segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Parque Eólico de Gargaú



Parque Eólico de Gargaú atrai 
pela beleza, mas não emprego e energia

A beleza do cenário do Parque atrai turistas para SFI

A cidade de São Francisco de Itabapoana ganhou em 2010 o primeiro Parque Eólico do Sudeste, o Parque Eólico de Gargaú, administrado pela empresa privada Gesa – Gargaú energética S/A, localizado na grande margem de praia, protegida pela Marinha.

Com cerca de 42 mil habitantes, o município que tem a agricultura como sua principal fonte econômica, via a chegada do desenvolvimento num cenário que aparentemente realmente impressiona pela grandeza, mas, não gera empregos e nem mesmo resulta para o próprio município energia além da já obtida. O resultado é mínimo ou quase nenhum, a não ser os impostos pagos a Municipalidade por sediar as instalações do Parque.

Mas a explicação é simples: todo o sistema é movido por equipamentos de altíssima geração e são poucos profissionais, assim mesmo, todos altamente capacitados. Já com relação a energia, esta segue os padrões nacionais e é distribuída por uma central, para todos os mais de 5 mil municípios brasileiros.

PORQUE EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA?
A escolha do município que fica no norte-fluminense a cerca de 350 km da capital, foi feita em cima de avaliações técnicas realizados durante cinco anos, e favoreceu entre outros pontos, o fato de não haver construções próximas e por ser uma área que permite o crescimento, com o novo Parque, que  teve o início de sua construção em 2011, maior que o primeiro com 85 postes, em região montanhosa.

De acordo com o  ex- secretário de Planejamento de SFI, Marcelo Garcia, a região tem o segundo maior potencial eólico do País, só perdendo para o Rio Grande do Norte. “Aqui temos um atrativo a mais, que é o fato de não termos especulação imobiliária”, afirma. O município concorreu com outras cidades como Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

Pesou a favor da cidade do norte-fluminense o fato de haver poucas construções nas redondezas, ser uma planície e a construção causar pequeno impacto ambiental. “Mas o mais importante é que a área tenha vento contínuo e na mesma intensidade”, explica o gerente do Parque, Alex Sandro Colugnesi.

A capacidade do Parque em SFI é de gerar 28 megawats por dia, o que daria para abastecer uma cidade com cerca de 80 mil habitantes. Como o sistema elétrico nacional reúne um conjunto de diferentes produções de energia para, só aí, distribui-la por todo o País, a produção do parque eólico de Gargaú segue a mesma concepção de distribuição. O que é produzido lá segue para uma central, para ser redistribuído nacionalmente. Sendo assim, SFI não leva nenhum tipo de “vantagem” por sediar o parque, e entra no bolo dos mais de 5 mil municípios brasileiros.

Segundo dados da GWEC, organização não governamental com sede em Bruxelas, na Bélgica, que trabalha pelo desenvolvimento do setor em todo o mundo, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil era de 606 megawatts em 2009, antes portanto da construção do Parque em Gargaú.

Outra questão que chama a atenção é o número reduzido de pessoas que trabalham diretamente no Parque. Apenas oito. São técnicos de operação e engenheiros eletricistas. É feito um monitoramento com um computador 24 horas por dia, em turnos de oito horas para cada técnico, do funcionamento de cada poste, de dentro da pequena central de produção elétrica. “A perda de energia é mínima, apenas 3%. É uma energia totalmente limpa e não causa grandes impactos ambientais”, enumera Gilberto Braz de Lima, gerente do Parque.

DIMENSÕES IMPRESSIONAM E EMBELEZAM O LITORAL
Com um território de 1254 quilômetros quadrados (o segundo maior município em extensão territorial do estado), São Francisco de Itabapoana começa a atrair um novo tipo de visitante. O Parque Eólico de Gargaú está atraindo turistas a fim de registrar as imensas torres de geração de energia que se destacam ao longe – o parque pode ser visto de São João da Barra, do outro lado do rio Paraíba do Sul, a quase 50 quilômetros de distância.

O parque impressiona pelo tamanho. Cada uma das 17 torres tem 80 metros de comprimento, podendo alcançar 110 metros totais com uma das pás (ou hélices ou “blades”) na vertical. Cada pá tem 30 metros de extensão. São três pás para cada torre. Estima-se que a obra, avaliada inicialmente em R$ 140 milhões, tenha custado o dobro. Foram dois anos de obras, envolvendo 300 pessoas.

A rotação das abas é de 14 RPM, o que equivale a uma velocidade máxima de 160 km/h. As abas são construídas com fibras de vidro e carbono e chegaram na cidade em caminhões a partir do porto do Rio, vindas da Dinamarca em navios.

Apesar do parque ocupar uma área de 500 hectares, apenas 1,7 do total tem área construída. Só o eixo de giro das abas (chamado “vacele”, contendo um flash light de orientação para aviões) pesa 70 toneladas. As abas são montadas no chão e içadas por guindastes. Há uma subestação unitária para cada torre.

fonte:http://www.ururau.com.br

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