamava Teresa”.

Escândalo Chevron: mentiras, multas irrisórias, politização e pré-sal

Petroleira norte-americana responsável por desastre ambiental escondeu das autoridades informação sobre fim de vazamento e tentou iludi-las com vídeo editado. Multas iniciais e pedido de indenização chegam no máximo a R$ 250 mi, quase nada para quem fatura US$ 200 bi. Para PSDB, governo demorou a agir. Partido não se indignou com 'mentiras', como fez com ministro, nem pediu CPI da Chevron, suspeita de buscar pré-sal alheio, como fez com Petrobras.
BRASÍLIA - “É política do grupo preservar a segurança, a saúde das pessoas e o meio ambiente, bem como conduzir operações confiáveis e eficientes.” O grupo em questão, acredite, é o norte-americano Chevron, protagonista de um dos maiores desastres ambientais da história brasileira. Graças a operações nada confiáveis e eficientes com petróleo no Rio, a empresa é hoje alvo da Polícia Federal (PF) e da cobrança de indenização e de multas milionárias. 

Recheado – segundo autoridades - de omissão de informações e inverdades, e com cheiro de atentado à soberania nacional diante de uma possível tentativa de explorar petróleo pré-sal alheio, o caso Chevron é revelador. Permite ver com nitidez como a legislação brasileira pode ser generosa com empresas privadas. E como a luta política entre governo e oposição às vezes ajuda a perder a noção de que algo verdadeiramente escandaloso está acontecendo. 

No dia 8 de novembro, teve início um vazamento de petróleo de poço explorado pela multinacional a 1,2 mil metros de profundidade na Bacia de Campos, no litoral do Rio. No dia 12, a Chevron apresentou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um plano para “matar” o poço e acabar com o vazamento, aprovado no dia seguinte e implementado a partir do dia 16 – pelo menos, era isso que a Chevron dizia à ANP.

O plano, porém, dependia de um equipamento que só chegou dos Estados Unidos nesta segunda-feira (21), e isso a Chevron não contara antes. 

Imagens submarinas que a empresa fornecera às autoridades para mostrar o fechamento do poço estariam incompletas e teriam sido editadas para iludir as mesmas autoridades. “Houve falsidade de informações”, disse o chefe da ANP, Haroldo Lima. “Isso é inaceitável”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

Os dois mais o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foram chamados pela presidenta Dilma Rousseff para uma reunião nesta segunda em que ela queria passar a história a limpo. Até então, Dilma tinha apenas divulgado uma nota, dia 11, na qual dizia que o governo estava acompanhando o caso e que haveria uma apuração rigorosa das responsabilidades. 

Na reunião, Dilma ficou incomodada com a enrolação da Chevron e mandou a equipe levantar todos os contratos que a empresa tem com o governo, para verificar se é o caso de preservá-los. 

Depois da conversa, a ANP informou que vai fazer pelo menos duas autuações contra a petroleira – uma pelas omissões, outra pela falta de equipamentos. Mais cedo, no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) também anunciara a aplicação de uma multa. 

Pela lei atual, cada uma das multas pode chegar no máximo a R$ 50 milhões, uma ninharia para a Chevron mesmo que se some a autuação anunciada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), também no valor de R$ 50 milhões. 

No ano passado, a multinacional faturou US$ 200 bilhões.No primeiro semestre de 2011, lucrou US$ 14 bilhões. Como comparação: em fevereiro, a mesma empresa foi condenada no Equador a pagar US$ 8 bilhões por um crime ambiental.

Talvez fosse mais adequado que a legislação atrelasse as multas ao faturamento das empresas, como o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, está defendendo em projeto de lei que pune corruptores com mais rigor. Para Hage, se a multa não pesar de fato no caixa das empresas, o comportamento ético delas não vai mudar. Um raciocínio que também pode servir para o comportamento ambiental.

“Para o tamanho do empreendimento [da Chevron] e do dano ambiental [que ela causou], o valor máximo da multa brasileira me parece muito pequeno”, disse o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Nesta segunda (21), Rollemberg propôs – e aprovou – a realização de audiência pública no Senado no próximo dia 29 para escarafunchar o caso Chevron, com a presença de dirigentes da empresa e de autoridades.

Os adversários do governo DilmaRollemberg é aliado – também querem explorar o assunto politicamente. No domingo (20), um deputado oposicionista, Arnaldo Jardim (PPS-SP), informara que iria propor na Câmara a convocação da ANP e da Chevron para dar explicações. Nesta segunda (21), o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota em que diz que a sociedade “não consegue conceber” por que “somente agora” a presidenta tomou uma atitude.

Já as mentiras da Chevron denunciadas pelo governo não mereceram dos tucanos a mesma reação que tiveram com as confusas explicações dadas pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre as relações dele com um empresário. Para o PSDB, Lupi teria cometido crime de responsabilidade por ter mentido. 

O PSDB também não está a defender, por exemplo, uma CPI da Chevron, como fez contra a a Petrobras em 2009, para saber se a multinacional norte-americana tentou sugar petróleo pré-sal que não lhe pertencia. Essa é uma suspeita tanto da Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar todo o caso e vai tomar os primeiros depoimentos de executivos da empresa nesta quarta-feira (23), quanto da ANP.

Para o delegado da PF que cuida do caso, Fabio Scliar, é estranho que a Chevron tenha sondas capazes de buscar petróleo a 7km de profundidade, sendo que o poço em que houve o acidente era "raso", de 1,2km - as camadas de pré-sal situam-se entre 5km e 7km. 

“Vamos examinar a prazo curto o projeto dela de chegar ao pré-sal brasileiro legalmente”, disse Haroldo Lima, em referência a uma reunião da ANP marcada para quarta (23) que analisará uma proposta da Chevron de atuar em campos do pré-sal.

Coincidência ou não, o governo do Rio também resolveu se mexer nessa segunda (21). O secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, ex-ministro da área, informou que o estado vai entrar com uma ação civil pública cobrando R$ 100 milhões de indenização da Chevron. E que vai obrigar a empresa a se submeter a uma auditoria internacional para conferir se a empresa estava preparada para acidente. A auditoria deve custar R$ 5 milhões, e a própria auditada deverá pagar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

POCKET NO SESC BELENZINHO


Quinta-feira (24) faremos um pocket-show no evento Singular/Plural, no Sesc Belenzinho. Rainer Pappon na guitarra, Caio Góes no baixo e Caio Dohogne na batera. O show ficou com um nome chinfroso: I Pod, I Pad ou I Faço? Poesia para Smart Ears. Vários poemas e músicas novas. Às 20 horas. Sala de Espetáculos 1.

Na quarta (23), Paulo Scott e o guitarrista Flu apresentam A Timidez do Monstro. Na sexta (25), Marcelino Freire, Olívia Araújo e DJ Dani Nega apresentam Mataram o Salva-
Vidas.


O evento tem também mesas redondas e oficinas com Ivan Marques, Luci Collin, Manuel da Costa Pinto, Raquel Cozer, Paulo Sandrini e Reynaldo Damázio, entre outros. Curadoria de Nelson de Oliveira e Juliana Santos.



Ademir Assunção


19ª Semana do Saber Fazer Saber

vídeo produzido na Oficina Cine Vídeo - IFF Campus Campos - Centro

a lavra da palavra quero
video com poesia de Artur Gomes e trilha sonora de Adriana Calcanhoto. Filmado em Cabo Frio e Rio de Janeiro – janeiro de 2010

tô te esperando
vídeo com trilha sonora de Cassia Eller com roteiro de direção de Artur Gomes

Mini Curso – Mostra de Curtas – Cine Vídeo
Dia 25 das 14 às 18:00h
Bloco A – Sala 127
IFF Campus Campos - Centro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Espanha: entre milagres esperados e tentações perigosas



O Partido Popular impôs neste domingo ao PSOE a pior derrota de sua história. A direita espanhola, com Mariano Rajoy, terá agora a dura responsabilidade de gerir a crise. E fará isso, previsivelmente, aplicando ajustes radicais no gasto público, com cortes estimados em mais de 18 bilhões de euros para o exercício de 2012. No PP há um certo temor de um “inverno quente”, com os sindicatos nas ruas e os “indignados” nas praças, dando as boas vindas a um governo que não tardará a lamentar a debilidade de seu principal opositor. O artigo é de Oscar Guisoni.

