quarta-feira, 27 de junho de 2012

Navegar é Preciso Viver Não é Preciso


Navegar é Preciso Viver Não é Preciso - um filme de Artur Gomes com imagens captadas nos canais e braços de rio que cortam os mangues de Gargaú, tendo como companheiros de viagem pescadores e catadores de caranguejo - finalizado no Laboratório de Cinema do IFF Campus Campos  Centro


Por Enquanto
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
 Renato Russo


terça-feira, 26 de junho de 2012

metáfora


Sanya Rohen - foto: - artur gomes


a passageira da poltrona ao lado
observa a paisagem atentamente na janela
meus olhos focam o seu perfil na tela
meu dedo aciona o dispositivo do zoom
para ter a sua imagem mais de perto
o coração entende a sensação do seu olhar flertando a câmera
o sentido está aberto na viagem
onde a surpresa não tem planos
e a arte é puro acaso do que possa acontecer
na engenharia dos músculos que se movem
inconscientes onde poema houver
na miragem oculta numa manhã de sexta
depois de noite inteira de cerveja para perder o sono
sem saber que na poltrona ao lado
na luz desta miragem  iria amanhecer


arturgomes
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terça-feira, 19 de junho de 2012

homem/lama/caranguejo


mangue Gargaú - fotos: artur gomes

No documentário sobre os manguezais de Recife com texto de Josué de Castro, ele afirma que ali, “homem e caranguejo são a mesma carne, pois se alimentam da mesma lama”   e vai além “no mangue, tudo é, foi ou será caranguejo, inclusive o homem e a lama. Não foi na Sorbonne, nem em qualquer outra universidade sábia que travei conhecimento com o fenômeno da fome. A fome se revelou espontaneamente aos meus olhos nos mangues do Capiberibe, nos bairros miseráveis do Recife - Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta foi a minha Sorbonne. A lama dos mangues de Recife, fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentindo como caranguejo”.

arturgomes

segunda-feira, 18 de junho de 2012

meio ambiente - Gilberto Carvalho: "vamos continuar construindo hidrelétricas"


Em entrevista à Carta Maior, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, defendeu as medidas adotadas pelo governo brasileiro para enfrentar a crise econômica mundial e o modelo de desenvolvimento atualmente em curso. No plano energético, defendeu a opção pelas hidroelétricas dizendo que o país é privilegiado por ter esse recurso hídrico. “Os erros cometidos na construção dessas usinas não podem anular a necessidade e a propriedade de seguirmos construindo”, defendeu.



Rio de Janeiro - O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, concedeu uma rápida entrevista à Carta Maior neste domingo (17), depois de participar do debate “Democracia e Direitos” na Cúpula dos Povos. O evento ocorreu na Arena Sociambiental, uma tenda destinada para atividades de diálogo entre governo federal e sociedade.

Carvalho assistiu o público aplaudir de pé as críticas do sociólogo português Boaventura de Souza Santos às consequências do modelo de desenvolvimento adotado no Brasil. Participaram também José Júnior da ONG Afroreggae e a Vanessa Zettler brasileira ativista do movimento Ocuppy Wall Street.

Na entrevista, o ministro defendeu as medidas adotadas pelo governo brasileiro para enfrentar a crise econômica mundial. Carvalho disse também que o país é privilegiado por ter esse recurso hídrico, que é a energia mais limpa do mundo. O problema, segundo ele, é “o modo como você constrói as hidrelétricas”. “Os erros cometidos na construção dessas usinas não podem anular a necessidade e a propriedade de seguirmos construindo”, completou o ministro, que respondeu outras críticas feitas pelos movimentos sociais à construção da usina Belo Monte, falou sobre a violência no campo e fez autocrítica pela demora na regularização fundiária na Amazônia. Assista acima a entrevista na íntegra.

neste país de fogo & palha



no final de década de 70 do século passado e início da década de 80 quando os ruralistas começaram a expandir o seu poder do campo para as esferas da política, iniciando um processo que culmina hoje com uma das maios poderosas bancadas no Congresso Nacional, comecei a divulgar das formas que eram possíveis na época, para riso de alguns e ódio de outros o poema abaixo:


Oh! may BraZil
ainda em alto mar
Cabral quando te viu
foi logo gritando
- Terra à Vista!
e de bandeja te entregando
pra união democrática ruralista.


neste país de fogo & palha
se falta lenha na fornalha
uma mordaz língua não falha
cospe grosso na panela da imperial tropicanalha
não me metam nestes planos verdes/amarelos
meus dentes vãos/armados nem foices nem martelos
meus dentes encarnados alvos brancos belos
já estão desenganados desta sopa de farelos


ontem assisti no R7.com uma entrevista com João Pedro Stédile, o terror dos raralistas e em determinado momento ele afirma que o lençol freático da cidade de Ribeirão Preto está contaminado com herbicida aplicada nas lavouras de cana. O estudo é científico, e há aslgum tempo pesquisadores da UFMG atestam que o mesmo vem acontecendo em várias regiões do Mato Grosso, devido a herbicida aplicada nas plantações de soja. Estudos também comprovam que a desertificação é causada pelo uso abusivo de agrotóxicos no solo. A preocupação ecológica que há algum tempo para muito era utopia de sonhadores hoje é uma realidade, pois além saúde do planeta está completamente comprometida, a saúde humana também, pois há muito tempo o ser humano vem sendo envenenado pelos alimentos que ele consome. 


artur gomes
www.tvfulinaima.blogspot.com



plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal?




este final de semana saí com minha máquina de duas rodas pedalando pelo litoral de são francisco entre santa clara e guaxindiba, o registro foto gráfico está neste álbumhttps://www.facebook.com/media/set/?set=a.2185516933529.60980.1715210101&type=1 no próximo irei avançar fota grafar o trecho entre manguinhos e lagoa doce. 

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?


arturgomes
www.goytacity.blogspot.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Antes Arte do Que Nunca


foto: Larissa Rangel


Neste Vídeo, com imagens captadas por Larissa Rangel, aluna do IFF Campus Guarus e finalizado no Laboratório de Cinema do IFF Campus Campos Centro,  além de você poder ouvir esta belíssima canção de Edvaldo Santana, você pode ver também a alegria de uma criançada linda presente ao II Encontro Agro Ambiental na UPEA. Além de ainda ficar sabendo para que servem as minhocas.


arturgomes
www.tvfulinaima.blogspot.com




Liberado para o mundo, viralata do ocidente
Sem coleira, sem dinheiro, com um coração bem quente
Meu cabelo no outono toma sol pelo poente
Pra entrar sou clandestino, pra sair fico doente
Vou atrás atalho afora, do que tem a luz intensa
Que motiva meu desejo, que me faz pedir sua benção
Me dedico se possível sem pensar na recompensa
Sou daqueles que acreditam na paixão e na ciência
Vou beber mel pela fonte por onde meu faro alcança
Pra entender o que se passa entre a paz e a vingança
Minha arte não tem preço minha busca não se cansa
Eu sou bicho do mato com olhar de criança, aaaah...
Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
Meu violão tem a poeira dos ciganos, aaaah...
Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
A minha voz traz a franqueza dos hermanos
Atravesso a fronteira, meu amor, uma luz tá me chamando
Rosa, Dália, Alecrim, espalhados no jardim
Afro-tupi-guarani, esta história não tem fim...


Edvaldo Santana
www.edvaldosantana.com.br





quinta-feira, 14 de junho de 2012

Navegar é Preciso Viver Nâo é Preciso

foto: Larissa Rangel

Todo Azul Do Mar

Flávio Venturini


Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era momento de se gostar
Quando eu dei por mim nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar
Daria pra pintar todo azul do céu
Dava pra encher o universo da vida que eu quis pra mim
Tu...do que eu fiz foi me confessar
Escravo do seu amor, livre pra amar
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
Foi assim, como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando mergulhei no azul do mar

Navegar é Preciso Viver Não é Preciso
Hoje acabei de editar mais dois vídeos para a Mostra de Cinema Ambiental, que pretendo realizar no IFF por ocasião da Semana do Saber Fazer Saber. Um deles tem imagens captadas ontem na UPEA (Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental) tendo em sua trilha sonora duas belíssimas canções do compositor/cantor paulista Madan, sobre poemas de Augusto de Campos e José Paulo Paes. O segundo  tem imagens captadas pelos canais dos Mangues de Gargaú, tendo como companheiros de viagem pescadores e catadores de Caranguejo com trilha sonora Too Azul do Mar, essa magnífica canção do Flávio Venturini.

ArturGomes


Um Dia na UPEA


Um Dia na UPEA - Semana do Meio Ambiente - II Encontro Agroambiental
filme produzido pelo Laboratório de Cinema do IFF - Campus Campos Centro
 com imagens captadas por Larissa Rangel aluna do IFF Campus Guarus - trilha sonora: Madan




DO RUBAYAT DE OMAR KHAYYAM (I)


IX

Em Naishapur ou Babilônia, alguma
Taça, ou amarga ou doce, sempre espuma,
Verte o Vinho da Vida, gota a gota,
Vão-se as Folhas da Vida, uma a uma.


XXV

Ah, vem, vivamos mais que a Vida, vem,
Antes que em pó nos deponham também,
Pó sobre pó, e sob o pó, pousados,
Sem Cor, sem Sol, sem Som, sem Sonho — sem.


LXV

Inferno ou Céu, do beco sem saída
Uma só coisa é certa: voa a Vida,
E, sem a Vida, tudo o mais é Nada.
A Flor que for logo se vai, flor ida.


(Traduções: Augusto de Campos) - musicado por Madan





terça-feira, 12 de junho de 2012

Gargaú A Vida No Mangue


filme de Artur Gomes produzido pelo Laboratório de Cinema 
do IFF Campus Centro, com imagens captadas por Artur Gomes
 e Edson Baiano, editado por Larissa Vianna, com trilha sonora 
de Madan sobre poema de Olga Savary


sempre o verão e algum inverno
nesta cidade sem outono 
e pouca primavera
tudo isso te inventra
 em mim todo inteiro
e eu em fogo vou bebendo 
todos os teus rios
com uma insaciável sede 
que te segue as estações
no dia aceso
em tua água assista meu tempo
meu começo
e depois nem poder ordenar te acalma
minha paixão
saissussaua saissussaua saissussaua


madan/olga savary
www.youtube.com/tvfulinaima





IV Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis

Já estão abertas as inscrições para o IV Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis e será realizado nos dias 14 e 15 de setembro. Confira o regulamento.
O IV Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis, através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercâmbio e o entrosamento entre poetas da região e do país, reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetivará divulgar positivamente a poesia e o amor às letras.
Regulamento
Da realização – O Festival será realizado nos dias 14 e 15 de setembro de 2012, na Quadra de Esportes “Prefeito Humberto Lusitano Maia”, Centro.
Horário – inicio às 21h.
Da participação - Poderão participar do Festival, poetas brasileiros, residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.
Da apresentação/inscrição (Normas) - Cada concorrente poderá participar com, no máximo, 03 (três) trabalhos, apresentando-os digitados em papel A4, 01 (uma) via, em Times New Romam corpo 12. Junto com a(s) referida (s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo world, contendo o(s) referido(s) trabalho(s).
Dentro desse envelope (o qual deverá ser identificado através de um pseudônimo), colocar outro, menor, fechado, com o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, contendo dentro, em papel A4, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail.
As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 24 de agosto do ano em curso impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.
Endereço para postagem:
Prefeitura de São Fidelis - Cidade Poema
Praça São Fidelis, nº 151- Centro – São Fidélis/RJ
Cep :28400-000
Referindo-se ainda às regras:
. O(s) trabalho(s) classificado(s) e premiado(s) poderá (ão) ser publicado(s) de acordo com a organização do festival.
. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.
. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 30 (trinta) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 14, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 10 (dez) de autores residentes em São Fidélis.
. Ainda no dia 14/09, dos 30 (trinta) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final, no dia 15/09, quando serão conhecidos os 03 (três) primeiros colocados, o melhor intérprete e a menção honrosa de interpretação.
. Estarão em julgamento os quesitos:
- Conteúdo poético;
- Interpretação e
- Interação – poesia/intérprete/público.
. Nenhuma divulgação relacionada à não realização do evento deverá ser levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levará a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).
. Os 30 (trinta) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 31,32,33...
. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias do Festival.
Da premiação -
1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) + troféu
2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) +troféu
3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu
Melhor intérprete: R$ 2.000,00 (dois mil reais) +troféu
Menção Honrosa de interpretação: R$ 1.000,00 (mil reais) + certificado

Maiores informações:
- Tel: (22) 2758.6829, segundas a sextas-feiras, das 8 às 17 h.
- E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

Encontro reunirá prefeitos das 40 maiores cidades do mundo



Espaço Humanidades 2012, uma estrutura de sete mil metros quadrados montada no Forte de Copacabana pela prefeitura do Rio de Janeiro para sediar eventos paralelos à Rio+20, foi inaugurado nesta segunda pelo vice-presidente Michel Temer. O principal evento no local será o C40, encontro dos 40 prefeitos das maiores cidades do mundo, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Um dos objetivos do encontro é a maior participação das cidades nas questões ambientais, quase sempre subordinadas a questões de estado e tratados internacionais.

Rio de Janeiro - O vice-presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), inaugurou nesta segunda-feira (11) o espaço Humanidades 2012, uma estrutura de sete mil metros quadrados montada no Forte de Copacabana pela prefeitura do Rio de Janeiro para sediar eventos paralelos à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, que acontece de 13 a 22 no Riocentro.

Ao congratular as federações das indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e de São Paulo (Fiesp), parceiras da prefeitura no projeto, pela iniciativa, Temer foi na contramão de ambientalistas e setores da sociedade civil ao afirmar que o Brasil dará lições de desenvolvimento sustentável durante o encontro da ONU. “O exemplo do nosso desenvolvimento é seríssimo. A retirada das pessoas da pobreza para a classe média e a luta da preservação do meio ambiente. Aliás, tudo de alguma maneira começou aqui no Rio em 92, e agora, 20 anos depois, quando se vai fazer uma avaliação, eu penso que ela é positiva”, disse o vice-presidente.

Para Temer, a avaliação da Eco 92 para cá é positiva porque “formou-se uma consciência de manutenção do meio ambiente de um lado, e ao lado dessa manutenção a ideia de tirar as pessoas da miséria para uma classe em que pudessem consumir sem alterar o meio ambiente”. Ainda de acordo com o peemedebista, saudado como presidente por duas vezes pelo prefeito Eduardo Paes, também peemedebista, durante a cerimônia, o Brasil dará exemplos de uma discussão madura sobre o meio ambiente nos debates do Riocentro. “Ainda há pouco demos o exemplo no chamado Código Florestal. Apesar de todos os debates, o governo tomou providências no sentido da preservação do meio ambiente sem esquecer-se, naturalmente, daqueles que produzem na terra. Esse exemplo deve ser seguido, e isso será pregado, para os países que estarão aqui no Brasil este mês”.

A cerimônia de inauguração do espaço que terá seminários temáticos e exposições abertas ao público durante toda a Rio+20 contou com uma homenagem ao empresário Eliezer Batista, ex-presidente da antiga companhia Vale do Rio Doce e ex-ministro das Minas e Energia no governo João Goulart, e um pomposo ato de “integração das humanidades”. Neste momento, os cerca de cem participantes presentes em mesas colocadas de forma circular apertariam cem botões vermelhos, quando um pêndulo fora do eixo deslizaria até seu eixo correto na mesa central da solenidade, simbolizando a “humanidade entrando nos eixos a partir da Rio + 20”. Dado o sinal pela cenógrafa Bia Lessa, os botões foram acionados, mas o pêndulo emperrou no meio do caminho, fazendo a música tema cantada por Maria Bethânia ser interrompida e a coreógrafa pedir que os presentes repetissem o movimento. Aperta e desaperta botão, cinco minutos depois o pêndulo entrou nos eixos.

Soluções locais
Pela manhã, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, acompanhado dos presidentes da Firjan, Eduardo Gouvêa Vieira, e da Fiesp, Paulo Skaf, percorreram os diversos setores do Humanidades 2012. O principal evento no local será o C40, encontro dos 40 prefeitos das maiores cidades do mundo a partir do dia 19, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Um dos objetivos do encontro é a maior participação das cidades nas questões ambientais, quase sempre subordinadas a questões de estado e tratados internacionais.

Para Paes, a Rio+20 pode quebrar esse paradigma. “Aqui você vai ter encontro de prefeitos, encontro de governos locais, legisladores, técnicos e a sociedade civil do mundo inteiro debatendo, o que pode significar uma oportunidade de mudança fantástica”, afirmou. Segundo ele, “tem coisas que estão na mão dos prefeitos, e obviamente os prefeitos ganham uma importância muito grande, já que a maior parte da população do mundo vive nas cidades. E a gente vai anunciar decisões concretas aqui, vamos anunciar metas ambiciosas e decisões concretas em nome das 60 maiores cidades do mundo”.

Ao discorrer sobre o papel dos centros urbanos, o prefeito aproveitou para reafirmar que o Rio está preparado pare receber o evento das Nações Unidas, mas pediu a cooperação da população. “Faço mais um apelo aos cariocas. Especialmente na semana que vem, nós teremos dias confusos, então a gente pede para as pessoas evitarem esse corredor Barra-Zona Sul porque a gente terá mais de 100 chefes de estado circulando entre o Riocentro e a Zona Sul da cidade. Acho que todos os cariocas devem estar muito felizes de se tornarem o centro do mundo pelos próximos dez dias, mas isso pressupõe alguns ajustes que nós saberemos fazer”, disse ele.

Praia livre
No primeiro dia, o Humanidades 2012 realizou dois ciclos de palestras rápidas, com no máximo 18 minutos de duração cada. O TEDxRio+20 foi a perna carioca das conferências TED, que acontecem anualmente na Califórnia desde 1984 e têm como tema o poder humano para soluções criativas para problemas cada vez mais complexos. O II Gescom Praias discutiu a gestão compartilhada das praias, tema polêmico e apontado por movimentos da sociedade civil como um avanço da iniciativa privada em preceitos constitucionais, como o direito do cidadão de ir e vir.

Um dos anúncios feito durante o encontro foi a candidatura da Prainha, reduto de surfistas na Zona Oeste da cidade, à Bandeira Azul da ONG francesa Fundação para a Educação Ecológica (FEE), que é chancelada pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Para receber a bandeira a praia tem que ser aprovada por jurados nacionais e internacionais após cumprir uma lista de 33 itens ecológicos. Atualmente, no Brasil, a única praia que tem a Bandeira Azul é a do Tombo, no Guarujá, em São Paulo. Com a Bandeira Azul, a prefeitura que sedia a praia teria mais facilidades para financiamentos e projetos junto a órgãos internacionais.

Entusiasta do projeto, o prefeito Eduardo Paes disse que a Prainha deve servir como “cobaia” para outras certificações na cidade. “Primeiro você tem que tentar recuperar totalmente aqueles espaços que têm características mais virgens, e as praias da Zona Oeste da cidade estão muito na mão para esses projetos. Depois a gente caminha para as praias mais urbanas, elas vão demorar um pouco mais a conseguir este selo de qualidade. Acho que é um processo”, disse.

Questionado sobre as implementações para a candidatura da Prainha à Bandeira Azul, o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, confirmou que a praia passará a contar com controle de acesso, inclusive com a instalação de guaritas, mas que elas serão exclusivas para veículos. Segundo Muniz, não haverá controle de pessoas no acesso à praia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Semana do Meio Ambiente II Encontro Agroambiental


Local: UPEA - Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental/IFF.
Data: 13 de junho de 2012 – quarta-feira.
Horário: 08:00 às 12:00h e das 14:00 às 18:00h.
Público alvo: Estudantes da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães

Objetivo: Realizar o II Encontro Agroambiental atendendo estudantes da rede pública de Barcelos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Apoio: Prefeitura Municipal de São João da Barra

Programação:
Oficinas previstas Descrição Vagas Responsável

1-Criação de pequenos animais Orientação básica sobre a criação de pequenos animais (carneiros, galinhas e outros) 20 Antônio Gesualdi

2-Energia Renováveis Fornecer conhecimentos básicos sobre Geração de Energia Elétrica por painéis Fotovoltaicos. 25 Rodrigo Martins

3-Estação de tratamento de água e laboratório Princípios básicos sobre o funcionamento de estação de tratamento de água 20 Willians Sales Cordeiro
Monique Curcio

4-Informática Orientação sobre a criação de facebook 20 Solange da Silva Figueiredo

5-Mecatrônica (robôs e outros equipamentos) Apresentação de protótipos e invenções em robótica 30 Cedric Solotto

6-Piscicultura (criação de peixes em cativeiro) Orientação sobre o cultivo de peixes em cativeiro para consumo e comercialização 20 Rogério Burla / Amaro Gonçalves

7-Plantas medicinais (uso e manejo correto) Orientação cultivo, uso e manejo de plantas medicinais 20 Rose Mara Soares Corrêa

8-Produção de mudas nativas e minhocário Orientação sobre coleta de sementes e produção de mudas de plantas em viveiros 20 Milton Erthal

9 –Química do Lixo (reciclagem) Discussão sobre a composição do lixo residencial e possibilidades de reciclagem 20 Pedro Castelo Branco / Rodrigo Garret

10 – Oficina de Fotografia (uso de máquinas digitais) Orientação sobre o uso de máquinas digitais em fotos em diferentes ambientes 10 Diomarcelo Pessanha

11 – Oficina de Vídeo (uso de celulares com vídeo) Orientação sobre a criação de vídeo com uso de celulares. 10 Artur Gomes 
215 

Metodologia:
As oficinas serão realizadas integralmente nas dependências da Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental no período da manhã e tarde.
Serão oferecidas 11 oficinas, em diferentes áreas. Cada Estudante da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães poderá se inscrever em até duas oficinas.

As oficinas têm por objetivo despertar os estudantes para novos conhecimentos, que possam ajudá-los na escolha de sua formação técnica e profissional. As inscrições para as oficinas serão realizadas nas próprias escolas atendidas pelo evento por bolsistas de iniciação científica Jr. e Jovens Talentos da UPEA, em data a ser definida junto a direção das escolas. Serão disponibilizadas de 10 a 30 vagas por oficina, perfazendo um total de 215 estudantes por turno e 430 no evento.

No período da manhã, os estudantes deverão chegar na UPEA por volta das 8:00h. Eles serão reunidos na Tenda da organização, instalada no gramado da Unidade, para serem orientados para os locais de realização das oficinas. As primeiras oficinas se iniciarão às 8:30h e se encerrarão às 10:00h. Será oferecido um lanche para os estudantes entre 10:00 e 10:30h na tenda da organização. A segunda rodada de oficinas ocorrerá no período de 10:30 às 12:00h. No período da tarde as oficinas ocorrerão nos horários das 14:00 às 15:30h e das 16:00 às 17:30h. O intervalo para o lanche será das 15:30 às 16:00h.

Em reunião com a Sra. Carla Machado ficou definido que a Prefeitura Municipal de São João da Barra se responsabilizará pelo transporte dos estudantes (cerca de 215 em cada turno) para o evento, além da cessão da tenda de 15 x 15 metros, 50 jogos de mesas com cadeiras e sistema de som. Os lanches e toda estrutura necessária para realização das atividades serão de responsabilidade da UPEA/IFF. Ao término das atividades de cada turno os estudantes receberão certificado de participação nas oficinas da UPEA/IFF.

Organização:
Vicente de Paulo Santos de Oliveira
Milton Erthal Junior
Amaro Gonçalves Batista
Evelyn Rueb Lacerda de Araújo
Camila Ferreira de Souza
Wilza Carla do Couto Martins

catadores e catadoras de caranguejo de gargaú




guima 
meu mestre guima
em mil perdões
eu vos peço
por esta obra encarnada
nacarne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta


ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande serTão vou cumer


nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer


a ferramenta que afino
roubei do meste drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu Ser


artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Gargaú onde o tempo não tem pressa

Aqui vive-se da sorte do mar e do mangue. Cerca de 2 mil pescadores e catadores de caranguejos e suas famílias sobrevivem da pesca. Boa parte deste contingente são pescad0res artesanais, com sua pequenas embarcações vão até a boca da barra, entre o rio Paraíba do Sul e o oceano Atlântico, pescar de redes de arrastão, tarrafa ou anzol, ou navegar pelos 3 alqueires de manguezais aqui existente a cata de caranguejo. Pelo que pudemos registrar, há a necessidade urgente de um trabalho de educação ambiental na região, para a preservação das espécies da fauna  e da  flora ali existente, pois uma quantidade enorme de lixo pode ser vista as margens dos canais e braços de rio  que irrigam os manguezais, além do impacto provocado pela construção do porto do açu.

artur gomes




O dedo de Lula


no blog do Emir www.cartamaior.com

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.

Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revoluçao de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.

A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.

A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.

Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista. 

Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.

O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.
Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Gargaú Onde O Tempo Não Tem Pressa

uma tarde na Concha Legal - vídeo produzido por alunos da Oficina Cine Vídeo - IFF Campus Campos Centro

ontem passei o dia em Gargaú, - filmando e ouvindo estórias de pescadores,  catadores e catadoras de caranguejos, relatos que breve estarão registrados no curta Gargaú Onde O Tempo Não Tem Pressa. Gargaú, é uma praia do litoral do município de São Francisco de Itabapoana, fica a margem esquerda do rio Paraíba do Sul, cujo mangue é o mais conservado do Estado do Rio de Janeiro. Uma das figuras mais folclóricas de Gargaú tem o apelido de Bracutaia, e foi proprietário na década de 60, de um bar famoso na região, por servir em sua cachaça iguarias como cobras, lagartixas, marimbondos.  Hoje um neto de Bracutaia segue na direção do Bar, mas não serve mais as famosas iguarias.   Nesse período de outono/inverno, por causa da temperatura mais fria,  os caranguejos ao contrário do período de verão onde eles vem para a superfície, eles se escondem mais profundamente em sua ocas, não possibilitando aos catadores de os pegarem com as mãos, e sim com redes que são colocadas na boca dos  buracos a noite pra serem recolhidas na manhã do outro dia. Parte do caranguejo é comercializado lá mesmo, mas a maior parte vem para Campos e é vendido no Mercado Municipal e às margens do rio Paraíba do Sul.


arturgomes
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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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