fulinaíma

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

remix fulinaímico



VeraCidade 

por quê trancar as portas 
tentar proibir as as entradas 
se já habito os teus cinco sentidos 
e as janelas estão escancaradas? 

um beija-flor desenha no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável.

eu tenho fome de terra
e esse asfalto sob a sola dos meus pés
agulha nos meus dedos.

quando piso na augusta
o poema dá um tapa na cara da paulista
flutuar na zona do perigo
entre o real e o imaginário

joão guimarães rosa caio prado martins fontes
um bacanal de ruas tortas

eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta
o correto ficou na cacomanga
matagal onde nasci

com os seus dentes de concreto
são paulo é quem me devora
e selvagem devolvo a dentada
na carne da rua aurora.




Artur Gomes 

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CAMPOS DOS GOYTACAZES

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