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terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontro reunirá prefeitos das 40 maiores cidades do mundo



Espaço Humanidades 2012, uma estrutura de sete mil metros quadrados montada no Forte de Copacabana pela prefeitura do Rio de Janeiro para sediar eventos paralelos à Rio+20, foi inaugurado nesta segunda pelo vice-presidente Michel Temer. O principal evento no local será o C40, encontro dos 40 prefeitos das maiores cidades do mundo, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Um dos objetivos do encontro é a maior participação das cidades nas questões ambientais, quase sempre subordinadas a questões de estado e tratados internacionais.

Rio de Janeiro - O vice-presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), inaugurou nesta segunda-feira (11) o espaço Humanidades 2012, uma estrutura de sete mil metros quadrados montada no Forte de Copacabana pela prefeitura do Rio de Janeiro para sediar eventos paralelos à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, que acontece de 13 a 22 no Riocentro.

Ao congratular as federações das indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e de São Paulo (Fiesp), parceiras da prefeitura no projeto, pela iniciativa, Temer foi na contramão de ambientalistas e setores da sociedade civil ao afirmar que o Brasil dará lições de desenvolvimento sustentável durante o encontro da ONU. “O exemplo do nosso desenvolvimento é seríssimo. A retirada das pessoas da pobreza para a classe média e a luta da preservação do meio ambiente. Aliás, tudo de alguma maneira começou aqui no Rio em 92, e agora, 20 anos depois, quando se vai fazer uma avaliação, eu penso que ela é positiva”, disse o vice-presidente.

Para Temer, a avaliação da Eco 92 para cá é positiva porque “formou-se uma consciência de manutenção do meio ambiente de um lado, e ao lado dessa manutenção a ideia de tirar as pessoas da miséria para uma classe em que pudessem consumir sem alterar o meio ambiente”. Ainda de acordo com o peemedebista, saudado como presidente por duas vezes pelo prefeito Eduardo Paes, também peemedebista, durante a cerimônia, o Brasil dará exemplos de uma discussão madura sobre o meio ambiente nos debates do Riocentro. “Ainda há pouco demos o exemplo no chamado Código Florestal. Apesar de todos os debates, o governo tomou providências no sentido da preservação do meio ambiente sem esquecer-se, naturalmente, daqueles que produzem na terra. Esse exemplo deve ser seguido, e isso será pregado, para os países que estarão aqui no Brasil este mês”.

A cerimônia de inauguração do espaço que terá seminários temáticos e exposições abertas ao público durante toda a Rio+20 contou com uma homenagem ao empresário Eliezer Batista, ex-presidente da antiga companhia Vale do Rio Doce e ex-ministro das Minas e Energia no governo João Goulart, e um pomposo ato de “integração das humanidades”. Neste momento, os cerca de cem participantes presentes em mesas colocadas de forma circular apertariam cem botões vermelhos, quando um pêndulo fora do eixo deslizaria até seu eixo correto na mesa central da solenidade, simbolizando a “humanidade entrando nos eixos a partir da Rio + 20”. Dado o sinal pela cenógrafa Bia Lessa, os botões foram acionados, mas o pêndulo emperrou no meio do caminho, fazendo a música tema cantada por Maria Bethânia ser interrompida e a coreógrafa pedir que os presentes repetissem o movimento. Aperta e desaperta botão, cinco minutos depois o pêndulo entrou nos eixos.

Soluções locais
Pela manhã, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, acompanhado dos presidentes da Firjan, Eduardo Gouvêa Vieira, e da Fiesp, Paulo Skaf, percorreram os diversos setores do Humanidades 2012. O principal evento no local será o C40, encontro dos 40 prefeitos das maiores cidades do mundo a partir do dia 19, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Um dos objetivos do encontro é a maior participação das cidades nas questões ambientais, quase sempre subordinadas a questões de estado e tratados internacionais.

Para Paes, a Rio+20 pode quebrar esse paradigma. “Aqui você vai ter encontro de prefeitos, encontro de governos locais, legisladores, técnicos e a sociedade civil do mundo inteiro debatendo, o que pode significar uma oportunidade de mudança fantástica”, afirmou. Segundo ele, “tem coisas que estão na mão dos prefeitos, e obviamente os prefeitos ganham uma importância muito grande, já que a maior parte da população do mundo vive nas cidades. E a gente vai anunciar decisões concretas aqui, vamos anunciar metas ambiciosas e decisões concretas em nome das 60 maiores cidades do mundo”.

Ao discorrer sobre o papel dos centros urbanos, o prefeito aproveitou para reafirmar que o Rio está preparado pare receber o evento das Nações Unidas, mas pediu a cooperação da população. “Faço mais um apelo aos cariocas. Especialmente na semana que vem, nós teremos dias confusos, então a gente pede para as pessoas evitarem esse corredor Barra-Zona Sul porque a gente terá mais de 100 chefes de estado circulando entre o Riocentro e a Zona Sul da cidade. Acho que todos os cariocas devem estar muito felizes de se tornarem o centro do mundo pelos próximos dez dias, mas isso pressupõe alguns ajustes que nós saberemos fazer”, disse ele.

Praia livre
No primeiro dia, o Humanidades 2012 realizou dois ciclos de palestras rápidas, com no máximo 18 minutos de duração cada. O TEDxRio+20 foi a perna carioca das conferências TED, que acontecem anualmente na Califórnia desde 1984 e têm como tema o poder humano para soluções criativas para problemas cada vez mais complexos. O II Gescom Praias discutiu a gestão compartilhada das praias, tema polêmico e apontado por movimentos da sociedade civil como um avanço da iniciativa privada em preceitos constitucionais, como o direito do cidadão de ir e vir.

Um dos anúncios feito durante o encontro foi a candidatura da Prainha, reduto de surfistas na Zona Oeste da cidade, à Bandeira Azul da ONG francesa Fundação para a Educação Ecológica (FEE), que é chancelada pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Para receber a bandeira a praia tem que ser aprovada por jurados nacionais e internacionais após cumprir uma lista de 33 itens ecológicos. Atualmente, no Brasil, a única praia que tem a Bandeira Azul é a do Tombo, no Guarujá, em São Paulo. Com a Bandeira Azul, a prefeitura que sedia a praia teria mais facilidades para financiamentos e projetos junto a órgãos internacionais.

Entusiasta do projeto, o prefeito Eduardo Paes disse que a Prainha deve servir como “cobaia” para outras certificações na cidade. “Primeiro você tem que tentar recuperar totalmente aqueles espaços que têm características mais virgens, e as praias da Zona Oeste da cidade estão muito na mão para esses projetos. Depois a gente caminha para as praias mais urbanas, elas vão demorar um pouco mais a conseguir este selo de qualidade. Acho que é um processo”, disse.

Questionado sobre as implementações para a candidatura da Prainha à Bandeira Azul, o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, confirmou que a praia passará a contar com controle de acesso, inclusive com a instalação de guaritas, mas que elas serão exclusivas para veículos. Segundo Muniz, não haverá controle de pessoas no acesso à praia.

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