fulinaíma

terça-feira, 19 de agosto de 2014

arara rara



“é que me encontro tão pimenta tão petróleo que se você acende os olhos me incendeia” (Salgado Maranhão) jaciara essa arara minha minha arara rara voa e ainda não repara
o que tenho dentro dela os olhos na entrada da janela a porta de dentro no infinito no outro lado de fora sol se espalha a clara luz dourada em teus cabelos entrelaçados entre a pele dos meus pelos assim na bruma nuvem/pluma espuma na areia que se espraia meu sangue pulsando em tua veia tua veia teu sentido em meu olfato teu sangue ao encontro do meu tato pimenta iguarias no meu prato e eu que só conheço teu retrato o fato é que teus olhos me incendeia.



Artur Gomes



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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná