terça-feira, 17 de abril de 2012

Festival do IFF em ação

 

Thais Tostes


Começou ontem no IFF e acontece até o dia 20 deste mês o 1º Festival Nacional de Cinema do Instituto Federal Fluminense (IFF), no campus do Centro. O encontro da sétima arte exibirá mostras competitivas e não competitivas, sendo que uma delas — Curta IFF — já começou e vem exibindo filmes diariamente. O Festival tem como proposta descobrir novos talentos na área do cinema e, também, divulgar os talentos que já são conhecidos. 
O Festival será aberto, amanhã, com um documentário chamado “Dita Branda”, que foi feito com base numa reportagem do jornal Folha de São Paulo a respeito da ditadura militar no Brasil. A direção deste vídeo, que não concorre em nenhuma mostra — sendo apenas um vídeo de abertura — é assinada por Felipe Viana. O Festival recebeu mais de cem inscrições de produções audiovisuais com temática livre, somando os setores competitivo e não competitivo. O evento, que tem curadoria do artista multimídia Artur Gomes, é composto pela Mostra Curta IFF; as Mostras “Competitivas” e “Cinema Possível”; e a oficina “Cinema Possível”. A Mostra Cinema Possível e as Mostras Competitivas estão agendadas para acontecerem no Auditório Cristina Bastos, diariamente sempre das 19h às 20h.

A oficina “Cinema Possível”, por sua vez, cuja coordenação leva a assinatura do cineasta Jiddu Saldanha, está programada para exibir produções através do aparelho de televisão disposto no refeitório da instituição, todos os dias, das 11h30 às 13h. Já a Mostra Curta IFF, que vem acontecendo há algum tempo, exibe curtas-metragens produzidos na Oficina Cine Vídeo e Laboratório de Cinema do IFF (Campus Centro) e videoclipes na TV do espaço Concha Acústica, sempre das 10h às 12h e das 16h às 18h. No dia 19, o Festival realiza a partir das 18h uma Mesa de Debate Sobre Cultura, com a presença da Deputada Federal Jandira Fegalli, que assina a presidência da Frente Parlamentar de Cultura.

Segundo o curador do evento, o julgamento dos filmes vencedores já foi feito, por uma comissão formada por, além de Artur: o repórter fotográfico e professor de Fotografia da instituição, Diomarcelo Pessanha; o repórter fotográfico Welliton Rangel, quem assina a coordenação do Departamento Multimídia e Eventos; a professora de literatura Edinalda Almeida; e a professora de Geografia Maria Amélia Correa.

A divulgação dos filmes vencedores, no entanto, acontecerá logo após cada mostra que reúne ambas as categorias: estudantes e não estudantes. Estas informações são da curadoria do Festival. “Os filmes serão exibidos e depois será anunciado o filme premiado”, disse Artur, comentando que o foco das Mostras Competitivas são as produções em curtas-metragens e que o evento registra duas novidades: nas Mostras Não Competitivas serão exibidos dois filmes – um que registra um bate-papo com Laís Bodanzky, diretora do filme Bicho de Sete Cabeças; e outro que apresenta uma conversa com o ator Rodrigo Santoro, que atua nesta mesma produção. Estes audiovisuais foram cedidos ao Festival pelo Instituto Querô, de São Paulo.

Além disso, outra novidade do Festival é que será lançado pelo cineasta Jidu Saldanha o curta-metragem “Poesia proibida”, sobre a poesia do artista multimídia Artur Gomes. “Eu ainda não vi este vídeo, vai ser uma surpresa para mim”, comentou Artur, citando o poema por ele assinado, “Carne Proibida”, como uma das bases para a produção deste lançamento audiovisual. “As filmagens foram feitas em janeiro de 2010 e são do Parque das Ruínas, Santa Tereza, Largo do Machado, Lapa, Glória, no Rio”, conta Artur.

A ideia de realizar o Festival surgiu através da oficina Cine Vídeo que o Instituto vem implantando e, também, de uma nova proposta da gestão da escola. Artur creditou o alcance do Festival, em termos de número de inscritos e qualidade das produções, ao apoio do Festival Curta Santos (curtasantos.com.br) e do Instituto Querô (www. institutoquero.org).

A Oficina Cinema Possível acontecerá nos dias 17, 18 e 19, sempre das 15h às 17h, no Auditório Cristina Bastos. De acordo com Artur, será um minicurso no qual as pessoas aprenderão como o cinema pode ser produzido a partir de equipamentos simples, baratos — como câmeras de celulares, câmeras MiniDVs e máquinas fotográficas digitais.

Dentre as inscrições que o Festival recebeu estão produções assinadas por estudantes e não estudantes. Os estudantes são integrantes de pólos do IFF localizados em Campos e outros municípios, como Itaperuna, São João da Barra e Macaé. Além disso, o 1º Festival de Cinema do IFF registra a presença de obras feitas por estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); da Universidade Federal de São Carlos, de São Carlos-SP; do Centro Educacional Leste, de Brasília; das Faculdades Atibaia (FAAT), de Atibaia-SP; e de pessoas não-estudantes que residem em Campos, na cidade do Rio de Janeiro e nos Estados Minas Gerais, São Paulo e Roraima.

A premiação para os autores dos filmes vencedores — de estudantes e não estudantes - será dada pela Fundação Pró-IFF, segundo a curadoria do evento. Ao todo, o Festival soma três categorias para estudantes voltadas à produção através de: câmera de celular, máquina fotográfica digital e MiniDV. Em cada categoria, há um filme vencedor e o autor ganhará uma máquina fotográfica di- gital. Os autores que não são estudantes do IFF concorreram em categorias idênticas: câmera de celular, máquina fotográfica digital e MiniDV. A premiação para os não-estudantes é de um Notebook para o vencedor em cada categoria. O Festival selecionou seis filmes vencedores.


fonte: www.fmanha.com.br

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