O Partido Popular impôs neste domingo ao PSOE a pior derrota de sua história. Com um resultado ainda mais pobre que o obtido nas eleições à Assembleia Constituinte de 1977 e com apenas 28,79% dos votos, os socialistas pagam um alto preço por terem cedido às pressões dos mercados financeiros durante a atual crise econômica. Com 44,3% dos votos, um resultado similar ao obtido por Rodriguez Zapatero em 2008, o PP fica com uma clara maioria absoluta graças às vantagens de uma lei eleitoral que fraciona em províncias pequenas o território, favorecendo deste modo os partidos majoritários. 

A direita espanhola terá agora a dura responsabilidade de gerir a crise. E fará isso, previsivelmente, aplicando ajustes radicais no gasto público, com cortes estimados em mais de 18 bilhões de euros para o exercício de 2012.

As eleições deste domingo deixaram mensagens muito claras para os partidos majoritários, despertaram expectativas na esquerda que se beneficiou da retumbante debacle socialista e confirmaram a saúde dos nacionalismos regionais, que obtiveram importantes vitórias na Catalunha e no País Basco. O PP obteve a maior vitória de sua história – Mariano Rajoy conseguiu melhorar a maioria absoluta obtida por José María Aznar em 2000 – no pior momento do país. Seja qual for o desenlace da crise econômica nos próximos anos, fica claro pela composição que emerge do novo parlamento que será sob responsabilidade única dos “populares”.

Grande parte dos que votaram na direita estão convencidos de que o PP voltará a repetir o “milagre de ‘1996”, quando assumiu o poder após 14 anos de governos socialistas, com um grande número de desempregados e alguns problemas econômicos crônicos que voltaram a aparecer. Mas é difícil que esse milagre volte a acontecer. 

Mariano Rajoy e seu futuro ministro da Economia já não tem em mãos o instrumento da desvalorização para dar um choque competitivo em uma economia à beira da recessão. E para sair do atoleiro só podem inventar outra bolha, como foi a imobiliária – gestada durante o governo de Aznar graças a uma Lei do Solo que permitiu a explosão da especulação imobiliária – ou realizar uma desvalorização indireta, reduzindo salários e cortando benefícios sociais, um caminho que levará diretamente ao enfrentamento social.

Mariano Rajoy parece ter muito claro esse cenário. Mas até agora não disse em que direção vai mover suas fichas. No PP há um certo temor de um “inverno quente”, com os sindicatos nas ruas e os “indignados” nas praças, dando as boas vindas a um governo que não tardará a lamentar a debilidade de seu principal opositor. Com o PSOE mergulhado em uma verdadeira travessia no deserto – há quem tema que estourem disputas internas incontroláveis que aumentem o dano na já avariada nave socialista -, os populares não terão interlocutores para administrar a crise. 

Conhecido por ser um homem de decisões lentas, Rajoy deverá enfrentar uma realidade que muito provavelmente superará amplamente sua capacidade de reflexos e que poderá engolir o respaldo popular em poucos meses se o esperado “milagre” não se concretizar. O mito, fortemente arraigado, de que “a direita sabe como fazer negócios, hoje não tem sustentação”. Previdente, Rajoy já avisou que a situação é muito difícil e que não haverá nada para festejar até...2013. Uma data demasiadamente distante para os milhões de desempregados, para os quais estão acabando os benefícios e que veem mais sombrio seu futuro econômico.

Enquanto isso, Bruxelas, as agências de classificação de risco e o punhado de tecnocratas que governam a Europa já definiram as cifras dos próximos cortes e, previsivelmente, os mercados festejarão nesta segunda com alta nas bolsas os resultados eleitorais na Espanha. “Ganhe quem ganhe, Merkel é que governará”, asseguravam grande parte dos correspondentes estrangeiros, há uma semana, ao jornal El País. Mas as rédeas internas ficarão com Rajoy, que a partir de agora controla o PP com o maior poder territorial de toda sua história, com amplas maiorias em todas as regiões e com uma forte coesão interna, uma fortaleza que tornar-se frágil se a crise fizer irromper velhas rebeliões internas sufocadas com êxito pelo próprio Rajoy nos últimos anos.

Todos esses ingredientes podem resultar numa armadilha se a direita cair na tentação de impor medidas impopulares capazes de dissolver seus apoios ou convocar á mobilização grande parte dessa esquerda social que decidiu ficar em casa neste domingo ou votar em partidos mais radicais que o PSOE e que tem sua expressão mais poderosa no chamado 15-M. É uma tentação que o PP já enfrentou antes, com sua primeira maioria absoluta durante o segundo governo de José María Aznar, e que culminou no desastre de 2004, que fez o PP pagar pelo pecado de lesa soberba e ficar sete anos fora do governo central. Só que agora não há o PSOE para recolher os restos de uma queda, e seus passos em falso podem levar o país a uma situação complexa, similar a que Grécia e Itália enfrentam hoje. Tudo isso, a partir de hoje, está nas mãos de Rajoy.

Tradução: Katarina Peixoto

sábado, 19 de novembro de 2011

conexões urbanas



Hoje mais uma edição do projeto Conexões Urbanas no Colégio Estadual Paulo Barroso, uma realização do Sesc Ri0 com execução do Sesc  Campos, com Oficinas de Skate, Graffiti, Street Dance, Street Ball e Cine Vídeo. Conexões Urbanas tem coordenação de Heloisa Landin e produção de Nelson Martins.

Com os professores: Jorginho(basquete), Luciano Paes(skate), Tim Carvalho(dança), Jhony Nunes(graffiti) e Artur Gomes(cine vídeo). 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

jazz free som balaio

Hoje, quinta 17, estarei ao lado do meu parceiro Dizzy Ragga, no Arpex no show de pré-lançamento do seu EP Equalizando, contando com as participações Fabian Ifrikan, Ka Preta, LucDubWise, Banda Força Viva e DJ Tago, a partir das 23:00hs. E dia 4 de dezembro estaremos no Sesc Campos, com um Desafio de Rima, além de uma Mostra de Curtas Urbanos dentro do projeto Encontro dos Radicais Livres.




Jazz Free Som Balaio

ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez

ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midnigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre  minha musa Odara

ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos
que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ALUNOS do IFF PARTICIPAM DE CURSO DE CINE E VÍDEO


              
 Alunos do Curso de Fotografia do campus Campos Centro estão também participando de um curso de Cine e Vídeo, com aulas ministradas pelo poeta Artur Gomes. Segundo Gomes, o curso conta com aproximadamente 30 estudantes, com uma aula semanal, e os resultados já começam a aparecer. “Estamos trabalhando com roteiro, filmagem e edição. As primeiras produções trataram de ‘um olhar sobre a cidade de uma forma geral’. Eles produziram também um vídeo intitulado ‘Janela Indiscreta’, uma observação cinematográfica do cotidiano da escola, com elementos humanos no pátio e nos corredores”, destaca Artur.

Os vídeos produzidos no curso, segundo adianta Artur, serão apresentados na Semana do Saber Fazer Saber, entre os dias 22 e 25 deste mês. “Teremos uma exposição de fotografia, do curso do professor Diomarcelo Pessanha. Assim, também estaremos mostrando os vídeos”, afirma Artur Gomes.

Nessa primeira etapa do curso serão produzidos documentários sobre o próprio curso. Num segundo momento, segundo destaca Artur, serão documentadas as atividades das oficinas de arte.

(foto: Leandro Vicente) fonte: http://www.camposcentro.blog.br

XIV ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS DOSVOX

 Realizado em Goiânia, nos dias 11, 12 e 13, o XIV Encontro Nacional de Usuários Dosvox contou com a participação de 16 estudantes do campus Campos Centro do IFF. O evento contou a presença de Antonio Borges, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e criador do programa Dosvoz, um sistema que permite o uso de computadores por pessoas portadoras de deficiências visuais.

Carolinne Bichara, 17 anos, uma das estudantes com participação no evento, destaca a presença de Borges. “Foi muito bom estar junto de uma pessoa que teve esse tipo de preocupação. Fizemos uma foto que guardarei com carinho”, afirma, ressaltando a encanto pela participação nos mini-cursos, sobretudo aqueles voltados para os jogos eletrônicos e virtuais.
O Dosvox é um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz, em Português. O que o diferencia de outros sistemas é a comunicação homem-máquina muito mais simples. Ao invés de simplesmente ler o que está escrito na tela, o Dosvox estabelece um diálogo, através de programas específicos e interfaces adaptativas.

(foto: Leandro Vicente) fonte: http://www.camposcentro.blog.br

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Incrível Viagem da Família Aço

fotos: helô landin

Neste último sábado 12, no Colégio Estadual Paulo Barroso em Goytacazes, o projeto  Conexões Urbanas do Sesc Rio, executado pela sua Unidade de Campos, recebeu o espetáculo realmente incrível, A Incrível Viagem da Família Aço, apresentado pela cia. ENTREATO que é qualificada pelo MINC com patrocinada pelo programa PETROBRAS Distribuidora de Cultura. . A Cia. ENTREATO já recebeu 40 indicações e 24 prêmios por todo o Brasil.

A história da Incrível Viagem da Família Aço, gira em torno de Aço Júnior e seu pedido de aniversário. Encontrar sua mãe. Pai Aço, surpreso, diz que ela está num lugar muito bonito e assim, o palhaço menino parte atrás do reencontro numa aventura recheada de personagens, sotaques, cantigas, lendas e crendices do Brasil.

A montagem usa a técnica do palhaço e aposta na poesia, encarando o desafio de abordar um tema delicado para o universo infantil: a perda. A ousadia de fazer uma fusão entre o palhaço, o folclores de diferentes regiões do país e abordar a questão de que a morte é um ciclo natural da vida, prova sem dúvida nenhuma, o quão completa é esta obra.

O sucesso do espetáculo é notório pelos 4 anos que está em atividade, por seus 24 prêmios nacionais conquistados e principalmente pela mensagem que os espectadores vão levar gravados na memória para sempre.



Ficha técnica:

Texto e direção: Lú Gatelli
Elenco: Lú Gatelli, Marcelo Gatelli, Richard Goulart e Ligia Dechen
( stand -in: Jônea França)
Iluminação: Jorginho de Carvalho
Cenário e Figurinos: Lú Gatelli
Direção de Produção: Renato Maia
Assistente de Produção: Janaina Riegel
Realização: Cia Entreato
Duração do Espetáculo: 60 minutos
Classificação livre, recomendado para crianças a partir de 6 anos

A Cia Entreato

A Cia Entreato no ano de 2011 completou uma década de trabalhos continuados. Seu repertório é desenvolvido a partir de uma pesquisa de dramaturgia fundamentada no teatro popular, no folclore brasileiro e na linguagem do palhaço. Ao assistir um espetáculo da Cia o que se vê no palco é um teatro povoado pela música, pela cor, pelo movimento e pelo artesanato. Um teatro simples e profundo onde reina a poesia. Um teatro que busca o equilíbrio do lúdico, do mágico, do real.




no meio do caminho tinha uma pedra



"No meio do caminho" é o que se pode chamar de poema-escândalo. Publicado pela primeira vez na modernista Revista de Antropofagia, em 1928, deflagrou uma saraivada de críticas na imprensa. 

Violentos, irônicos, corrosivos, os críticos simplesmente desancavam o autor dos versos e diziam, em suma, que aquilo não era poesia.

Reacionários e gramatiqueiros, eles se sentiam provocados pelas repetições do poema e pelo "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra". 

Em 1967, para marcar os 40 anos do poema, Drummond reuniu o extenso material publicado sobre ele no volume Uma Pedra no Meio do Caminho -- Biografia de um Poema (Editora do Autor).  

Vale aqui fazer apenas uma pergunta. Havia milhares de poemas modernistas que a crítica conservadora achava ruim ou desqualificava como literatura.

Por que, então, detonaram todas as suas baterias contra a pedra no caminho?

Seria talvez pelo fato de que Drummond — o mais completo modernista — pôs realmente o dedo na ferida e incomodava mais?


no meio do caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.



Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930
© Graña Drummond



Fonte: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond04.htm


sábado, 12 de novembro de 2011

saci pererê


mergulhado
entre nuvens de chumbo
e fumaça de cachimbo
o saci sequestrado em taubaté
foi visto com hayan rubia
as margens do tatuapé
na lama de concreto
do abistrato pererê
vomitando o objeto
do que restou do tietê

arturgomes

mesmo se o quero é não quero


 o meu amor teve um surto
na rua do  sol e susto
no dia 2 de outubro
quase tremeu de loucura
quando gozei nos teus olhos
bêbado de vinho e ternura
na luz do gás no gasômetro
usina de carne e sexo
ela nem viu no meu rosto
nem percebeu no meu gesto
foi como se um bicho do mato
tocasse a caça indefesa
e o ato então se fizesse
concreto por mais abstrato
pensei então teu retrato
na rua do marco zero
quase dançamos bolero
naquele instante primeiro
em que tudo do amor
é pulsante
e o gozo se faz verdadeiro
mesmo se o quero é não quero

arturgomes

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná