fulinaíma

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Waterkis - Selecione Água

rio Paraíba do Sul - fotos: Artur Gomes
Waterkis - Selecione Água
nesse curta tem depoimento de Silvio Ribeiro de Castro filmado na Cachaçaria em outubro de 2012 durante a semanado XX Congresso Brasileiro de Poesia - Fulinaíma Produções - Direção: Artur Gomes https://www.youtube.com/watch?v=MMoCHm3neJY
Thaylis Carneiro e Gabriel Nunes Tupinambás 
- foto: May Pasquetti

Divino Maravilhoso
Curta com o grupo Samba de Dois, Thaylis Carneiro, Gabriel Nunes Tupinambás e Renata Barbosa, cantando músicas de Caetano Veloso e fazendo uma homenagem ao poeta Ronaldo Werneck – filmado na Fundação Casa das Artes – Bento Gonçalves-RS – outubro 2014 – XXII Congresso Brasileiro de Poesia – Fulinaíma Produções – Direção: Artur Gomes


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vídeo/Instalação: RUIDURBANOS


poundianas

torquato era um poeta
que amou a ana
leminski profeta
que amou a lice

um dia/pós
veio uilcon torto
pegou a jóia diana
e junto na pereiralice

com o corpo & alma
das duas
foi Bouvoir assombradado
roendo o osso do mito
pra lá de frança ou bahia
pois tudo que o anjo dizia
Sartre jurou já ter dito
NONADA 
- Biúte ria

Artur Gomes 
in Brazilírica Pereira: A Traição das Metáforas
(ALPHARRABIO - 2000)
Ruidurbanos: Uilcon Pereira in Memória



Vídeo/Instalação: RUIDURBANOS
Uilcon Pereira In   Memória
XXIII Congresso Brasileiro de Poesia 
XX Mostra Internacional de Poesia Visual
III Mostra Cine Vídeo Poesia 
Bento Gonçalves-RS 5 a 10 de outubro 
curadoria: Artur Gomes, Hugo Pontes, Jiddu Saldanha e Tchello Barros
coordenação geral: Ademir Bacca 
https://www.facebook.com/pages/Ruidurbanos-Uilcon-Pereira-in-Mem%C3%B3ria/253594524806841?fref=ts


FULINAÍMA PRODUÇÕES

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Alice Melo Monteiro Gomes

Alice


A música está no bico dos pássaros
na pétala da lamparina
no caracol dos teus cabelos
no  movimento dos músculos
e no m das mãos

nada mais sagrado
do que teus olhos acesos
pra me iluminar na escuridão

Artur Gomes
foto: Artur Gomes Gumes

 




Viajante Incógnito

Quando Deus
Criou o mundo
Não contou vantagem

Quando esculpiu
O homem
Não fez vernissagem
Quando ele pintou
As estrelas no breu
Não falou “isso é Meu”
Nem expôs em museu
Quando escreveu
Os mandamentos
Não autografou
Quando inventou a música
Não cantou
Só mais um aparte
Triste daquele que tem
Seu nome maior que sua arte

Faixa do CD O Som da Cabeça do elefante
Que não me canso de ouvir

poética plural


Poética Plural
SagaraNAgem Dois Ponto Quatro

quem quiser me usar me use
na escrita na gramática no poema
faço poesia como quem dá no cinema
substantivos foram criados
para ser usados
com ou sem os seus significados
códigos códices signos não tem dono
quando acordo já perdi o sono
e quem sabe inventar inventa
e aí é gol de placa gol de letra
não tenho treta em ser lamb(usado)
nem fico triste se aumentar a fama
de começar no papel e terminar na cama

Artur Gomes




Jura Secreta 127


naquele dia
em que não me deu tua carne
pra matar a minha fome

comi as pedras do caminho
e te xinguei daquele nome





Jura Secreta 128


Clara como a Ana que ainda não conheço
me ofereço da forma que ela então quiser
não sei ainda o que fazer 
com esta escrita
mas tudo que vem dela então bendita
me leva ao infinito como um grito
que em silêncio escrevo pro teu nome
e então me calo até o dia que vier

Artur Gomes 


sábado, 17 de janeiro de 2015

Era Uma Vez Um Rio

Um Rio

escrito por Antonio Roberto Góis Cavalcanti (Kapi), entre 1977 e 1978 este poema é o retrato perfeito do atual estágio do Rio Paraíba do Sul. Exemplo mais que perfeito de que Poeta é a Antena da Raça. 

Um rio

Era uma vez…
Um rio
Que de tão vazio,
já não era rio
e nem riachão,
tão pouco riacho.

Não era regato,
nem era arroio,
muito menos corgo.

uma vez…
um rio
que, de tanta cheia,
já não era rio
e nem ribeirão.

Era mais que Negro,
era mais que Pomba,
era mais que Pedra,
era mais que Pardo,
era mais que Preto,
bem maior ainda
que um rio grande.

Era uma vez…
um rio
que de tão antigo
era temporário,
era obsequente,
era um rio tapado
e antecedente.

Que não tinha foz,
que não tinha leito,
que não tinha margem
e nem afluente,
tão pouco nascente.

Mas que era um rio.

Não era das Velhas,
não era das Almas,
não era das Mortes.

Era um Paraíba,
era um Paraná,
era um rio parado.

Rio de enchentes,
rio de vazantes,
rio de repentes:
Um rio calado:

Sem Pirá-bandeira,
Sem Piracajara,
Sem Piracanjuba.

Em suas águas
não havia Pira
não havia íba,
não havia jica,
não havia juba.

Nem Pirá-andira,
nem Piraiapeva,
nem Pirarucu.

Era um rio assim:
Sem pirá nenhum.

Mas que era um rio.

Era uma vez….
Um rio.
Que, de tão inerte,
Já não era rio.

Não desaguou no mar,
não desaguou num lago,
nem em outro rio.

É um rio antigo,
que de tão contido
não é natureza.

Um dia foi rio,
há muito é represa.

Antônio Roberto Góis Cavalcanti(Kapi)
fotos: Artur Gomes 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

poétikas

Valquiria Imbassay - foto: Rachel Louback


Jura Secreta 89

a face oculta da maçã
duas partes que se abrem pêssego
campo de girassóis teus pelos
alvoroçados sob o sol de Amsterdã
enquanto isso em teus mamilos penso
o que ainda não comi desta maçã


Artur Gomes

Valquiria Imbassay - foto:  Rachel Louback



Poétika 3

na poltrona em frente
ela comia pão com mortadela
logo de manhã
olhando o vidro da janela
quando o carro
atravessou a passarela
eu era o guaravita em sua mãos

Artur Gomes 


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

XXIII Congresso Brasileiro de Poesia

XXIII Congresso Brasileiro de Poesia 
XX Mostra Internacional de Poesia Visual
III Mostra Cine Vídeo Poesia 
5 a 10 de outubro - 2015 - Bento Gonçalves-RS
Poeta Homenageado: Tanussi Cardoso 
Curadorias: Artur Gomes, Hugo Pontes, Jiddu Saldanha e Tchello Barros 
Coordenação Geral: Ademir Antônio Bacca 

Uma Cidade Em Transparência
Curta com fragmentos de momentos registrados
Durante o XXII Congresso Brasileiro de Poesia – Bento Gonçalves-RS – outubro 2014 – Fulinaíma Produções – roteiro & direção: Artur Gomes 
https://www.youtube.com/watch?v=dlE2B6f29XA&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ




a musa e uma câmera fotográfica
curta com Isadora Zecchin, filmado
na Cachçaria - Bento Gonçalves-RS - outubro 2014 - durrante o XXII Congresso Brasileiro de Poesia - Fulinaíma Produções - direção: Artur Gomes

Jura secreta 14

eu te desejo flores lírios brancos 
margaridas girassóis rosas vermelhas 
e tudo quanto pétala 
asas estrelas borboletas 
alecrim bem-me-quer e alfazema
eu te desejo emblema 
deste poema desvairado 
com teu cheiro teu perfume 
teu sabor teu suor tua doçura
e na mais santa loucura 
declarar-te amor até os ossos
eu te desejo e posso : 
palavrArte até a morte 
enquanto a vida nos procura

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná