fulinaíma

quarta-feira, 9 de maio de 2012

antropofágica

o delírio é a lira do poeta
se o poeta não delira sua lira não profeta

as carambolas do meu quintal
estão maduras
mastigo a carne da fruta
como se outra carne eu comece
na farta festa do cio
dois Rios no mesmo mar
barcos na mesma fome
paixão voraz não tem nome
pintura de Frida Callas
penso teu sobrenome
e a língua explode na fala

arturgomes

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná