terça-feira, 11 de junho de 2013

poéticas fulinaímicas


hoje eu estou pra lá de Ingrid
Bergman e não sei o quanto
a minha cara na tela mostra o meu espanto




Ubatuba

densa serra
dentro mar
nos caminhos de Anchieta
itaguá a pedra preta
só tem água em meu olhar





poética 94

naquela manhã de sol em ubatuba
lambi o ácido que caiu depois da chuva
cheirei resíduos de poeira e m caraguá
e a toxina que entranhou naquela uva
caiu da lágrima que bebi do teu olhar




fulinaímica

não sei se escrevo tanto
não sei se escrevo tenso
um fio elétrico suspenso
com tanta coisa no Ar
não sei se olho em teu olho
pra encontrar a entrada
da porta da tua casa
onde a palavra estiver
não sei se pinto um van gog
ou se escrevo um boudeler





alice me chama

ontem ela me falou ao telefone
- pai estou com saudades vem logo
e traz uma boneca que fecha os olhos –
meus olh0s encheram d´água
e as palavras da minha filha
preencheram os meus espaços

e o que faço nessas trilhas

que não corro para os seus braços ?




entreDentes

te procurei na Ipiranga
não te encontrei na Tiradentes
nas tuas tralhas tuas trilhas
nos trilhos tortos do Brás
fotografei os destroços na íris do satanaz
a cara triste da Mooca
a vaca morta no trem
beleza no caos urbana beleza é isso também
meu bem ainda mora distante
desse bordel carnavalho
a erva a droga o bagulho
tietê um tonto espantalho





 artur gomes
fulinaíma produções
www.pelegrafia.blogspot.com

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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