quinta-feira, 29 de novembro de 2012

7ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes - Debate



7ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes
Debate: Literatura em Campos: prosa e verso
Debatedores: Artur Gomes, Joel Mello e Fernando da Silviera
Mediador: Hélio de Freitas coelho
Dia 2 dezembro – domingo 16h no Café Literário

Pontal Foto.Grafia

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem
mangues em pólvora
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

Publicado na Antologia Ineternacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Micelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso


 Artur Gomes
poéticas fulinaímicas
Poesia In Concert – Pontal Foto.Grafia
in Poesia do Brasil Vol. 15
Proeycto Cultural Sur Brasil – Editora Grafitte
Bento Gonçalves-RS – Congresso Brasileiro de Poesia

jura secreta 54




moro no teu mato dentro
não gosto de estar por fora
tudo que me pintar eu invento
como o beijo no teu corpo agora

desejo-te pelo menos enquanto resta
partícula mínima micro solar floresta
sendo animal da mata atlântica
quântico amor ou meta física
o que em mim não tem respostas

metáfora d´alquimim fugaz brazílica
beijo-te a carne que te cobre os ossos
pele por pele pelas tuas costas

os bichos amam em comunhão na mata
como se fosse aquela hora exata
em que despes de mim o ser humano
e no corpo rasgamos todo pano
e como um deus pagão pensamos sexo.

Artur Gomes
ooéticas fulinaímicas
in Poesia do Brasil – Vol. 15
Proyecto Cultural Sur Brasil – Grafitte Editora

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mostra Cine Vídeo - IFF 30/11 - 16h



Mostra Cine Vídeo IFF Campus Campos Centro
Dia 30 novembro 2012 - 16h
Local: Auditório Miguel Ramalho - IFF
Campus Campos Centro - Rua Dr. Siqueira, 273
Campos dos Goytacazes-RJ

SagaraNAgens Fulinaímicas

guima
meu mestre guima
em mil perdões
eu vos peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta

ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande serTão vou cumer

nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer

a ferramenta que afino
roubei do meste drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu Ser

arturgomes

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sinto




Antes que tudo se perca no mar da coisa não dita 
A poesia dita
A poesia grita
A poesia grita!


---


Quem não quer sentir sofre sem saber porque se sofre sabendo sabe sentir só é feliz quem sabe porque.


---

Não lamente.
Eu sinto muito!
Enquanto você não sente. 

Alice Paiva
www.artefaros.blogspot.com

sábado, 24 de novembro de 2012

Sarau no Sonneto Café 25/11



Sarau do Sonnetto Café

Dia 25/11 – 17 h – Av. Pelinca em frente ao Parque Centro
Campos dos Goytacazes-RJ

Convidados:
 adriano moura+ artur gomes+ toninho ferreira
+ adriana medeiros + matheus nicolau + reubes pess
+ vilmar rangel+ bruno faria + flavia ele + ellen Corrêa

Música: Giu de Sousa e Juan Pessanha

poética 28

fulinaíma
brazilírica
sagaraNAgens
ou carNAvalha

ando relendo sampleAndo
reescrevendo poéticas fulinaímicas

escrevo
escravo do ofício
que aprendi
na tipografia
montando palavras
em prosa inverso

sagaraína no centro do teu olho
bem na íris  da retina
o ofício de criar é nosso

selvagerina pelo sertão a dentro
para replantar a carne
nupomardosossos

arturgomes

poéticas

fotos: artur gomes

poética 26

a faca
afiada de metal
rasga
os bagos da fruta
enquanto outra faca
de carne não de aço
cospe em solidão
o líquido do amor
que não fizemos

poética 27

paixão é tudo
entre teu corpo e o poema
a faca desliza
amolada
entre a casca e a pele da fruta

quando sair para o banho
acenda a luz do abajour
aos pés da cama
e deixe que eu escreva nos lençóis
as palavras selvagens
que baudelaire nos ensinou

artur gomes
www.tvfulinaima.blogspot.com


poética 26

a faca
afiada de metal
rasga
os bagos da fruta
enquanto outra faca
de carne não de aço
cospe em solidão
o líquido do amor
que não fizemos

poética 27

paixão é tudo
entre teu corpo e o poema
a faca desliza
amolada
entre a casca e a pele da fruta

quando sair para o banho
acenda a luz do abajour
aos pés da cama
e deixe que eu escreva nos lençóis
as palavras selvagens
que baudelaire nos ensinou

artur gomes

Te convidamos a curtir
grande abraço

Artur Gomes
Fulinaíma produções

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

poética 24


laís tavares - musa da minha cannon


poética 24

palavra escrita
me interessa
quando dita
de dentro para fora
nunca de fora para dentro
procuro a porta de entrada
do teu centro
e o que trazes do mar
quando me molha

artur gomes
onde está o poema
Mostra de Vídeos produzidos por alunos do Ensino Médio
do Campus Campos Centro,  Bolsistas da UPEA e pelo Laboratório de Cinema
Dia 30 novembro - 16h - Auditório Miguel Ramalho

coordenação e produção Artur Gomes

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O caso do Jornal JÁ: A mídia e a justiça de duas caras



A capa do loivro de Elmar Bones
Por Luiz Cláudio Cunha
O Brasil de duas caras foi desmascarado na quarta-feira (7/11), no coração de Porto Alegre. A obra Uma Reportagem, Duas Sentenças, que o jornalista Elmar Bones autografou na 58º Feira do Livro, na capital gaúcha, é uma pancada doída no fígado de um país marcado pela hipocrisia e um choque na consciência de duas instituições fundamentais da democracia: a Mídia e a Justiça.
Nas suas enxutas 144 páginas, arrumadas em apenas duas semanas numa edição modesta da combalida editora do autor, a denúncia de Bones é um oportuno dique de contenção e reflexão contra a maré triunfalista de uma imprensa caudalosa nos elogios sem freios à Suprema Corte que julga a enxurrada de falcatruas da quadrilha do mensalão.
Existe corrupção e existem juízes em Brasília, como prova o STF. Mas também existe corrupção e faltam juízes em Porto Alegre, como lembra Bones, vítima do mais persistente, inclemente, longo processo judicial contra a liberdade de expressão no país. Não existe paralelo de uma ação tão prolongada da Justiça contra um órgão de imprensa no Brasil pós-ditadura de 1964, tudo isso sob o silêncio continuado da mídia e a inércia complacente de juízes.
É um absurdo contraponto de mutismo e omissão em Porto Alegre ao espetáculo de estridência e protagonismo que se escuta e vê em Brasília. A mídia e a justiça estão lá e cá, em campos opostos, emitindo sinais contraditórios sobre seus papéis. Cumprem bem seu ofício na capital brasileira e fazem muito mal (ou não fazem) o seu trabalho na capital gaúcha.
O espanto de Dilma
O calvário de Bones começou em 2001, quando seu pequeno jornal, o JÁ, um mensário de cinco mil exemplares, ousou contar a história da maior fraude do Rio Grande do Sul, praticada por uma quadrilha infiltrada em licitações de geradores na CEEE, a empresa pública de energia elétrica do estado. Praticaram, em valores corrigidos, uma tunga de mais de R$ 800 milhões, quase 15 vezes o montante do mensalão agora em causa no Supremo Tribunal Federal. O jornal JÁ contou que, em março de 1987, o líder do governo do PMDB na Assembleia gaúcha, deputado caxiense Germano Rigotto, forçou a criação do cargo de “assistente da diretoria financeira” na CEEE, contrariando a determinação do governador Pedro Simon de austeridade total na empresa, que acumulava dividas de US$ 1,8 bilhão.
Acomodou-se lá Lindomar Rigotto, irmão do deputado. “Era um pleito político da base do PMDB de Caxias do Sul”, reconheceu o secretário de Minas e Energia da época, Alcides Saldanha, na CPI instalada em 1995, no governo Antônio Britto. Na administração anterior, no governo Alceu Collares, a investigação ganhou eletricidade quando a sindicância interna da CEEE foi remetida, em dezembro de 1994, à Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE) pela espantada secretária de Minas e Energia: “Eu nunca tinha visto nada igual”, confessou diante de tantos malfeitos a economista Dilma Rousseff, no início de uma carreira política que 16 anos depois a levaria ao Palácio do Planalto.
O Rio Grande nunca viu uma CPI como aquela. Foi a primeira comissão parlamentar, entre as 139 criadas no estado desde 1947, que apontou os nomes de corruptores e corruptos. Foram denunciadas 11 marcas famosas (Camargo Correa, Alstom, Brown Boveri, Coemsa, Lorenzetti, entre outras) e 13 funcionários importantes, com destaque para Lindomar Rigotto, citado em 13 depoimentos como a figura central da organização criminosa.
Está lá no relatório final: “De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”, escreveu o relator, deputado petista e ex-prefeito caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar e Germano Rigotto e atual ministro da Desenvolvimento Agrário do governo Dilma Rousseff.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21
O crime sem gasolina
As 260 caixas de papelão da CPI, contendo os autos de 30 volumes e 80 anexos envolvendo 41 réus – 12 empresas e 29 pessoas físicas –, foram remetidas no final de 1996 ao Ministério Público e transformadas numa ação civil pública na 2ª Vara Cível da Fazenda Pública na capital gaúcha. Lá, ao contrário do mensalão que entusiasma o país e a mídia pela celeridade do Supremo, o processo nº011960058232 da fraude da CEEE hiberna e acumula poeira sob o inexplicável desinteresse da imprensa e do Judiciário, envolto há 16 anos num inexplicável, constrangedor “segredo de justiça”.
Por alguma insondável razão, nenhum repórter, nenhum pauteiro, nenhum jornal, nenhum magistrado em Porto Alegre se anima e se inspira a aplicar à maior fraude da história gaúcha a overdose de transparência e informações relatadas aos borbotões em Brasília nas manchetes de jornais, capas de revista e transmissões ao vivo das emissoras de rádio e TV, transformando cada ministro do Supremo em celebridade midiática no maior julgamento de sua história.
O mistério na CEEE aumentou, uma década depois, com o fim violento do principal implicado, Lindomar Rigotto. Dono então de uma boate da moda no litoral gaúcho, o ex-executivo da CEEE foi morto com um tiro no olho desferido por um assaltante, no Carnaval de 1999. Dois anos depois, com a determinação que não tinha a burocrática imprensa tradicional, Bones foi atrás dessa história, superando a pobreza de seu jornal: “A reportagem foi feita num momento muito difícil. Não tínhamos nem gasolina para mandar um repórter ao litoral, para pesquisar o processo do crime no fórum”, conta ele no livro.
A reportagem de quatro páginas de 2001 deu ao  os principais prêmios do jornalismo, incluindo o prestigiado Esso. Quem não gostou foi a família Rigotto, que abriu dois processos na Justiça: um por calúnia e difamação, outro pedindo indenização por dano moral. A denúncia foi feita pela matriarca, dona Julieta, hoje com 91 anos, mãe de Lindomar e Germano. No processo penal, Bones foi absolvido e até elogiado pelo promotor e pela juíza. A ação civil, pela extinta Lei de Imprensa, chegou a ser arquivada mas foi reaberta em 2003, quando Germano Rigotto já era governador. A empresa JÁ Editores foi condenada por dano moral. Assim, a mesma Justiça conseguiu chegar a duas conclusões díspares: absolveu o jornalista e condenou o jornal por ter publicado a mesma reportagem!

Foto: Ramiro Furquim/Sul21
O espasmo da internet
A dÍvida ultrapassou os R$ 100 mil e estrangulou o jornal que tinha 25 anos de vida. A empresa teve os bens penhorados e Bones ainda sofreu o bloqueio de suas contas bancárias. Esta saga inacreditável, que pune há uma década o jornalismo de qualidade e corajoso de Bones, passou batida pelo clamoroso silêncio da imprensa. Quem quebrou este pacto de mutismo foi este destemido Observatório da Imprensa,em novembro de 2009, quando um exausto Bones anunciou uma edição de despedida para seu moribundo jornal.
O artigo “O jornal que ousou contar a verdade”, assinado por mim, provocou indignação pela morte anunciada do JÁ. Outros dois artigos no Observatório, em agosto e em setembro de 2010 (ver “Como calar e intimidar a imprensa” e “Desculpa para calar a opinião”), acrescentaram novos detalhes ao drama de Bones, e desataram reações. No conjunto do OI foram mais de 10 mil palavras, 61 mil caracteres, 18 páginas de relatos que não tinham merecido uma única linha na imprensa tradicional, sempre tão ciosa de sua liberdade.
O espasmo de liberdade, como sempre, veio da internet. A partir do Observatório, a querela dos Rigotto com Bones ganhou espaços generosos e solidários nos sites e blogs mais importantes e mais acessados do país: Ricardo Setti, Cláudio Humberto, Ricardo Noblat, Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Carlos Brickmann, Sul21. Dos grandes jornais, apenas O Estado de S.Paulo,que vive uma pendenga parecida com a família do senador José Sarney, abriu espaço para o caso  vs. Rigotto.
Bones anota o seguinte no livro:
“No Rio Grande do Sul, com exceção do Jornal do Comércio, que publicou a nota distribuída pela Agência Estado, a imprensa continuou ignorando o assunto. A Zero Hora deu uma notinha de cinco linhas na coluna de Tulio Milmann, para dizer que o ex-governador Rigotto não tinha nada a ver com a questão. O processo era coisa da mãe dele. Outro diário da capital, O Sul, abordou o assunto através da coluna de Cláudio Humberto. Mas os jornais do Grupo Sinos (Novo Hamburgo e São Leopoldo), os principais da região metropolitana de Porto Alegre, que também publicam a coluna de Cláudio Humberto, censuraram os trechos nos quais ele se referiu ao assunto”.
O dono do Grupo Sinos, Mário Gusmão, nem se coçou, embora fosse em 2010 um dos representantes brasileiros entre os honoráveis 17 membros da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da prestigiada SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), que reúne as mais importantes corporações de mídia do continente.

Ramiro Furquim/Sul21
Coisa da mamãe
Quem se incomodou, de fato, foi o próprio Rigotto, que sempre reagiu irritado à convicção geral de que estava por trás da longa perseguição a Bones. “O processo é coisa da minha mãe. Eu não tenho nada a ver com isso”, reagiu, num telefonema irado para mim, respondendo ao primeiro artigo deste Observatório. Coincidência ou não, dois dias após a publicação, em novembro de 2009, Rigotto convocou uma inesperada entrevista coletiva para anunciar, chorando, que desistia de sua candidatura ao governo gaúcho na eleição de 2010.
Fora da disputa pelo Palácio Piratini, Rigotto embicou para um desafio aparentemente mais fácil: uma das duas cadeiras em jogo pelo Senado. Começou como favorito, na preferência popular, enquanto repercutiam pela internet os detalhes sobre o processo que matava o jornal de Bones. Líder disparado na intenção de voto das pesquisas iniciais, o filho de dona Julieta, que não tinha nada a ver com isso, acabou despencando na preferência popular. Perdeu as duas vagas para os senadores Paulo Paim (PT) e Ana Amélia (PP) e saiu da eleição com menos de 2,5 milhões de votos entre os 8 milhões de eleitores gaúchos.
Inocente ou não, Germano, o irmão de Lindomar e filho de dona Julieta, acabou inscrevendo para sempre seu honrado nome no relatório final da 66ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa, realizada em novembro de 2010 na cidade mexicana de Mérida. O capítulo sobre liberdade de imprensa no Brasil, escrito pelo jornalista brasileiro Sidnei Basile, então vice-presidente institucional da Editora Abril e membro do Comitê de Liberdade de Expressão da SIP, registra o seguinte:
“No Sul do Brasil, continua o calvário por que passa o jornal gaúcho  e seu proprietário, o jornalista Elmar Bones, por conta de uma reportagem publicada há dez anos sob o título ‘Caso Rigotto – um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas’. Isenta de comentários, mas recheada de informações, a matéria mereceu alguns dos mais importantes troféus regionais de jornalismo, como o Esso Regional e o ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Não obstante, o jornal foi condenado a pagar indenização civil incompatível com sua capacidade econômica e teve de fechar as portas.
“A reportagem contava o envolvimento de Lindomar Rigotto – irmão do então deputado estadual e depois governador Germano Rigotto – em uma licitação pública da Companhia Estadual Energia Elétrica. Indicado pelo irmão para a diretoria financeira da empresa, Lindomar acabou protagonizando o escândalo que resultou em uma CPI que indiciou ele, outras onze pessoas e onze empresas.
“Segundo o relatório final dessa Comissão, o esquema foi montado por Lindomar. ‘De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto’, escreveu o relator da CPI, deputado Pepe Vargas (PT-RS).”
Ao morrer em março de 2011, aos 64 anos, vítima de um câncer fulminante, Sidnei Basile deixou a folha impecável de um dos mais respeitados profissionais da imprensa brasileira. Um ano antes, Basile fez uma pública declaração de fé: “Não é o Estado que fiscaliza a imprensa, é a imprensa que fiscaliza o Estado”.
Elmar Bones, que o ex-governador Rigotto também não deve conhecer, tem uma biografia igualmente respeitável, com passagens como editor ou diretor de publicações como Gazeta Mercantil,Veja,IstoÉ,O Estado de S.Paulo,Jornal do Brasil eFolha da Manhã.Mas sua página mais gloriosa é um jornal da imprensa nanica, o CooJornal,um mensário editado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) nos anos de chumbo da ditadura e fechado por pressão dos militares sobre os anunciantes. Como pregava Basile e fazia Bones, o CooJornal era um atrevido jornal de resistência que sabia que a função da imprensa de todos os regimes e todos os governos é fiscalizar o Estado – e não o contrário.
No texto produzido para a SIP, com versões adicionais em inglês e espanhol, Basile reservou três parágrafos, 15 linhas e 194 palavras para resumir o longo calvário de Bones e seu jornal.
O nome Rigotto é citado quatro vezes no relatório final de 2010 da SIP.
Dona Julieta, a suposta dona do processo, nem é mencionada.
Germano Rigotto, o ex-governador que não tem nada a ver com isso, é citado uma vez.
Quem quiser saber as razões, leia o livro indispensável de Elmar Bones sobre o Brasil de duas caras.
Luiz Cláudio Cunha é jornalista 
E-mail: Cunha.luizclaudio@gmail.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Possibilidades na Líingua dos PPPês



Jomard Muniz de Britto, jmb*
01. Papéis como este na tela ou na mão.
02. Personas de caráter social, funcional,
multiplicador.
03. Primeiridade não é origem, começo ou
fundamento, mas percepção imediata,
intencional e espontânea.
04. Pathos: emoção impactante na duração
do desamparo aos pertencimentos.
05. Pulsões, carências, participações.
06. Paráfrases dialogando com paródias:
palmeiras românticas, palmares em
quilombolos palavrações paulofreireanas.
07. Pense com pensamentos pensantes.
08. Polimorfismos da infância à madureza.
09. Partículas de Deus para outros Orf’eus.
10. Pulsações da errante poeticidade.
11. Parabólicas pelos sertões, serões,
servidões audiovisuais.
12. PAUPÉRIA, todos os dias de:
Torquato Neto potencialmente interpretado
pelo ensaista-historiador Edwar de Alencar
Castelo Branco. (Annablume: ed. esgotada).
13. Perigar: necessária ousadia.
14. Paralelas ao infinito das intervenções.
15. Pedras rolando de Ouricuri aos abismos.
16. Paciência para encarar o precipício
nas velozes leituras dos internautas.
17. Provocar IMpacientes nas sessões PSI,
psicanalistas em arte processo.
18. Priorizar o tempo lógico desmontando
tempos cronológicos e até analógicos.
19. Perambular em procissões distribuindo
santinhos em louvor da poeta Cida Pedrosa
com INTERPOÉTICA.
20. Perspectivas de um dicionário para
os descontroles do imaginário mais
simbólico do real e das realidades.
21. Perguntar, dentro e fora das didáticas,
por ofício desejante e participativo.
22. POTÊNCIA sem dominadores
nem dominados.
23. POESIA, POLÍTICA, PEDAGOGIA,
língua dos três PPPês ocupando
entrelugares da fala aos escrevivendos,
dos corpos libertários às corporações
burocráticas, das contradições linguageiras
aos fragmentos de uma totalidade por vir.
Recife, julho 2012.
atentadospoeticos@yahoo.com.br

* Síntese curricular de Jomard Muniz de Britto, que ele me enviou:

Jomard Muniz de Britto e o inseparável chapéu – Foto capturada em O Literático
Nasceu na cidade do Recife em 8 de abril de 1937, portanto 25+25+25.
Também cidadão pessoense e natalense. Graduado e licenciado em Filosofia pela Universidade do Recife, atual UFPE.
Iniciou sua carreira docente  nos Colégios das Damas e São José, com aulas de História e Linguagem do Cinema. Professor de Filosofia em cursos secundários. Integrou a equipe inicial do Sistema Paulo Freire de Educação de Adultos;tendo sido aposentado aos 27 anos pelo regime de 1964.
Enquanto ativista do tropicalismo manteve-se na UFPB até o AI-5. Na década  de 70 somente conseguiu lecionar na Escola Superior de Relações Públicas, entidade privada. Com a anistia em 1980 retornou simultaneamente às UFPE e UFPB nos
Departamentos de Arte e Comunicação. Professor titular e emérito da UFPB. Aposentado. Autor de livros e produtos audiovisuais.
Seu primeiro ensaio - Contradições do Homem Brasileiro - foi impedido de circular no fatídico 1964. Com toda sua radicalidade provinciana/pernambucana, mesmo assim, não pertence a qualquer uma das famosas Escolas do Recife: de Tobias Barreto ao Mangue Beat. Seu projeto autoral arrisca-se entre o escrevivendo e a pop filosofia. No entrelugar da psicanálise selvagem e das conversações analítico-analógicas. Segue o lema de todas as precariedades do pós-tudo contemporâneo.
O texto O Brasil É Meu Abismo, na atual exposição do multi artista Daniel Santiago, no  MAMAM, foi editado em 1982 no livro Terceira Aquarela do Brasil.
Não se considera poeta, mas co-autor de atentados poéticos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Riverdies no Infesty Rock dia 10/11

o guitarrista e produtor fonográfico Fil Buc- primeira da esquerda - no momento, além da atuação na premiadíssima banda Riverdies, cuida da produção do CD fulinaíma rock blues poesia, do seu pai Artur Gomes

Riverdies volta aos palcos neste sábado, 10 de novembro às 19h, como headline do Infesty Rock.
Festival de bandas na Associação Atlética Tijuca (Rua Barão de Mesquita, 149, Tijuca).

Já consagrada no cenário independente, a banda dará continuidade a turnê do disco Waterskies.
Lançado originalmente em 2011 e agora com segunda prensagem em 2012, que irá para as lojas.

Os integrantes pedem desculpas ao fãs pelo pequeno hiato enquanto treinavam o novo baterista,
mas garantem que valeu a espera e estão ansiosos para o primeiro show com o Rodrigo Konder.
"O batera anterior não pôde continuar e o Konder foi uma escolha natural,
além de grande músico, pesou o fato de que ele é nosso amigo e fã da banda há muito tempo"
- Diz o guitarrista e produtor Fil Buc

O Infesty Rock começa às 14:45 e terá outras bandas tocando antes e depois do Riverdies.
São estas: Café República / Deca Zone / Mad Roulette / Perpetuum / Poema Sujo / Rijat

Preços:
Antecipado - R$ 12,00 (com as bandas)
Na Hora - R$ 18,00

Bar:
Cerveja Itaipava 600ml - R$ 5
Refrigerante - R$ 3
Água - R$ 2

* Proibido o Consumo de Bebida Alcoolica Por Menores de 18 Anos No Local do Evento.






Riverdies – Dia 11/11 na Associação Atlética Tijuca – Rio de Janeiro – Infesty Rock a partir das 14h

Mar de Búzios

vaza sob meus pés
um rio das ostras
enquanto minhas mãos em conchas
passeiam o mangue dos teus seios
e provocam o fluxo do teu sangue
os caranguejos olham admirados
a volúpia dos teus cios
quando me entregas o que traz
por entre as praias e permites desatar
todos os nós do teu umbigo
transbordando mar de búzios
- oceanos
atlântico pulsar entre dois corpos
que se descobrem peixes
e mergulham profundezas
qualquer que seja a hora
em que se beijam num pontal 
em comunhão total com a natureza

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com.br/2012/08/mar-de-buzios.html

fulinaíma produções
(22)9815-1266 (21)6964-4999

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná